quarta-feira, 25 de abril de 2012

Semifinais: São Paulo evoluiu muito nas jogadas aéreas


O São Paulo começou o Paulistão com um problema sério: as jogadas aéreas. Sofria muitos gols assim e fazia poucos, uma combinação explosiva.

Só que o Tricolor melhorou muito, de forma impressionante.

Dos 4 grandes, nenhum finalizou tantas vezes a partir de jogadas aéreas quanto o São Paulo. Foram 90 conclusões a gol a partir de bolas levantadas frontalmente, faltas levantadas, cruzamentos e escanteios.

As 90 finalizações resultaram em 14 gols dos 42 marcados pelo São Paulo.

Mas o São Paulo sofreu 43 finalizações de bolas erguidas em sua área e 14 dos 21 gols sofridos nasceram assim.

Ou seja: o São Paulo marcou 33,3% de seus gols em bolas erguidas, mas sofreu 66,7% de seus gols assim. Dito assim, parece claro que os são-paulinos têm um problema sério.

Mas valem duas ponderações: 

Defensivamente, nas 10 primeiras rodadas, o São Paulo sofreu 10 gols em jogadas aéreas;

Nas 10 rodadas seguintes, incluindo as quartas de final, o São Paulo sofreu apenas 4 gols assim.

Melhorou muito o desempenho defensivo do São Paulo nas jogadas aéreas.



Ofensivamente, nos 10 primeiros jogos, o São Paulo fez 5 gols em jogadas aéreas

Nos 10 jogos seguintes, fez 9 gols, sendo que 8 aconteceram nas últimas 6 rodadas.

Melhorou muito o desempenho ofensivo do São Paulo nas jogadas aéreas.

Enquanto isso, na outra metade do campo...


...o Santos foi bem mais equilibrado.

Ofensivamente, na primeira metade até aqui do Paulistão, fez 9 gols.

Na segunda metade, fez 7 gols, sendo 1 por jogo nas últimas 5 partidas.

Defensivamente, sofreu 3 na primeira metade e 3 na segunda. Levou 1 gol do São Caetano na rodada 18 e, fora isso, não leva 1 gol em jogada aérea desde a rodada 13, contra o Mogi Mirim, quando jogou com o time reserva e sofreu 2. Antes desses, só na sexta rodada.

O Santos finalizou 64 vezes a partir de jogadas aéreas que resultaram em 16 dos 46 gols santistas.


As 45 finalizações contra o gol do Santos resultaram em 6 gols dos 18 sofridos pelo Santos.

Por incrível que pareça, 33,33% dos gols feitos pelo São Paulo e sofridos pelo Santos nasceram em jogadas aéreas.

O Santos marcou 34,7% de seus gols em jogadas aéreas enquanto o São Paulo sofreu 66,7% de seus gols assim.



Gosta de analisar números?

As jogadas aéreas e suas médias no Paulista nas últimas 10 rodadas:

Ataque do São Paulo - Total  251 - finalizadas 18,33% - gol 3,59%
Defesa do Santos ------ Total 190 - finalizadas 12,63% - gol 1,58%
Média do Paulistão --- Total 226* - finalizadas 14,78% - gol 2,43%

Ataque do Santos ------ Total 183 - finalizadas 14,21% - gol 3,83%
Defesa do São Paulo -- Total 157 - finalizadas 10,19% - gol 2,55%
Média do Paulistão --- Total 226* - finalizadas 14,78% - gol 2,43%

*Média por equipe em 63 jogos analisados nas 10 últimas rodadas vezes 10


Bola levantada frontalmente

Ataque do São Paulo - Total 29 - finalizadas 24,14% - gol 6,90%
Defesa do Santos ----- Total 27 - finalizadas    7,41% - gol (zero)
Média do Paulistão --- Total 32 - finalizadas 17,33% - gol 2,97%

Ataque do Santos ----- Total 27 - finalizadas 18,52% - gol 11,11%
Defesa do São Paulo - Total 37 - finalizadas 16,22% - gol   2,70%
Média do Paulistão --- Total 32 - finalizadas 17,33% - gol 2,97%



Cruzamentos 

Ataque do São Paulo - Total 92 - finalizados 14,13% - gol 1,09%
Defesa do Santos ----- Total 83 - finalizados 15,66% - gol 2,41%
Média do Paulistão --- Total 91 - finalizados 14,77% - gol 2,17%

Ataque do Santos ----- Total 76 - finalizados 10,53% - gol 2,63%
Defesa do São Paulo - Total 52 - finalizados 5,77% -- gol (zero)
Média do Paulistão ---- Total 91 - finalizados 14,77% - gol 2,17%



Escanteios

Da direita
Ataque do São Paulo - Total 48 - finalizados 25,00% - gol 4,17%
Defesa do Santos ----- Total 30 - finalizados 20,00% - gol (zero)
Média do Paulistão --- Total 35 - finalizados 12,56% - gol 1,37%

Ataque do Santos ----- Total 26 - finalizados 19,23% - gol 3,85%
Defesa do São Paulo - Total 22 - finalizados 13,64% - gol (zero) 
Média do Paulistão --- Total 35 - finalizados 12,56% - gol 1,37%




Da esquerda
Ataque do São Paulo - Total 42 - finalizados 21,43% - gol 2,38%
Defesa do Santos ----- Total 23 - finalizados   4,35% - gol (zero)
Média do Paulistão --- Total 31 - finalizados 14,54% - gol 1,79%

Ataque do Santos ----- Total 19 - finalizados 10,53% - gol 5,26%
Defesa do São Paulo - Total 24 - finalizados 16,67% - gol 8,33%
Média do Paulistão --- Total 31 - finalizados 14,54% - gol 1,79%




Faltas levantadas

Ataque do São Paulo - Total 39 - finalizadas 12,82% - gol 7,69%
Defesa do Santos ------ Total 26 - finalizadas  7,69% - gol 3,85%
Média do Paulistão ---- Total 36 - finalizadas 14,91% - gol 4,17% 

Ataque do Santos ----- Total 36 - finalizadas 16,67% - gol (zero)
Defesa do São Paulo - Total 22 - finalizadas (zero) ---- gol 4,55%**
Média do Paulistão --- Total 36 - finalizadas 14,91% - gol 4,17% 
**Contra o Ituano, a falta levantada quicou no gramado e entrou sem finalização



Adversários do São Paulo -  Guaratinguetá (c), XV de Piracicaba (f), Portuguesa (c), Santos (c), Mirassol (f), Catanduvense (c), Ituano (f), Mogi Mirim (c), Linense (f), Bragantino (c)

Adversários do Santos -  Guarani (f), Corinthians (c), Mogi Mirim (f), São Paulo (f), Bragantino (c), Portuguesa (f), São Caetano (f), Catanduvense (c), Mogi Mirim (c)

domingo, 22 de abril de 2012

Santos x Mogi Mirim: Escalação de Flávio Rodrigues Guerra é uma surpresa

Quartas do Paulistão - Santos x Mogi Mirim - arbitragem


Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra

Apitou Catanduvense 0x2 Mogi Mirim, Ituano 0x1 Corinthians, Botafogo 1x4 Santos, Guaratinguetá 2x3 Palmeiras, São Paulo 2x1 Portuguesa, nas rodadas 1, 4, 6, 8, 13. Entre os 146 jogos analisados pelo fSc, vinha trabalhando mais como árbitro adicional, atrás da linha de fundo, nas rodadas 5, 9, 12, 15, 16 (auxiliando 5 árbitros diferentes), assim como na 19ª rodada, em Mirassol x Portuguesa, de forma que sua escalação como árbitro para uma decisão em jogo único foi uma grande surpresa. Pelas últimas escalas, esperava-se que se trabalhasse, fosse como adicional.

Motrou 26 cartões amarelos em 5 jogos, sendo 15 para os mandantes e 11 para os visitantes.

Também mostrou 4 cartões vermelhos, 3 para mandantes e 1 para visitante. Curiosamente, o visitante que expulsou nesses jogos foi Edson Ratinho, do Mogi Mirim, contra o Catanduvense. Já tinha amarelo e chegou atrasado em uma dividida.

Ainda que o segundo tempo dos jogos sejam normalmente mais duros do que o primeiro, é quando Guerra mais deixa passar agressões sem punição com cartões. Quase perdeu o controle do jogo Ituano 0 x 1 Corinthians. Já com esse placar, não puniu uma cotovelada de Anderson Sales, do Ituano, em Danilo, uma solada de Leandro Castán, do Corinthians, em Alan Mota, menos de 1 minuto depois, e um pontapé daqueles de Gustavo, do Ituano, em Gilsinho quando protegia a bola que saía para escanteio. Ainda deixou passar uma peitada de Alessandro, do Corinthians, em Evando, e uma cotovelada de Alan Mota, do Ituano, na nuca de Élton em disputa pelo alto. Em Guaratinguetá 2 x 3 Palmeiras também não puniu uma cotovelada de Pio, do Guaratinguetá, em Patrik quando o Palmeiras vencia por 2 a 1. Atenção hoje aos cotovelos...

Marcou 2 pênaltis com correção, em Guaratinguetá 2x3 Palmeiras quando estava 1 a 1 e em Botafogo 1x4 Santos quando o jogo estava 1 a 1. Mas quando o Santos vencia por 2 a 1, não marcou pênalti em uma cotovelada do goleiro Juninho na garganta de Neymar.

Auxiliar 1: Daniel Paulo Ziolli

24 impedimentos, 17 certos, 4 duvidosos, 3 errados
Dos times mandantes marcou 13 impedimentos, 10 certos, 1 duvidoso, 2 errados; dos visitantes, 11 impedimentos, 7 certos, 3 duvidosos, 1 errado

Trabalhou em 10 dos 146 jogos analisados pelo fSC e teve normalmente como companheiro de bandeira o mesmo auxiliar de hoje, ainda que tenham trabalhado com 2 árbitros diferentes, Flávio Rodrigues Guerra (5 vezes e que apita hoje) e Luiz Vanderlei Martinucho (4). Só em Bragantino 2x0 Mogi Mirim trabalhou com outra dupla.

Bandeirou Catanduvense 0x2 Mogi Mirim, Paulista 3x0 Comercial, Catanduvense 1x1 Palmeiras, Ituano 0x1 Corinthians, Botafogo 1x4 Santos, Bragantino 2x0 Mogi Mirim, Guaratinguetá 2x3 Palmeiras, São Paulo 3x0 Guaratinguetá, São Paulo 2x1 Portuguesa, Mirassol 0x1 São Paulo

Auxiliar 2: Mauro André de Freitas

23 impedimentos, 15 certos, 7 duvidosos, 1 errado
De mandantes marcou 17 impedimentos, sendo 11 certos, 5 duvidosos, 1 errado; de visitantes, 6 impedimentos, 4 certos, 2 duvidosos, nenhum errado.

Bandeirou Catanduvense 0x2 Mogi Mirim, Paulista 3x0 Comercial, Catanduvense 1x1 Palmeiras, Ituano 0x1 Corinthians, Botafogo 1x4 Santos, Guaratinguetá 2x3 Palmeiras, São Paulo 3x0 Guaratinguetá, São Paulo 2x1 Portuguesa, Mirassol 0x1 São Paulo

Médias de impedimentos do fSc:

Total
577 impedimentos, 61,5% certos, 26,2% duvidosos, 12,3% errados

Daniel Paulo Ziolli
24 impedimentos, 70,8% certos, 16,7% duvidosos, 12,5% errados

Mauro André de Freitas
23 impedimentos, 65,2% certos, 30,4% duvidosos, 4,3% errados

Mandantes

Total
314 impedimentos, 61,8% certos, 25,5% duvidosos, 12,7% errados

Daniel Paulo Ziolli
13 impedimentos, 76,9% certos, 7,7% duvidosos, 15,4% errados

Mauro André de Freitas
17 impedimentos, 64,7% certos, 29,4% duvidosos, 5,9% errados

Visitantes

Total
263 impedimentos, 61,2% certos, 27,0% duvidosos, 11,8% errados

Daniel Paulo Ziolli
11 impedimentos, 63,6% certos, 27,3% duvidosos, 9,1% errados

Mauro André de Freitas
6 impedimentos, 66,7% certos, 33,3% duvidosos, nenhum errado

Corinthians x Ponte Preta: Trio de arbitragem da fase de classificação é desfeito

Quartas do Paulistão: Corinthians x Ponte Preta - arbitragem


Em 7 dos 146 jogos analisados pelo fSc, Rodrigo Braghetto apitou tendo como dupla de auxiliares Carlos Augusto Nogueira Júnior e Rogério Pablos Zanardo, em Portuguesa 0x2 Paulista, Mirassol 3x0 Botafogo, Palmeiras 3x2 XV de Piracicaba, Mogi Mirim 1x0 São Caetano, Corinthians 2x1 Catanduvense, Ponte Preta 1x1 Guarani, Ituano 2x4 São Paulo, assim como em Paulista x XV de Piracicaba (14a rodada) e Catanduvense x Botafogo (18a rodada), ainda não analisados pelo fSc. Rogério Pablos Zanardo não trabalha nas quartas de final da Série A1. Será substituído no trio por Marcelo Carvalho Van Gasse.

Árbitro: Rodrigo Braghetto. É quase o oposto de Wilson Luiz Seneme, que apitou ontem São Paulo 4x1 Bragantino e que foi ouvido controlando o jogo cobrando profissionalismo dos jogadores: "sejam profissionais", gritou ele em um momento de tumulto na grande área.

Nos 7 jogos com ele acompanhados pelo fSc, Braghetto mostrou 31 cartões amarelos, sendo 11 para mandantes e 20 para visitantes.

Nos 146 jogos acompanhados pelo fSc foram mostrados 751 cartões amarelos. Média de 5,1 por partida. A média de Braghetto é de 4,4 amarelos por jogo.

Em média foram mostrados 2,4 amarelos para mandantes e 2,7 amarelos para visitantes. As médias de Braghetto são 1,6 para mandantes e 2,9 para visitantes.

Mostrou 3 cartões vermelhos, 1 para mandante e 2 para visitantes.

Uma questão que o acompanha neste campeonato é que em seus jogos, o baixo número de cartão vem acompanhado de cotoveladas, soladas e outras agressões não punidas.

Exatamente em uma partida do Corinthians (2 a 1 sobre a Catanduvense), perdeu o controle do jogo logo aos 5 minutos do primeiro tempo ao não marcar falta em solada do corintiano Alex em Du. Sobraram soladas, cotovelada e vários choques mais fortes depois disso.

Em Ponte Preta 1x1 Guarani, aos 37 minutos do segundo tempo, o zagueiro Domingos acertou uma cotovelada na altura da cintura de do atacante Roger quando a Ponte vencia por 1 a 0. Apesar de não ter ficado claro pela imagem da TV, Roger parece ter revidado logo em seguida. Nenhum deles levou cartão por isso.

E vai apitar Corinthians x Ponte Preta.

No jogo Mirassol 3x0 Botafogo, errou ao não marcar pênalti do goleiro Márcio, do Mirassol, em Henrique Dias.

Em Ponte Preta 1x1 Guarani, primeiro errou ao marcar pênalti de Domingos, do Guarani, em Enrico. O ponte-pretano chutou o zagueiro e caiu. Ainda mostrou cartão para Domingos. Depois, não marcou pênalti de Neto, do Guarani, quando jogou o corpo e usou o braço em disputa de bola com Roger, em um lance bem complicado quando o jogo estava 0 a 0.

Em uma decisão em jogo único poderá haver complicações.

Auxiliar 1: Marcelo Carvalho Van Gasse

3 impedimentos, 2 de mandantes e 1 de visitante, todos certos e fáceis de serem marcados. 2 do Corinthians contra Linense e Palmeiras.

Isso em 4 jogos (Oeste 2x3 São Paulo, Corinthians 1x0 Linense, Santos 6x1 Ponte Preta, Corinthians 2x1 Palmeiras).

Auxiliar 2: Carlos Augusto Nogueira Júnior

11 impedimentos, 5 certos, 5 duvidosos, 1 errado

Dos times mandantes foram 5 certos, 4 duvidosos, 1 errado; dos visitantes, 1 duvidoso

Médias de impedimentos do fSc:

577 impedimentos, 61,5% certos, 26,2% duvidosos, 12,3% errados

Carlos Augusto Nogueira Júnior
11 impedimentos, 45,5% certos, 45,5% duvidosos, 9,1% errados

Mandantes
314 impedimentos, 61,8% certos, 25,5% duvidosos, 12,7% errados

Carlos Augusto Nogueira Júnior
10 impedimentos, 50,0% certos, 40,0% duvidosos, 10,0% errados

Visitantes
263 impedimentos, 61,2% certos, 27,0% duvidosos, 11,8% errados
Carlos Augusto Nogueira Júnior
1 impedimento, duvidoso

sábado, 21 de abril de 2012

Quartas: Bandeiras São Paulo x Bragantino são acima da média


Quartas do Paulistão - São Paulo x Bragantino - arbitragem

Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Nos 5 jogos que apitou mostrou 21 cartões amarelos, 8 para os mandantes e 13 para os visitantes.

Mostrou apenas 1 cartão vermelho, para o Guaratinguetá, em casa.

Em XV de Piracicaba 2x1 Mirassol, Guaratinguetá 0x4 Mirassol, Linense 2x1 Bragantino, Palmeiras 3x3 São Paulo, Santos 1x0 Corinthians


Nos 145 jogos deste Paulistão analisados até agora pelo fSc, a média foi de 5 amarelos por partida. A média de Seneme é 4 por jogo.

Em média foram mostrados 2,4 amarelos para mandantes e 2,7 amarelos para visitantes. As médias de Seneme são 1,6 para mandantes e 2,6 para visitantes.


Auxiliar 1: Herman Brumel Vani

12 impedimentos, errou apenas 1, acertou 8 e foram 3 duvidosos.

Para os times mandantes foram 5 certos, 2 duvidosos e 1 errado; para os visitantes, 3 certos, 1 duvidoso e nenhum errado.

Em XV de Piracicaba 1x1 Santos, XV de Piracicaba 2x1 Oeste, Palmeiras 3x3 São Paulo e Santos 1x0 Corinthians.


Auxiliar 2: Danilo Ricardo Simon Manis

Também marcou 12 impedimentos e não errou nenhum. Foram 9 certos e 3 duvidosos.

Para os mandantes foram 6 certos e 1 duvidoso; para os visitantes, 3 certos e 2 duvidosos.

Também em XV de Piracicaba 1x1 Santos, XV de Piracicaba 2x1 Oeste, Palmeiras 3x3 São Paulo e Santos 1x0 Corinthians.


Médias de impedimentos do fSc:

Total
575 impedimentos, 61,7% certos, 25,9 duvidosos, 12,3 errados

Herman Brumel Vani:
12 impedimentos, 66,7% certos, 25,0% duvidosos, 8,3% errados

Danilo Ricardo Simon Manis:
12 impedimentos, 75,0% certos, 25,0% duvidosos, nenhum errado


Mandantes
312 impedimentos, 62,2% certos, 25,0% duvidosos, 12,3% errados

Herman Brumel Vani:
8 impedimentos, 62,5% certos, 25,0% duvidosos, 12,5% errados

Danilo Ricardo Simon Manis:
7 impedimentos, 85,7% certos, 14,3% duvidosos, nenhum errado


Visitantes
263 impedimentos, 61,2% certos, 27,0% duvidosos, 11,8% errados

Herman Brumel Vani:
4 impedimentos, 75,0% certos, 25,0% duvidosos, nenhum errado

Danilo Ricardo Simon Manis:
5 impedimentos, 60,0% certos, 40,0% duvidosos, nenhum errado

sexta-feira, 20 de abril de 2012

São Paulo: solidariedade faz de Jadson o mais decisivo

Quartas do Paulistão - São Paulo - Jadson
Em um time com Luís Fabiano e Lucas, é Jadson "o jogador mais decisivo" da equipe, aquele que aparece quando mais se precisa dele, nos momentos em que o time está empatando ou perdendo.

E Jadson se destaca com sobras nesses momentos.

Com seu jeito absolutamente discreto, não tem como posar de herói, ainda mais depois de perder um pênalti na derrota para o Corinthians (0 a 1). 



Marcou apenas 2 gols nos 14 jogos que disputou, mas ambos em momentos de aperto: 1 de pênalti no empate em 3 a 3 contra o Bragantino quando o São Paulo perdia por 0 a 2 e outro contra a Portuguesa (2 a 1) quando perdia por 0 a 1.

Evidentemente, Lucas com seus 6 gols (5 decisivos), Willian José com seus 10 (5 decisivos, sendo 2 de pênalti) e até mesmo o zagueiro Rhodolfo com 5 gols (todos em momentos de pressão no placar) foram mais eficazes.

Mas Jadson vira o jogo (literalmente) quando são computados também os passes decisivos, o fundamental jogo de equipe para deixar o companheiro na cara do gol.

O meia são-paulino conseguiu 7 vezes colocar uma bola para companheiros comemorarem, 3 quando o time estava perdendo e 4 quando o time estava empatando: 4 faltas levantadas, 2 assistências e 1 escanteio.

Tem muito a agradecer a ele o zagueiro-artilheiro Rhodolfo: 4 de seus 5 gols aconteceram ao receber bola de Jadson (2 faltas e 2 escanteios).

Também por transformar Rhodolfo em artilheiro, Jadson é mais do que digno de usar a camisa 10.

Em 14 jogos, finalizou apenas 19 vezes. Só 1 entrou no gol. De cada 4 chutes, 1 é certo.

Bateu 3 faltas do centro para a esquerda do ataque e acertou 2. Nenhum gol. Mas lembre-se: no São Paulo, ninguém parece querer o lugar que é de Rogério Ceni. Nenhum gol foi marcado de falta direta no Paulista.

Bateu 2 pênaltis, perdeu justamente na derrota para o Corinthians (0 a 1) e marcou contra o Bragantino quando estava 0 a 2.

Entre bolas levantadas frontalmente, cruzamentos, escanteios e faltas levantadas, ergueu a bola 101 vezes, responsáveis por 21 finalizações, 5 gols e 4 impedimentos.

Com a bola no chão, fez 17 assistências que resultaram em 2 gols.

Pouco se percebe sua presença em campo e quem mais perde com isso são os defensores adversários. Discrição é a alma de sua eficiência.

Guarani: 6 pênaltis ajudaram Fumagalli no pior ataque das finais

Quartas do Paulistão - Guarani - Fumagalli
O Guarani montou uma equipe curiosa. Entre os motivos para se garantir como a quarta melhor equipe da fase de classificação, está possuir a segunda melhor defesa da competição, com 18 gols sofridos em 19 jogos.

Mas quando a defesa falhou, foi trágico. Primeiro porque a equipe demonstrou um poder de reação quase nulo. Apenas na primeira rodada, contra o O
este, em casa, o Guarani conseguiu virar um jogo que começou perdendo.

O resultado foi que dos classificados, apenas Bragantino e Ponte Preta perderam mais vezes. O Guarani caiu contra Mogi Mirim (0 a 3), Guaratinguetá (1 x 2), Santos (0 a 2), Bragantino (0 a 1) e Botafogo (1 a 2).

Seu ataque marcou apenas 26 gols, o menos eficaz entre os classificados e que marcou apenas 2 gols a mais do que o Botafogo, que lutou até o último minuto do último jogo para não ser rebaixado.

E se chegou a 26 gols foi graças, também, a 6 marcados em cobranças de pênalti, sendo 3 quando a equipe perdia por 1 a 0 (2 a 1 no Oeste, 1 a 1 com o Corinthians e 1 a 1 com a Ponte Preta, sendo esses 2 últimos depois dos 40 minutos do segundo tempo), 2 quando empatava em 1 a 1 (2 a 1 no Paulista e 3 a 1 no Palmeiras) e 1 quando perdia o Botafogo por 1 a 0.

Assim, Fumagalli se tornou o jogador mais decisivo da equipe. Fez os 6 gols de pênalti, mais 1 de falta e 1 em finalização da direita da grande área. Desses 8 gols, 7 foram marcados quando a equipe perdia ou empatava. Aos 34 anos, está mais do que talhado para liderar o Guarani.

A quem pense em contestar sua categoria devido aos 6 gols feitos de pênalti do total de 8, valem 2 considerações:

a Ponte Preta também teve 6 pênaltis, mas perdeu 4; ele não errou nenhum.

ele ainda colocou 6 bolas para companheiros fazerem gols (2 escanteios, 2 assistências, 1 cruzamento e 1 falta levantada) e 5 delas quando a equipe ainda empatava os jogos em 0 a 0 (2 a 0 no Ituano, 2 a 1 no Paulista, 2 a 0 no Comercial, 2 a 0 no XV de Piracicaba e 2 a 1 no Linense), além do segundo gol na vitória por 2 a 0 no Mirassol.

É um jogador fundamental e que se entende com titulares e com reservas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palmeiras: Maikon Leite é incógnita desde o início do ano

Quartas do Paulistão - Palmeiras - Maikon Leite
Se Maikon Leite será mesmo vetado para enfrentar o Guarani aparentemente só se saberá no fim da semana, talvez só pouco antes do jogo.

Coincidentemente, ele é uma incógnita desde o início do Paulistão.

Contra as outras 7 equipes classificadas para as quartas de final:

ele não foi relacionado contra a Ponte Preta (2 a 1);

ficou na reserva contra o Mogi Mirim (2 a 0);

só entrou contra o Santos aos 26 minutos do segundo tempo, depois que o time estava perdendo e só não fez gol porque a defesa conseguiu salvar após o goleiro ter sido vencido (2 a 1);

entrou aos 37 minutos do segundo tempo contra o Bragantino e fez 1 gol (2 a 1);

entrou contra o Guarani após a contusão de Wesley, aos 10 minutos do primeiro tempo, finalizou só 2 vezes e quando estava 1 a 2, perdeu um gol feito, sem goleiro (1 a 3);

foi substituído contra o Corinthians quando o time levou a virada no início do segundo tempo tendo feito uma única finalização, para fora (1 a 2);

e só contra o São Paulo foi mais efetivo, com 4 finalizações (todas erradas), 2 assistências para finalização e 1 cruzamento que resultou em gol de Barcos (3 a 3).

E é o segundo jogador mais decisivo do Palmeiras, com 3 gols e 2 cruzamentos que resultaram em gol quando o time estava perdendo ou empatando.

Em 15 jogos, fez 42 finalizações. Em média, acerta 1 a cada 4 tentativas, seja em casa ou fora. De cada 2 que acerta, 1 leva muito perigo para o goleiro. Fez 4 gols e ainda teve o quase gol, evitado pela defesa do Santos.

Com sua técnica, velocidade e agressividade ofensiva, pode ser o fator de desequilíbrio em Campinas.