quinta-feira, 5 de julho de 2012

Jogo #66 Uma derrota impressionante do Náutico e uma derrota inquestionável do Fluminense

A impressão que ficou foi a de que se todos os jogadores do Fluminense se sentasse no gramado, o Náutico iria atacar e finalizar em cima do goleiro Diego Cavalieri. E a alegoria nem é um exagero.

Aos 30 minutos do segundo tempo, quando Deco pegou a bola para levantar na área uma cobrança de falta, o placar do jogo estava 0 a 0, mas o placar das finalizações apontava 12 a 0 para o Náutico. Tinham sido 5 defesas de Diego Cavalieri, que fez excelente partida, 4 intervenções da defesa e 3 bolas chutadas para fora.

Foi então que Deco usou sua precisão, novamente, e colocou a bola para a entrada de trás de Samuel, que cabeceou livre para o gol.

O jogo seguiu na mesma toada. O Náutico no ataque, buscando o gol com finalizações fracas, mas que davam algum trabalho para Diego Cavalieri enquanto o goleiro Felipe assistia à partida.

Tanto é verdade que quando Deco recebeu a bola à esquerda do ataque, aos 26 minutos do segundo tempo, o placar do jogo continuava 1 a 0 a favor do visitante Fluminense, e o de finalizações marcava 28 a 4.

E Deco parou a bola, percebeu a entrada pela esquerda de Jean Rolt e colocou a bola nos pés dele, que mandou um chutaço em cima do goleiro Felipe, no meio do gol, mas na rebatida Samuel completou para fazer seu segundo gol no jogo.

Ao final da partida, tinham ocorrido 30 finalizações do Náutico e 8 do Fluminense, que venceu por 2 a 0.

Ainda que tenha criado muitas oportunidades contra uma equipe que jogou fechada e só foi ao ataque na certeza, vai faltar ao Náutico o que está sobrando às melhores equipes da competição: confiança na troca de passes para controlar o jogo.

A equipe pernambucana fez 8 assistências em toda a partida, mas recorreu às jogadas aéreas 43 vezes. O Fluminense só fez 4 assistências e só levantou a bola 7 vezes (apenas 1 no segundo tempo). Com um sistema defensivo bem estruturado, foi o suficiente para fazer 2 a 0.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Jogo #65 Bola morde Kléberson, e Bahia só comemora no intervalo contra o Internacional

Foi o comentarista Batista quem contou: quando o jogador tenta dominar a bola, e ela espirra muito longe, diz-se que a bola "está mordendo". Aconteceu com Kléberson pouco depois de ele entrar, aos 30 minutos do segundo tempo. Foi a estréia do ex-flamenguista e campeão do mundo em 2002 com a seleção de Felipão. Alguns minutos depois, ele se encontrou e finalizou 2 vezes de longe. Em 1 delas deu um certo trabalho para o goleiro Muriel.

Sua estreia, ainda que discreta, foi o grande evento de um dia em que o Bahia só pode comemorar no intervalo do primeiro para o segundo tempo, enquanto esteve em vantagem no placar. É cruel uma equipe que está subindo da Série B enfrentar o organizadíssimo Internacional, mas o empenho defensivo do Bahia equilibrou as diferenças.

O foi marcado por Gabriel aos 45 minutos do segundo tempo, aproveitando uma rebatida de cruzamento. Chutou da esquerda da grande área, no canto.

Foi um jogo aberto. O Bahia recorreu às jogadas aéreas 38 vezes e não finalizou qualquer uma delas, mas conseguiu seu gol em uma dessas rebatidas. O Internacional tentou 24 vezes e finalizou 3.


Índio empatou aos 16 minutos do segundo tempo, aproveitando passe de Fabrício. 

Foi com a bola no chão que as equipes foram realmente ofensivas. O Bahia conseguiu 13 finalizações com assistências, 5 certas; o Inter finalizou 7 vezes assim e 3 certas. Inclusive seu gol.

Jogo #64 Com 2 chapéus, Bernard mostra genialidade na vitória do Atlético-MG sobre o Grêmio

Para ficar registrado na história, foram Souza e Edilson que levaram os 2 chapéus em sequência de Bernard, que em seguida levantou a bola para Jô completar de voleio para o gol. #Golaço! Candidatíssimo a um dos mais bonitos ao final do Brasileirão.

Com as duas melhores defesas do campeonato em campo, venceu a genialidade de Bernard, que já vinha se destacando.

Apesar de os 3 gols que o Atlético-MG sofreu neste Brasileirão terem sido marcados em assistências, o Grêmio conseguiu 6 delas na partida, 2 finalizadas corretamente e a mais importante de Kleber para conclusão de Zé Roberto, aos 42 minutos do primeiro tempo. Só não foi gol porque um defensor cortou na frente do gol.

A grande área do Atlético-MG está e esteve sempre muito congestionada e na única finalização de fora da área após assistência de Kleber, Zé Roberto chutou para fora, rente à trave esquerda, aos 6 minutos do segundo tempo.

Os gremistas insistiram demais em jogadas aéreas. Foram 34, sendo 6 finalizadas e 2 certas, fracas, de Marcelo Moreno em cima do goleiro.

O técnico Cuca escalou o veloz Danilinho na lateral direita e conseguiu uma vitória importante, principalmente porque toda a equipe foi muito dedicada à marcação.

O Grêmio conseguiu finalizar 14 vezes, 6 certas, mas pouco ameaçou de verdade o gol de Giovanni.

O Atlético-MG finalizou 13 vezes, sendo 7 delas em assistências. Foram 5 certas e um golaço. De placa.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Jogo#63 Atrasado 4 meses, Cruzeiro perde em casa para o São Paulo

Até a décima rodada do Campeonato Paulista, o São Paulo levou 10 gols em jogadas aéreas (2 em bolas levantadas frontalmente, 3 em cruzamentos, 4 em escanteios e 1 em falta levantada, 5 de cabeça). O ciclo se fechou no final de fevereiro.

Dali em diante, no Paulistão, o São Paulo sofreu apenas 4 gols nessas jogadas (1 em bolas levantadas, 1 em faltas levantadas e 2 em escanteios). Isso em 11 jogos.

4 meses depois do final desse ciclo, o Cruzeiro apostou no jogo aéreo para tentar derrotar o São Paulo. Se deu bem e se deu mal.

O Cruzeiro é um adversário mais forte do que a maioria no Paulistão, o que torna a comparação de números questionável, ainda assim, uma referência.

E a equipe mineira se deu bem porque apesar das estatísticas, conseguiu fazer 2 gols no São Paulo, ambos em escanteios cobrados por Montillo, ambos de Rafael Donato, 23 anos, 1,93m e 90kg. O "Mineirinho" estreava na equipe e foi personagem também por ter falhado feio no primeiro gol do São Paulo ao errar a bola, por ter levado um chute na testa ao fazer o segundo gol, o que o obrigou a jogar com uma bandagem na cabeça. E não foi só.

A equipe levantou a bola 56 (cinquenta e seis) vezes sobre a área do São Paulo, para conseguir 10 finalizações de jogadas aéreas, 2 certas. Os 2 gols. O Cruzeiro conseguiu 20 finalizações no total, 7 certas.

E a equipe mineira se deu mal porque o São Paulo aprendeu a anular essas jogadas pelo alto. A maior prova disso ocorreu aos 36 minutos do segundo tempo. O São Paulo vencia por 3 a 1, Montillo batia mais um escanteio e Rafael Donato mais uma vez se movimentava para tentar um cabeceio. Então, Edson Silva o puxou pelos ombros, o cruzeirense foi anulado, o árbitro Marcelo de Lima Henrique nada viu, o adicional Wagner dos Santos Rosa nada viu e o auxiliar Rodrigo Pereira Jóia nada viu. Vida que segue.

Se o Cruzeiro conseguiu 20 finalizações, o São Paulo conseguiu 11, 5 certas e 3 gols, todos em jogadas rasteiras, não no sentido do pênalti cometido e não marcado pela arbitragem.

Aos 11 minutos, Douglas passou para Luís Fabiano marcar da direita da grande área, 1 a 0;

Aos 15, Luís Fabiano brigou pela bola, que bateu em sua canela e sobrou para Lucas marcar 2 a 1;

e aos 3 do segundo tempo, Jadson apanhou rebatida do goleiro Fábio e chutou fácil para o gol, 3 a 1.

Jogo #62 William Matheus e Ponte Preta têm indisposição no segundo tempo e Vasco vence de virada

Aos 32 minutos do segundo tempo, William Matheus vomitou no gramado de São Januário. Assim, de repente. Não acredito que tenha sido por culpa porque 2 minutos e meio antes, o juiz Fabricio Neves Correa marcou pênalti após William Matheus dobrar a perna esquerda e desabar cinematograficamente na esquerda da grande área depois de tabelar com Diego Souza. Ambos tinham entrado havia pouco tempo, quando Vasco e Ponte Preta empatavam por 2 a 2.

Na cobrança do pênalti, Diego Souza conseguiu a virada para o Vasco: 3 a 2.

Mesmo jogando no Rio, a Ponte Preta teve duas atuações inacreditáveis. O primeiro tempo foi majestoso, com passes rápidos e envolventes que resultaraam em 7 finalizações, 3 certas e 2 gols. Fora o show e 1 bola na trave de Nikão quando a Ponte já vencia por 2 a 1.

Em 2 minutos de jogo, a Ponte já tinha chegado 3 vezes à área do Vasco, que se defendeu e, basicamente, só se defendeu até os 15 minutos, quando a Ponte conseguiu seu primeiro gol de forma avassaladora, após 9 ataques contra 3 do Vasco. Roger conseguiu não ficar em impedimento, aproveitou uma bola levantada por João Paulo Silva da esquerda da intermediária e da direita da grande área, bateu cruzado para o gol. A bola tocou o pé da trave esquerda e entrou.

O Vasco não tinha o que fazer, ou melhor, fez o que pode: sua única finalização virou gol. Aos 20 minutos, Felipe cruzou da ponta esquerda, Eder Luís furou de cabeça, mas o cruzamento ainda ficou perfeito para o cabeceio de Alecsandro, que chegava de trás em uma jogada que deve ser muito treinada em São Januário. Não sei se com o erro de Eder Luís, mas a chegada de Alecsandro, aparentemente, pegou a defesa da Ponte de surpresa.

Se é o tempo que uma equipe leva para fazer um gol a após ter sofrido outro que mostra seu poder de superação, a Ponte Preta sobrou nesse quesito, também. Aos 26 minutos, lembre-se: fora de casa, Nikão virou o jogo lançando do meio-campo para a ponta direita. Renê Júnior esperou o marcador e colocou na direita da grande área para finalização de primeira de Roger, sem chance para o goleiro, que foi na bola, mas não chegou no tempo.

Aos 41, Nikão acertou a trave, como dito, e aos 45, foi muito fominha: tinha Roger livre a seu lado para mandar para o gol, mas tentou ele mesmo e chutou em cima da marcação. Roger ficou uma fera.

Ao voltar para o segundo tempo, com os mesmos jogadores, a Ponte Preta já era outra equipe e entregou o ouro para o Vasco. Logo aos 3 minutos, Alecsandro tocou da direita, Lucas furou bizonhamente na direita da grande área e a bola sobrou macia para Eder Luís, que dominou, olhou a posição do goleiro, piscou para uma jovem que o estava aplaudindo desde o início do jogo, mandou um beijo para a câmera, falou que dá próxima vez o João Sorrisão não escapa, e então, mas só depois de dar uma bocejada, tocou no canto esquerdo, rente à trave. Com uma furada dessa, é possível que Alecsandro tenho sentido até remorso antes de empatar o jogo.

Aos 13, João Paulo cruzou e Nikão mandou para o espaço. Aos 16, João Paulo Silva bateu escanteio e após um desvio no primeiro pau, a bola ficou limpa para Roger chutar desajeitado para fora. Aos 17, Caio deixou Renê Júnior na cara do gol, mas ele chutou cruzado para fora.

Aos 19, o técnico Cristóvão Borges tirou Eder Luís e colocou Diego Souza. A torcida, que já tinha vaiado ao final do primeiro tempo, ferozmente passou a gritar "burro".

Aos 23, o goleiro Fernando Prass saiu na intermediária para cortar uma bola enfiada por Caio e foi preciso. Mas se empolgou, carregou, chutou errado, deu a bola de presente a um adversário, que passou para João Paulo Silva chutar do meio-campo para o gol vazio. Ele mandou a bola na bandeirinha de escanteio.

Logo em seguida, Carlos Alberto pediu para sair e em seu lugar entrou William Matheus, que cavou um pênalti cinematográfico, regorgitou no gramado e só.

A Ponte Preta ainda teve tempo para acertar o travessão em uma bola levantada por João Paulo Silva e, no rebote, sozinho na pequena área, Roger simplesmente errou a bola em uma furada que merece uma placa em São Januário.

Nossa "Tela de Cristal" registrou em números a metamorfose da Ponte Preta: 7 finalizações, 3 certas e 2 gols no primeiro tempo; 7 finalizações, todas erradas no segundo tempo. O Vasco também se transformou: 1 finalização, certa que virou gol no primeiro tempo; 5 finalizações, 3 certas e 2 gols no segundo tempo. 1 delas em um pênalti inventado.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jogo #61 Portuguesa e Santos ficam no 0 a 0, mas é o juiz que vai muito mal na partida

Quando acabou o primeiro tempo de Portuguesa 0x0 Santos, quem mais agradeceu ter terminado aquele martírio foi o próprio árbitro, Raphael Claus, que logo aos 6 minutos se colocou em um caminho aparentemente sem volta ao mostrar cartão amarelo para Rogério por um carrinho em Neymar sem ir na bola, na intermediária. Não foi um lance violento, mas ele quis mostrar que não aceitaria deslealdade.

Se enrolou todo.

Aos 8 minutos, Adriano deixou a perna para matar um ataque e derrubar Moisés assim que ele passou o meio-campo. O árbitro deu a vantagem e depois, acertadamente, mostrou o amarelo para o santista.

Aí começou a se perder: Neymar dominou a bola, Diego Viana fez uma espécie de obstrução, indo no peito do adversário para não ficar para trás. Não era lance de velocidade nem nada. Amarelo para o atacante da Portuguesa aos 18 minutos.

Aos 30, Ananias tentou um drible da vaca e ao invés de contornar o adversário, correu para cima de Durval, que não tirou o corpo para ele passar, evidentemente. Amarelo para Durval por uma falta que ele não cometeu. Seria falta de ataque, porque Ananias foi no meio de Durval.

Aos 33, amarelo para Neymar, corretamente, por jogar a mão esquerda no rosto de Lima.

Aos 35, deu cartão amarelo para Gustavo por empurrar Neymar pelas costas quando o atacante santista andava de costas em direção ao adversário esperando a reposição do goleiro... Uma trombada típica de qualquer jogo.

Aos 42, Neymar tentou passar entre dois adversários que fecharam a sua frente. Ele desabou. No máximo seria obstrução de sua passagem.

Ou seja, 7 amarelos no primeiro tempo, 4 para a Portuguesa, 3 para o Santos, sendo 4 deles totalmente desnecessários, 3 para a Portuguesa e 1 para o Santos.

O que se esperar do segundo tempo?

Raphael Claus está se destacando no quadro de árbitros, a ponto de ter sido árbitro adicional no segundo jogo da final do Paulistão, entre Santos e Guarani.

Conduz bem as partidas e é ótimo em relacionamento. Na estreia de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético-MG em Belo Horizonte, deu um pênalti absurdo contra o Náutico: Ronaldo Alves deu o primeiro combate, na bola, Jô escapou, e quando Ronaldo Alves se recuperou, Jô se atirou ao passar por ele, que nem perto chegou. Ronaldinho Gaúcho, que não tinha nada com isso, bateu e fez o gol, para delírio da torcida atleticana. O jogo acabou 5 a 1.

E no segundo tempo de Portuguesa 0x0 Santos, depois de mostrar 7 amarelos no primeiro tempo, Raphael Claus não mostrou nenhum cartão.

Nem mesmo quando Moisés deu uma cotovelada clássica com o braço esquerdo no rosto de Juan, que na queda raspou a chuteira no rosto do adversário.

E nem quando Boquita puxou Neymar pelo braço direito, no lance capital da partida.

Eram 46 minutos do segundo tempo, Neymar recebeu no campo de defesa do Santos, passou por 2 marcadores, deixava Boquita para trás quando foi puxado pelo braço direito na intermediária. Enquanto caía, com a perna esquerda tocou para o meio, onde Borges chegava de trás, ficou livre na frente do goleiro Dida e da direita da grande área chutou para fora.

"Não dá para acreditar, não dá, não dá", disse o narrador Jota Júnior.

Não fosse pelo fato de Raphael Claus ter dado a vantagem e não ter mostrado o cartão em seguida para Boquita como fez no primeiro tempo, teria terminado o texto com a frase do Jota...

PS.: Ao ver a súmula do jogo, na noite de segunda-feira, descobri que o árbitro Raphael Claus mostrou cartão amarelo para Rafael Aparecido da Silva, o Boquita. Então, ele foi correto nesse ponto. De resto, mantenho o que escrevi.

domingo, 1 de julho de 2012

Grêmio e Atlético-MG têm as melhores defesas do Brasileiro e devem arriscar de longe para vencer

As duas defesas mais eficientes do Brasileirão se encontram hoje no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 6 jogos, cada equipe levou apenas 3 gols.

E se o Atlético-MG vencer hoje o Grêmio, na casa do adversário, não será uma surpresa, nada parecido com a transferência do goleiro Victor do Grêmio para o Atlético-MG, essa sim uma surpresa que se não estivesse sacramentada, seria daquelas que diríamos "ah, isso só acontece em filme".

A estratégia foi excelente: contratou primeiro o preparador de goleiros do Grêmio e depois levou o goleiraço, um desfalque e tanto para a equipe gaúcha, que poderá sentir.

Veja abaixo como a defesa do Grêmio vem sendo ameaçada. Em azul está a soma de finalizações, faltas diretas e pênaltis. Nas outras cores, a eficiência em cada fundamento. Use o mouse: coloque a setinha sobre as figuras e veja quantas conclusões em gol ocorreram de cada setor.

Entre os maiores riscos para o Grêmio, hoje, estão as finalizações frontais (à frente da meia-lua) do gol que hoje deverá ser defendido por Marcelo Grohe.

Os adversários do Grêmio nas primeiras 6 rodadas tentaram 10 finalizações e bateram 4 faltas no gol do Grêmio dali. Fellipe Bastos, do Vasco, conseguiu 1 gol.

O Atlético-MG finalizou 10 vezes desse setor, 1 delas de falta. Ronaldinho Gaúcho pode se dar bem numa dessas, mas é Bernard quem mais tenta dali, ora recebendo dos atacantes, ora de Marcos Rocha e aguardando pacientemente rebatidas da defesa.




Só que pau que dá em Chico dá em Francisco, também... A frente da meia-lua é um ponto crítico para a defesa do Atlético-MG, que já sofreu 10 finalizações dali, sendo que 1 virou gol, de Fahel, no empate em  1 a 1 com o Bahia, em Belo Horizonte.

E o Grêmio vinha arriscando bastante da frente da meia-lua, principalmente com assistências de Miralles para finalizações de quem chega de trás desmarcados, Léo Gago e Fernando, que já conseguiu fazer 1 desse setor, na derrota por 1 a 2 para Vasco. Mas Miralles não deve começar jogando.

Veja a comparação de onde o Grêmio vem concluindo suas jogadas de ataque e de onde os adversários do Atlético-MG o atacaram nas 6 primeiras rodadas.






Uma coincidência entre as equipes é que os jogadores rodam muito no ataque, o que será um desafio para as duas melhores defesas.

No Grêmio, 16 jogadores diferentes já concluíram jogadas de ataque. No Atlético-MG, 19.

O atacante gremista Marcelo Moreno é a referência e com ótimo aproveitamento: já tentou 15 vezes, 10 foram certos, fez 1 gol e acertou 2 vezes as traves. É o maior responsável pelas finalizações da grande área: 6 da direita, 5 da esquerda.

A dinâmica do Grêmio é tão interessante que o segundo jogador que mais tentou o gol foi o volante Léo Gago.

No Atlético-MG, Jô (15) e Bernard (14) são os que mais tentam o gol, mas o zagueiro Réver (tanto da intermediária quanto da pequene área) e o volante Richarlyson (que fica atento às rebatidas e às jogadas de bola levantada) também ameaçam seguidamente o gol adversário.

Deve ser mais um jogaço nesta emocionante rodada.