segunda-feira, 9 de julho de 2012

Jogo #72 Felipe Anderson fica com 'aquilo roxo' e conduz Santos à vitória sobre o Grêmio

É uma alegoria baseada em fatos reais. Tanto na Libertadores quanto nas primeiras rodadas do Brasileiro, o técnico Muricy Ramalho pegou pesado com Felipe Anderson, dizendo que ele tinha de se impor nos jogos que disputasse.

Sem Ganso em campo, o camisa 10 praticamente nada fez até os 15 minutos dos primeiro tempo. Foi então que Gilberto Silva chutou a bola e seu pé direito sobrou nos testículos de Felipe Anderson, que precisou de atendimento médico.

Curiosamente, a partir desse acidente tudo mudou para Felipe Anderson. Talvez o chute nas partes baixas tenha mexido com seus hormônios, causado uma injeção de testosterona no rapaz, que participou de todos os gols do Santos na vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio e fez, ele mesmo, 2 gols.

Foram cruzamentos, escanteios, faltas levantadas e, 13 minutos após o acidente, o primeiro gol. Felipe Anderson bateu escanteio, Neymar escalou com os braços os ombros de 2 defensores e desviou a bola para Edu Dracena marcar da pequena área.

Aos 38 minutos, Juan passou para Felipe Anderson girar e chutar da frente da meia lua no ângulo direito.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Felipe Anderson bateu escanteio, Marcelo Moreno resvalou na bola, que sobrou limpa para Neymar cabecear para o gol da direita da grande área.

E aos 24 minutos, Felipe Anderson levantou uma falta na área, na direção do gol, Marcelo Moreno, de novo, resvalou na bola o suficiente para matar o goleiro no lance.

Apesar de ter melhorado muito no segundo tempo depois das entradas de Gabriel e Marcelo Moreno, no intervalo, e principalmente de Marquinhos, aos 16 minutos do segundo tempo, o Grêmio sofreu um tanto uma certa má vontade, mesmo que não intencional, da arbitragem.

Foram 4 cartões amarelos, todos para os gaúchos. Fora o de Souza, que deu uma tesoura por trás em Felipe Anderson, olha ele aí, os demais foram um tanto exagerados. Neymar cavou 2: para Tony, que abriu o braço no pescoço do santista e para Werley, que chegou na marcação e Neymar pulou como pipoca temendo um pontapé que não aconteceu.

Kleber recebeu cartão por reclamar, corretamente, de um pênalti não marcado a seu favor, quando o Santos vencia por 2 a 0 e Bruno Peres escorregou e caiu sobre suas pernas.

O Santos também não teve um pênalti marcado a seu favor, quando Gilberto Silva empurrou Edu Dracena pelas costas no primeiro tempo.

E o bandeira José P. Wanderlei da Silva, auxiliar 1 no jogo, errou 2 impedimentos marcados contra o Grêmio, no segundo tempo, e 1 contra o Santos, no primeiro tempo. Ele ainda considera o antigo "impedimento passivo" uma irregularidade, mas só deveria levantar a bandeira quando a bola vai para o jogador que estava adiantado no momento do passe de um companheiro. Alguém precisa conversar com ele.

domingo, 8 de julho de 2012

Jogo #71 Fluminense mandou no Fla x Flu do centenário como uma cadela no cio

O Fluminense foi muito Fluminense no Fla x Flu do centenário e venceu o Flamengo por 1 a 0, gol de Fred logo aos 10 minutos do primeiro tempo. Nascido "40 minutos antes do nada", o mais prestigiado clássico do Brasil completou 100 anos no sábado e se isso parece incoerente o desenrolar honrou a tradição: pressionado em seu campo de defesa praticamente em todo o jogo, mas ainda mais no segundo tempo, o Fluminense dominou o jogo.


Em nenhum outro jogo o Flamengo finalizou tanto e tão mal. O Flamengo conseguiu 17 finalizações, 2 certas. Só contra o Internacional a equipe conseguiu 17 conclusões, mas fez 3 gols. Desta vez, nada. O Fluminense se impôs com apenas 7 finalizações, 3 certas e 1 gol. O suficiente.


Como mostra gráfico em um post abaixo, Flamengo e Fluminense chegaram à 8a rodada com 2 dos ataques que mais fazem gols, mas entre as equipes com menor presença no ataque. No Fla x Flu do centenário, só o Fluminense conseguiu manter sua forma de jogar.

Como nos demais jogos, atacou pouco, fez o seu gol e, depois, colocou à prova a eficiência de sua defesa. Ou seja, mesmo sob pressão, o jogo aconteceu como o Fluminense quis, e sua equipe ainda saiu vitoriosa. "O Fluminense mandou no jogo como uma cadela no cio", digo eu pensando em Nelson Rodrigues, que me perdoe por isso. Conto com seu bom humor após a vitória consistente do seu Tricolor.

Em sua proposta de testar seguidamente sua defesa, o Fluminense falhou 2 vezes no segundo tempo. Aos 30 minutos, Magal cruzou da ponta esquerda, e Adryan cabeceou na pequena área raspando a trave esquerda; Aos 34 minutos, Adryan bateu escanteio e a finalização acertou a trave.

Me diga se mesmo sem se lançar ao ataque o Fluminense não controlou o jogo: no segundo tempo, o Flamengo finalizou aos 7 minutos, fraquinho, com Renato Abreu, e só voltou a fazer um chute a gol aos 30 minutos...

O Fla x Flu do centenário celebrou o passado apontando para o futuro. O Fluminense se deu ao luxo de substituir Fred (aos 3o minutos do segundo tempo), Deco (aos 33) e Thiago Neves (aos 37), deixando a responsabilidade de segurar o resultado à sua nova geração.

Mais adiantado na reformulação de seu elenco, o Fluminense venceu também essa disputa. O Flamengo colocou em campo Arthur Sanches, zagueiro de 24 anos, Adryan, meia de 18 anos, e Mattheus, filho de Bebeto, que fez 18 anos no sábado, aniversário do Fla x Flu. Não venceu desta vez, mas mas mostra que está se preparando para os próximos 100 anos.

sábado, 7 de julho de 2012

Ataque do Internacional deve ter dificuldade pela esquerda, lado por onde o Cruzeiro poderá surpreender

Um jogaço, imprevisível como somente os grandes jogos podem ser, mas com uma possibilidade de surpresa do Cruzeiro.

Analisando a nossa "Tela de Cristal" sobre o jogaço de hoje à noite entre Internacional e Cruzeiro, às 18h30, em Porto Alegre, a primeira coisa que chamou atenção foi "como o desempenho de cada ataque é tão semelhante ao que a defesa adversária enfrentou até a rodada passada deste Brasileirão.

Não fosse eu mesmo quem tivesse levantados os dados, checado, rechecado, desacreditado e finalmente sido convencido pelos fatos, eu não iria acreditar que estavam certos.

O ataque do Internacional concluiu 95 vezes nas primeiras 7 rodadas. A defesa do Cruzeiro sofreu 97 conclusões a seu gol, somando finalizações, faltas diretas e pênaltis. São números muito próximos.

A coincidência é ainda maior se levado em consideração que o Internacional fez 28 finalizações certas e 67 erradas. E o Cruzeiro sofreu 32 finalizações certas e 65 erradas. Muito próximos levando em conta que enfrentaram adversários diferentes etc.

Mas a coincidência fica mais curisa quando se junta a isso os dados opostos: o ataque do Cruzeiro finalizou 87 vezes e a defesa do Internacional sofreu 87 finalizações. O Cruzeiro concluiu 36 jogadas certas e 51 erradas. E o Internacional sofreu 35 finalizações certas e 52 erradas.

Até aqui, coincidentemente, as 2 equipes fizeram 10 gols e sofreram 6, mas o Cruzeiro tem uma vitória a mais, como visitante. Mesmo caso de hoje.

Começando pelo mandante:

Como se vê no desenho abaixo, o Internacional é muito mais eficiente quando finaliza do lado esquerdo da grande área: conseguiu 9 finalizações certas e 3 gols pela esquerda; e 4 finalizações certas e 2 gols pela direita. Não é por acaso. O lado esquerdo do ataque do Internacional é mais forte.

E vai ser curioso, porque o ponto fraco da defesa do Cruzeiro é o outro lado. Adversários do Cruzeiro se deram muito melhor quando finalizaram da direita da grande área: foram 25 finalizações pela direita, 11 certas e 4 gols atacando pela direita e 18 finalizações pela esquerda, 7 certas e apenas um gol quando atacaram pela esquerda. Até mesmo as finalizações no gol do Cruzeiro feitas de fora da área são mais perigosas quando acontecem da direita do ataque. Ainda que o time do Internacional seja muito criativo e jogue em casa, aparentemente vai ter de sair de sua zona de conforto.



Quando a análise passa para o ataque do Cruzeiro, surge outra grande semelhança: os mineiros finalizam muito mais da esquerda da grande área. Foram 29 finalizações da esquerda, 13 certas e 4 gols. E aconteceram 13 finalizações da direita, apenas 2 certas e nenhum gol. Praticamente uma dependência das finalizações da esquerda. E como mostra o desenho, é exatamente por aí que os adversários mais conseguiram furar a defesa do Internacional.


Ou seja: com um retrospecto melhor do que o do Internacional como visitante e enfrentando um adversário que tem uma certa vulnerabilidade exatamente onde o ataque do Cruzeiro é mais poderoso, não será surpresa se os mineiros conseguirem uma vitória em Porto Alegre.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Auxiliares do campeão da Libertadores ainda não bandeiraram nesta Série A


O Corinthians faz seu primeiro jogo como campeão da Libertadores no Recife, contra o Sport. Jackson Massarra dos Santos e Rodrigo F. Henrique Correa serão os auxiliares e vão trabalhar pela primeira vez nesta Série A. No Fla x Flu do centenário os auxiliares-bandeirinhas serão Dilbert Pedrosa Moisés, com 6 impedimentos marcados sendo 4 certos e 2 duvidosos e Rodrigo Pereira Jóia, com 12 impedimentos marcados, sendo 10 certos, 1 duvidoso e 1 errado, da 2a rodada, quando marcou impedimento em uma bola recuada de cabeça por um defensor. O grande jogo do sábado, Internacional x Cruzeiro, terá como auxiliares-bandeirinhas Marco A. Santos Pessanha e Luiz Antônio Muniz de Oliveira. O desempenho deles até esta 8a rodada está no Índice Bandeira Branca. Sábado
18h30
Botafogo x Bahia
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliar 1: Marcelo Carvalho Van Gasse
Auxiliar 2: João B. Nobre Chaves
Internacional x Cruzeiro
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliar 1: Marco A. Santos Pessanha
Auxiliar 2: Luiz Antônio Muniz de Oliveira
21h
Atlético-GO x Náutico
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliar 1: Márcio Eustáquio S. Santiago
Auxiliar 2: Guilherme Dias Camilo
Domingo
16h
Fluminense x Flamengo
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliar 1: Dilbert Pedrosa Moisés
Auxiliar 2: Rodrigo Pereira Jóia
São Paulo x Coritiba
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento
Auxiliar 1: Carolina Romanholi Melo
Auxiliar 2: Otávio Correia de Araújo Neto
Santos x Grêmio
Árbitro: Nielson Nogueira Dias
Auxiliar 1: José P. Wanderlei da Silva
Auxiliar 2: Clóvis Amaral da Silva
Figueirense x Vasco
Árbitro: Paulo César Oliveira
Auxiliar 1: Herman Brumel Vani
Auxiliar 2: Danilo Ricardo Simon Manis
18h30
Atlético-MG x Portuguesa
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliar 1: Marrubson Melo Freitas
Auxiliar 2: Jesmar Benedito de Paula
Sport x Corinthians
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliar 1: Jackson Massarra dos Santos
Auxiliar 2: Rodrigo F. Henrique Correa
Ponte Preta x Palmeiras
Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza
Auxiliar 1: Vicente Romano Neto
Auxiliar 2: Alex Alexandrino

Centenário do Fla x Flu reúne os 2 ataques mais eficazes do Brasileirão na 8a rodada

As eficiências de Flamengo e Fluminense ficam mais evidentes neste gráfico. Estão entre as que fazem mais gols mesmo sendo das que menos chegam lá na frente. Assim, poupam mais energia para se defender bem, no que o Fluminense vem sendo melhor.

Botafogo, Fluminense e Vasco têm os melhores ataques após 7 rodadas do Brasileirão, com 14 gols. O Flamengo marcou 13 gols.





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Jogo #68 'Folha verde' de Renato Abreu foi apenas um dos brilhos na vitória do Flamengo sobre o Atlético-GO

Quem gosta de história do futebol já ouviu falar da "folha seca", que ficou célebre em cobranças de falta de Didi no Botafogo, no Real Madrid e na seleção brasileira. Basicamente, a bola sobe, encobre a barreira e ao mesmo tempo em que vai perdendo altura, vai fazendo uma curva para a direita ou para a esquerda, dificultando a vida do goleiro, "como uma folha seca caindo de uma árvore".

Mesmo em um jogo modorrento como Flamengo 3x2 Atlético-GO, Renato Abreu brilhou com duas cobranças perfeitas de falta. Na segunda cobrança, fez um gol com uma dessas "folhas secas". A bola nem subiu muito, mas o suficiente para encobrir a barreira e cair no canto direito do gol, sem qualquer chance de defesa para o goleiro. Foi o gol da vitória do Flamengo, o terceiro, aos 15 minutos do segundo tempo.

O Atlético-GO tinha marcado primeiro, aos 27 minutos do primeiro tempo, com uma linda bola levantada por Eron para finalização de Felipe no ângulo esquerdo. Fez outro, também com Felipe, que completou entre as pernas do goleiro Paulo Victor um excelente passe de Elias, aos 34 minutos, depois da "folha seca" de Renato Abreu.

Mas o que me fez lembrar da "folha seca" foi a "folha verde" de Renato Abreu no primeiro gol do jogo.

O termo "folha verde" não existe (ou não existia e talvez não volte a existir) ligado a um jogo de futebol, mas é uma analogia possível visto o que Renato Abreu conseguiu no gol de empate, aos 34 minutos de jogo, quando os flamenguistas já vaiavam a equipe no Engenhão.

A cobrança foi feita na frente da meia-lua. Quando a bola passou ao lado da barreira, ela estava na altura do joelho dos jogadores e, normalmente, iria cair mais, no canto de baixo. Mas a cobrança de Renato Abreu subiu, "como uma folha a nascer em um galho". Raro o efeito que ele conseguiu colocar na bola em um espaço tão curto. Um golaço.

Mesmo esses 2 golaços não encobriram a participação do meia Adryan, de 17 anos, no segundo tempo.

Levando em conta que o Flamengo venceu, a maior vantagem de ter feito um primeiro tempo ruim e a torcida ter vaiado foi Adryan [o chamam de Ádrian] ter entrado no intervalo com o time sob pressão e se destacado desde o primeiro lance.

Com 32 segundo em campo, já disparou pela direita e cruzou para finalização de cabeça de Diego Maurício, no meio do gol, bem defendida.

Aos 6 minutos, bateu escanteio da esquerda para finalização de Marllon de cabeça para fora.

Aos 9, recebeu uma bola no meio-campo, segurou com tranquilidade entre 3 marcadores e soltou corretamente para Ibson.

Aos 11, após uma toca de passes pela direita, Amaral recebeu e da direita da grande área cruzou na medida para finalização de primeira de Adryan, com a perna esquerda.

Aos 13, fez uma antecipação defensiva, tomou a bola na direita, acelerou para o meio e colocou em profundidade para Vágner Love disparar e sofrer uma falta. Na cobrança, saiu o gol da vitória, de Renato Abreu, a "folha seca". Já ouviu falar?

Ps. Queria acabar o texto com a folha seca do início, mas Adryan fez outra finalização aos 18, completando pela direita, de fora da área, em cima do goleiro, um assitência de Ibson. Olho nesse garoto!

Jogo #67 Maikon Leite mostra contra Figueirense que Palmeiras está pronto para finais da Copa do Brasil

O palmeirense deve estar muito preocupado hoje com o que será da equipe nas finais da Copa do Brasil sem o atacante Barcos, que vai passar por uma cirurgia de apêndice. Mas se depender da dedicação de Maikon Leite no ensaio geral contra o Figueirense, a equipe vai superar, hoje, a ausência do Pirata.

Porque tem de ser muito persistente para realizar o que Maikon Leite conseguiu na vitória de virada por 3 a 1, em Barueri, pela 7a rodada do Brasileirão.

Quando o Figueirense conseguiu seu gol, um golaço de Júlio César de voleio, aos 30 minutos do primeiro tempo, o atacante palmeirense já tinha feito 2 finalizações muito ruins para fora e 1 cruzamento não aproveitado e batido 1 escanteio cortado pela defesa.

Ainda assim, bateu outro escanteio e levantou 1 cobrança de falta e nada. Continuou sua correria e, aos 37 minutos, cobrou o escanteio que Roman cabeceou para o gol após entrar no lugar de Maurício Ramos.

Com o jogo empatado, ele fez mais 2 assistências, bateu mais 2 faltas levantadas, fez 3 cruzamentos, bateu 5 escanteios, e nada de gol.

Aos 39 minutos do segundo tempo, cobrou outro escanteio, Guilherme Santos errou o corte e Barcos tocou com a esquerda entre as pernas do goleiro.

Maikon Leite chamou a responsabilidade do jogo em que vários companheiros tiveram atuação discreta e acabou recompensado por isso. Aos 41 minutos, Fernandinho deu passe em profundidade para Maikon Leite disparar pela esquerda com a bola dominada, esperar a definição do goleiro e ter muita tranquilidade para chutar no canto direito, no pé da trave.

O desempenho da equipe deve ter deixado o palmeirense bem esperançoso para as finais da Copa do Brasil. Mesmo agora, sem Barcos, mas com Mazinho. Com 2 gols em escanteios, a equipe do Palmeiras mostrou estar preparada até mesmo para a ausência de Marcos Assunção, pendurado com 2 amarelos na Copa do Brasil. Maikon Leite garante o serviço.