terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogo #135 História do #86 se repete, mas Celso Roth muda de atitude no Cruzeiro ao voltar a perder em casa, agora para a Ponte Preta

A torcida do Cruzeiro quer voltar a ser feliz e quer agora. E quanto mais insistentemente ela deseja que esse "agora" chegue logo, mais longe ele fica.

A tensão da torcida com o time e a forma como o técnico Celso Roth vinha lidando com isso já foram abordadas: podem ser encontradas aqui.

Desde a 5ª rodada, quando um jogador faz algo errado, a torcida começa a vaiá-lo, grita o nome de um substituto, e o técnico Celso Roth acaba fazendo a substituição para diminuir a pressão. E isso explica o princípio de crise que se instalou no primeiro tempo do jogo contra a Ponte Preta, em Belo Horizonte.

O Cruzeiro pressionava desde o início do jogo, mas em sua primeira oportunidade real, a Ponte Preta fez 1 a 0. Aos 17 minutos, Marcinho fez um excelente passe da intermediária esquerda para Cicinho, completamente desmarcado, entrar na grande área e dar um toquinho por cima do goleiro Fábio quando ele saía do gol.

Cansados de sofrer desde o ano passado, quando o time lutou contra o rebaixamento até a última rodada do Brasileirão, e sentindo na pele o crescimento do rival Atlético-MG, campeão mineiro (invicto) neste ano e líder da classificação da Série A até aqui, os cruzeirenses não vêm lidando bem com os dissabores. Voltar a ficar atrás no placar é um martírio que se prolonga há mais de um ano.

Nesse contexto, um erro comum pode tomar proporções inimagináveis na tensão da arquibancada.

Aos 29 minutos, a caça às bruxas recomeçou: Charles errou um simples domínio de bola e foi muito vaiado. Bom conhecedor do Cruzeiro, onde já jogou de 2003 a 2005, em 2007 e 2008 e para onde voltou no ano passado, o volante Charles deve ter percebido que faria parte do roteiro já vivido pelos também volantes Amaral e Everton e pelo atacante Borges (os três substituídos em jogos diferentes após serem vaiados e o nome de um reserva ter ecoado). Se antecipou: chamou o técnico Celso Roth e gritou duas vezes: "se quiser me tirar, pode me tirar". Logo em seguida, foi vaiado ao tocar na bola e passou a fazer gestos pedindo que a torcida o vaiasse ainda mais, no que foi atendido, evidentemente.

As inusitadas reações de Charles, de 27 anos, parecem resultado de 2 indignações: contra a impaciência da torcida e contra as decisões do técnico Celso Roth de buscar diminuir a tensão no estádio atendendo ao furor emotivo das arquibancadas nos jogos anteriores. A arquibancada deixou clara, em uníssono, seu veredicto: "Ei, Charles, vai tomar..."

Mas o destino foi benevolente com a revolta do volante. Apenas 2 minutos depois do coro, Roger fez uma assistência clássica da intermediária direita para Marcinho, que ficou completamente livre na frente do goleiro Fábio mas, ao tentar o canto direito, chutou para fora. Naquela atmosfera de confronto, não faz bem tentar imaginar o que poderia acontecer se saísse o segundo gol da Ponte Preta no Independência.

E no último lance do primeiro tempo, Montillo foi com a bola pela esquerda e chutou para a pequena área, Tinga não alcançou, mas atraiu o goleiro Roberto, e a bola sobrou limpa para Borges chutar da pequena área para o gol vazio.

Tudo mudou. Agora satisfeita com a luta de sua equipe, a torcida passou a gritar o nome de Charles, que saiu correndo (chorando) para o vestiário.

No intervalo, o técnico Celso Roth mudou sua atitude. Manteve Charles e fora do microfone disse aos repórteres: "Eu fui coerente. O grupo todo está com o Charles".

Acredito que tenha sido a decisão correta.

Para mim, e sempre disse isso, a torcida é a razão de ser do futebol e deve ser respeitada, afinal, o que diferencia um grande clube de um pequeno é se ele tem ou não uma grande massa de torcedores que atraia anunciantes e investimentos para ele se tornar ainda maior (se a receita for bem administrada).

Esse respeito se dá revelando talentos com paciência, contratando com sabedoria, treinando com seriedade, honrando a camisa minuto a minuto e não se deixando levar pelo impulso do desejo de ser feliz o tempo todo. Foi o que fez Celso Roth.

Mas o clima no vestiário durante o intervalo mexeu demais com o time do Cruzeiro, que voltou aceleradíssimo  para o segundo tempo, receoso do que encontraria pela frente. E deu de cara com os cruzeirenses gritando em coro o nome de Charles, exaltando-o.

Logo aos 2 minutos, Marcinho bateu uma falta da intermediária, a bola quicou na pequena área e passou acima das mãos do goleiro Fábio, que parece imune às intempéries emotivas dos torcedores. "Se o Fábio erra, é porque não é o nosso dia", parecem constatar os cruzeirenses.

E não era, mesmo. No minuto seguinte, Borges acertou a trave. Aos 4, o goleiro Roberto defendeu chute de Montillo, e aos 5 fez ótima defesa em cabeçada de Léo, após escanteio. Roberto voltou a brilhar aos 25, ao conseguir evitar outro gol em cabeceio à queima-roupa de Borges.

A defesa conseguiu cortar boa finalização (veja só!) de Charles, aos 31 e o goleiro pegou também a finalização fraca do mesmo Charles quando ele tentou aproveitar o rebote.

Daí para a frente, o Cruzeiro tentou mais 4 vezes, mas não conseguiu acertar o gol.

Um novo Cruzeiro deve sair desse jogo.

Ps: Para a súmula oficial do jogo, Marcelo Oliveira não entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo. Quem jogou foi Thiago Carvalho, porque o Cruzeiro relacionou Marcelo Oliveira com a camisa 13, mas quando ele entrou em campo, vestia a 14. Como não levou cartão e não fez gol, o erro não terá maiores consequências.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jogo #134 Bandeirinha estreante anula gol legítimo do Bahia e outro pouco experiente não vê impedimento em gol da vitória do Grêmio

O auxiliar-bandeirinha 2, Ivaney Alves de Lima, estreou no Brasileirão-2012 em uma partida duríssima e acabou interferindo diretamente no resultado, prejudicando o Bahia na derrota para o Grêmio por 3 a 1.

Ele marcou 3 impedimentos na partida, todos do Bahia, e errou em 2 deles. Aos 4 minutos do segundo tempo, não percebeu que um dos pés de um defensor dava condições a Júnior, que partia da intermediária em direção ao gol completamente livre.

Não foi o pior: aos 20 minutos, Fahel apanhou a rebatida de uma finalização e empatou o jogo, mas Ivaney de Lima invalidou o lance apesar de no momento da finalização Fahel estar fora da pequena área e um defensor estar dentro. Erro gritante.

Foi determinante na definição do vencedor? Acabou sendo.

A partida foi muito movimentada e ficou mais equilibrada no segundo tempo, após a entrada de Lulinha, que deu muito trabalho a 3 laterais diferentes, que não conseguiram pará-lo de jeito nenhum.

Quando Lulinha entrou, o Grêmio já vencia por 1 a 0, graças a 1 pênalti bem cavado por Kleber, que já era empurrado e puxado por Titi quando começou sua corrida, mas só foi cair depois de entrar na grande área. Elano cobrou forte, na esquerda, aos 31 minutos.

O primeiro a sofrer com suas investidas foi Edilson, que praticamente perdeu todas as disputas com o adversário. Pouco menos de 3 minutos depois de entrar, Lulinha fez sua primeira finalização: passou pela marcação, entrou na grande área pela esquerda e chutou no canto, mas o goleiro Marcelo Grohe conseguiu evitar o gol. Conseguiu mais 3 cruzamentos e puxou um cartão amarelo para Fernando ao sofrer uma falta na intermediária.

Na cobrança dessa falta em Lulinha, aos 18 minutos, Mancini colocou na cabeça de Fahel, que empatou o jogo.

Aos 20 minutos, Lulinha novamente passou pela marcação e da grande área mandou para o gol, o goleiro rebateu e Fahel fez o gol que foi mal anulado.

Apenas 1 minuto depois, Edilson saiu e entrou Léo Gago em seu lugar. Pará foi para a lateral direita tentar parar Lulinha.

Conseguiu: Lulinha ainda deu algum trabalho, mas não teve mais liberdade, não conseguiu cruzar ou finalizar em gol. Mas o Grêmio também pouco produziu. Conseguiu uma finalização, mas a jogada nasceu em cruzamento Léo Gago, lá do outro lado do campo.

Aos 31 minutos, Pará foi substituído por Tony. E o jogo começou a mudar. Conseguiu uma finalização para fora e um cruzamento finalizado por Marcelo Moreno. O Grêmio conseguiu 7 ataques consecutivos e o Bahia não conseguiu sair da defesa.

E então a lambança aumentou de tamanho. O árbitro não teve pulso para colocar a barreira do  Bahia no lugar em uma cobrança de falta, um jogador se adiantou e interceptou irregularmente cobrança de Elano, e na sequência, juiz marcou escanteio. Mancini reclamou, recebeu o segundo amarelo, mas o árbitro não percebeu que devia mostrar o vermelho, e o jogador permaneceu em campo.

Na cobrança do escanteio, Elano colocou na cabeça de Souza, a bola deviou nas costas de Kleber e entrou. Kleber estava em posição de impedimento, mas o auxiliar Cleriston Clay Barreto Rios não percebeu. Ele tinha marcado 2 impedimentos do Bahia no primeiro tempo, ambos certos. No campeonato, Cleriston Rios já havia trabalhado em 2 jogos, marcado 6 impedimentos: 2 certos e 1errado e 3 duvidosos.

Duplamente prejudicado, jogando fora de casa, o time do Bahia desmontou. Partiu para cima do árbitro e pressionou até o adicional, que tirou o corpo fora "não é minha responsabilidade", disse a Fabinho.

Pouco depois, o Grêmio conseguiu seu terceiro gol, um golaço de Marcelo Moreno, que teve toda tranquilidade para perceber o goleiro Marcelo Lomba adiantado e bater por cima dele. Ficou fácil.

Jogo #133 Nem linha de impedimento nem goleiro do Sport nem erros dos auxiliares são suficientes para parar o ataque do São Paulo

Apesar de estar mais para uma das defesas mais vazadas do campeonato,  o Sport tem uma equipe esperta. Antes da partida contra o São Paulo, era a terceira defesa que mais vezes deixou adversários em impedimento, com 52 marcados a seu favor. Uma equipe afinada assim dá trabalho para auxiliares e para o ataque adversário.

Contra o São Paulo, não foi diferente. O ataque tricolor teve 8 impedimentos marcados, 3 errados. Ainda houve ao menos 1 outro impedimento, mas que não foi marcado pela auxiliar, logo aos 6 minutos de jogo.

Ao mesmo tempo, o Sport tem o ataque que menos vezes foi flagrado em impedimentos, 17. E contra o São Paulo, não foi pego em nenhum, apesar de ter conseguido 10 finalizações, apenas 2 certas, para boas defesas de Rogério Ceni.

Mesmo contra um adversário bem armado e sem contar com o artilheiro Luís Fabiano, o São Paulo apresentou um volume de jogo tão grande que nem mesmo a sensacional tarde do goleiro Magrão conseguiu evitar a vitória tricolor.

Fora os erros da arbitragem, foram 13 finaliações são-paulinas, com 8 certas. Em 6 delas, o goleiro Magrão fez ótimas defesas, após conclusões difíceis. Aos 12 e aos 15 minutos do primeiro tempo, Willian José e Ademilson ficaram livres na frente do goleiro, que conseguiu se impor. Ainda houve uma bola no travessão.

Mas aos 33 minutos do segundo tempo, nem todas as virtudes defensivas do Sport foram suficientes.

Douglas tocou para Cícero, que evitou a famigerada linha de impedimento do Sport por centímetros, mas não conseguiu superar o goleiro Magrão, que saiu bem da área fechando o ângulo e conseguiu rebater  a finalização, mas na rebatida Ademilson usou toda a sua potência física para se antecipar a Rithely e mandar um chutaço para o gol.

Foi o suficiente para ficar a 7 pontos do líder Atlético-MG, que disputou um jogo a menos.

domingo, 5 de agosto de 2012

Jogo #132 Há 584 minutos sem levar gol, Vasco empata em casa com Corinthians e deixa escapar chance de alcançar a liderança

584 minutos e 48 segundos sem sofrer um único gol no Brasileirão, o Vasco não conseguiu superar o Corinthians mesmo jogando em casa e desperdiçou a oportunidade de tirar a liderança do Atlético-MG e colocar pressão sobre o adversário, que folgou nesta rodada devido ao adiamento de sua partida contra o Flamengo por falta de estádio em condições de uso no Rio. O gramado do Engenhão está prejudicado e a CBF preferiu adiar a partida.

O Vasco não leva gol desde a 8ª rodada, quando Roni, do Figueirense, marcou aos 28 minutos do segundo tempo no empate em 1 a 1 entre as equipes, em Florianópolis.

Mas a marca vascaína esteve ameaçada. O Corinthians conseguiu 10 finalizações em São Januário, 4 certas. Aos 44 minutos do primeiro tempo, Jorge Henrique cruzou da direita para Douglas, completamente livre na esquerda da grande área. Ele cabeceou para o chão, e a bola subiu demais e passou sobre o travessão.

Mas a prova de que o gol vascaíno está fechado aconteceu aos 9 minutos do segundo tempo. Ralf chutou da intermediária, o goleiro Fernando Prass rebateu, e Jorge Henrique acertou um chutaço da grande área, mas Fernando Prass conseguiu se levantar e evitar o gol com a mão direita. Defesaça, ainda que o auxiliar Roberto Braatz tenha errado ao marcar impedimento do corintiano e anulado o lance.

Apesar disso, a defesa de Fernando Prass é ótimo exemplo da fase que vive o goleiro, apesar de ter rebatido perigosamente 3 das 4 finalizações certas do Corinthians, que esteve mais agressivo em campo.

Atualmente, enfrentar o Corinthians é uma parada duríssima, independentemente de onde o jogo aconteça. Uma mostra disso foi vista logo aos 4 minutos de jogo, quando a defesa corintiana deixou pela primeira vez o ataque vascaíno em impedimento.

Era a 58ª vez que isso acontecia no Brasileirão. Voltou a acontecer mais 1 vez, aos 25 minutos do segundo tempo, quando Tenório, que tinha acabado de entrar após 5 meses afastado, foi presa fácil para a arapuca corintiana.

Do ataque corintiano foram marcados 3 impedimentos, 2 deles errados. Todos apontados por Roberto Braatz, que confirmou mais uma vez viver um mal momento como auxiliar. Agora, sem contar os lances duvidosos, Roberto Braatz tem 10 impedimentos certos e 7 impedimentos errados, aproveitamento de 58%, uma média muito ruim para um auxiliar tão prestigiado.

Para comparação, com esses 3 impedimentos contra o Corinthians, agora são 49 impedimentos marcados contra ataques adversários do Vasco. O Corinthians conseguiu até agora 59.

Sendo obrigado a ter tanta atenção com a linha de impedimento e muito bem marcado, o ataque vascaíno praticamente parou. Ficou erguendo bola na área adversária, mas só conseguiu 4 finalizações, sendo 2 certas, fracas e em cima do goleiro.

Com 2 defesas tão eficientes em campo, o 0 a 0 foi inevitável em uma partida que, ainda assim, manteve a atmosfera de imprevisibilidade até o último instante.

sábado, 4 de agosto de 2012

Jogo #131 Fora do tempo da bola, Palmeiras erra na defesa e no ataque e Internacional avança com Rolo Compressor rumo aos líderes

Até a chuteira de Barcos saiu do pé direito do atacante. Realmente, não era uma boa noite para ele.

Assim como todo o time do Palmeiras, Barcos não se entendeu com o tempo da bola, falhou tanto no ataque quanto na defesa. Para o Internacional foi ótimo, já que o desentendimento do Palmeiras com a bola acabou facilitando a vida do Rolo Compressor, que venceu por 1 a 0 em Barueri.

Logo aos 8 minutos de jogo, Jajá levantou uma bola para Forlán, completamente livre pela direita, mas apesar de estar sozinho na grande área, chutou para o alto. Aos 24, foi a vez de Jajá perder uma ótima oportunidade. Fabrício chutou forte. o goleiro rebateu nos pés de Jajá, que bateu para fora com o goleiro caído.

Aos 34 minutos, saiu o gol. Jajá bateu uma falta levantada e Ygor subiu sozinho na grande área para cabecear no gol. O atacante Barcos o acompanhava, mas não se acertou com o tempo da bola e deu espaço demais. Foi assim no jogo todo: o Palmeiras não se entendeu com a bola.

O desentendimento com o tempo da bola poderia ter resultado em uma derrota ainda mais dura. Forlán bateu uma falta, a defesa tentou cortar para evitar que Índio chegasse na bola e acabou mandando para dentro de seu próprio gol, mas o bandeira acertou ao marcar impedimento de Índio. O toque da defesa não anula o impedimento.

Não se trata de forçar a barra. Em toda a partida, o Palmeiras finalizou 1 única vez realmente no gol. Foi aos 42 minutos do segundo tempo, quando Arthur fez uma assistência da direita da grande área para Obina dominar, girar e bater rasteiro de esquerda, em cima do goleiro. Foi o maior perigo que a equipe alviverde levou ao goleiro Muriel, sem contar uma finalização de cabeça de Leandro Amaro, da pequena área, na trave, completando escanteio cobrado por Marcos Assunção.

Aos 10 minutos do segundo tempo, Marcos Assunção bateu uma falta da intermediária direita, a bola quicou na grande área, bateu no peito de Barcos e passou por cima do travessão. Aos 20 minutos, Barcos entrou pela esquerda, mas a bola foi em seu pé direito, e ele bateu para fora. Aos 29, cabeceou torto também para fora. Foram 12 finalizações do Palmeiras. Mas no gol, mesmo, só 1. A de Obina.

Com o Palmeiras vindo das decisões da Copa do Brasil e o Internacional em ótimo momento técnico e físico, não é difícil entender a superioridade do Colorado, que nem precisou se esforçar muito para anular o ataque palmeirense.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Com líder Atlético-MG de folga, concorrentes mais próximos têm paradas duríssimas; Cruzeiro, Grêmio e São Paulo podem encostar

Com o líder Atlético-MG de folga no final de semana por falta de estádio no Rio de Janeiro para realizar a partida contra o Flamengo, o Vasco tem a chance de se tornar o novo líder do Brasileirão.

A questão é que o Vasco (assim como o Fluminense) tem uma parada duríssima pela frente.

Mesmo jogando em casa, o Vasco enfrenta a forte a defesa do Corinthians. No entanto, dois retrospectos reforçam o favoritismo do Vascão: das 5 derrotas do Corinthians, 2 foram para times cariocas (Corinthians 1x3 Botafogo e Corinthians 0x1 Fluminense, mesmo jogando em casa) e ainda que uma dessas derrotas seja a mesma, perdeu 3 para equipes que estão lutando pela liderança (0x1 Flu, Grêmio 2x0 Corinthians e Atlético-MG 1x0 Corinthians).

A arbitragem dessa partida será de Paulo Henrique Godoy Bezerra, que trabalhou em 5 jogos como adicional, mas só apitou 1 (Internacional 4x1 Atlético-GO) e mostrou 3 cartões amarelos.

À esquerda do vídeo estará Roberto Braatz (9 certos, 5 errados, 64% de acerto nos impedimentos marcados), e à direita, Carlos Berkenbrock (7 certos, 1 errado, 88% de acerto).


O cirúrgico Fluminense será visitante contra o Coritiba, que só perdeu 2 jogos atuando em casa neste Brasileirão, contra Sport e Botafogo, ambos por 2 a 3. Mas é a vitória sobre o Grêmio, na rodada passada, o maior indicativo da força do Coritiba. Mas há 1 diferença: o Grêmio vinha de um jogo duríssimo contra o próprio Fluminense 3 dias antes, mas o Fluminense teve a semana toda para se recuperar fisicamente, enquanto o Coritiba viajou a Porto Alegre e perdeu para o Grêmio por 1 a 0 pela Copa Sul-Americana. 

Deverá ser 1 grande jogo e mais 1 ótimo teste para a defesa do Fluminense. A arbitragem será de Wagner Reway (5 jogos, 8 amarelos e 1 vermelho para mandantes e 12 amarelos para visitantes). Os auxiliares serão Fabrício Vilarinho da Silva (11 certos, 1 errado, 92% de acerto nos impedimentos marcados) e Kleber Lúcio Gil (9 certos, 100% de acerto).

O cenário é bom para Grêmio e São Paulo, que jogam em casa contra adversários mais frágeis. 

E o árbitro de São Paulo x Sport vem sendo muito mais rígido com os visitantes do que os mandantes.

O Cruzeiro recebe a Ponte Preta, que já demonstrou um potencial maior do que Bahia e Sport.

O Internacional tem um jogo duríssimo contra o Palmeiras, em Barueri, e se conseguir um empate já estará ótimo, ainda que seja uma partida imprevisível e uma ótima dica para o fim de tarde deste sábado.

Lá para o final da tabela de classificação, Náutico x Santos reúne 1 árbitro de mostrou mais de 7 cartões por jogo e 1 bandeirinha que errou 2 de 3 impedimentos. É dura a vida de quem luta contra a zona de rebaixamento...

Nos gráficos você confere o comportamento de árbitros e auxiliares-bandeirinhas na Série A do Brasileiro. Use o mouse para visualizar as informações sobre cada um, como quantos impedimentos duvidosos eles têm além de erros e acertos. Basta colocar a seta sobre as barras ou clicar no nome. A barra de rolagem lateral permite ver o retrospecto dos demais árbitros e fazer uma comparação entre eles para saber se quem apita o jogo do seu time mostra mais ou menos cartões.



14ª rodada
Adiado e sem data definida
Flamengo x Atlético-MG

Sábado
18h30
Palmeiras x Internacional

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (3 jogos, 5 amarelos a mandantes, 4 a visitantes)
Auxiliar 1: Luiz Carlos Silva Teixeira (8 impedimentos certos, 100% de acertos)
Auxiliar 2: Marcos W. Rocha de Amorim (2 impedimentos certos, 1 errado, 67%)


Atlético-GO x Botafogo

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (3 jogos, 6 amarelos e 1 vermelho a mandantes; 9 amarelos a visitantes)
Auxiliar 1: Marrubson Melo Freitas (2 impedimentos certos, 1 errado, 67% de acertos)
Auxiliar 2: Clóvis Amaral da Silva (2 impedimentos certos, 100%)


21h
Portuguesa x Figueirense

Árbitro: Sandro Meira Ricci (3 jogos, 3 amarelos a mandantes e 4 a visitantes)
Auxiliar 1: Fabiano da Silva Ramires (8 impedimentos certos, 1 errado, 89% de acertos)
Auxiliar 2: Vanderson Antônio Zanotti (estreante no Brasileirão-2012)


Domingo
16h
Vasco x Corinthians

Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (1 jogo, 1 amarelo a mandante, 2 a visitante)
Auxiliar 1: Roberto Braatz (9 impedimentos certos, 5 errados, 64% de acertos)
Auxiliar 2: Carlos Berkenbrock (7 impedimentos certos, 1 errado, 88%)


Grêmio x Bahia

Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (3 jogos, 4 amarelos e 1 vermelho a mandantes e 6 amarelos a visitantes)
Auxiliar 1: Cleriston Clay Barreto Rios (2 impedimentos certos, 1 errado, 67% de acertos)
Auxiliar 2: Ivaney Alves de Lima (estreante no Brasileirão-2012)


Coritiba x Fluminense

Árbitro: Wagner Reway (5 jogos, 8 amarelos e 1 vermelho a mandantes e 12 amarelos a visitantes)
Auxiliar 1: Fabrício Vilarinho da Silva (11 impedimentos certos, 1 errado, 92% de acertos)
Auxiliar 2: Kleber Lúcio Gil (9 certos, 100% de acerto)


São Paulo x Sport

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (5 jogos, 8 amarelos a mandantes, 17 amarelos e 1 vermelho a visitantes)
Auxiliar 1: Márcio Eustáquio S. Santiago (14 impedimentos certos, 1 errado, 93% de acertos)
Auxiliar 2: Janette Mara Arcanjo (5 impedimentos certos, 2 errados, 71%)


18h30
Cruzeiro x Ponte Preta

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (1 jogo, 1 amarelo a mandante e 1 amarelo a visitante)
Auxiliar 1: Rodrigo Pereira Jóia (23 impedimentos certos, 2 errados, 92% de acertos)
Auxiliar 2: Ivan Carlos Bohn (7 certos, 2 errados, 78%)


Náutico x Santos

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (3 jogos, 10 amarelos e 2 vermelhos a mandantes e 12 amarelos e 1 vermelho a visitantes)
Auxiliar 1: Dibert Pedrosa Moisés (8 impedimentos certos, 1 errado, 89% de acertos)
Auxiliar 2: Evandro Gomes Ferreira (1 impedimento certo, 2 errados, 33%)








quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Apesar do Custo Libertadores, Corinthians avança como equipe que mais finaliza no Brasileirão, mas Atlético-MG acompanha crescimento

Foram 30 conclusões a gol nas últimas 2 rodadas, contra Cruzeiro (16) e Bahia (14), e o Corinthians já tem o quarto time que mais vezes tentou chegar ao gol, ainda que seja apenas o 13º melhor ataque, com 13 gols marcados. As 14 finalizações e o 0 a 0 no placar contra o Bahia são um bom exemplo do desempenho do Timão pós-Libertadores. Mas é preciso levar em consideração que assim como Santos e Palmeiras, o Corinthians levou cada atleta ao auge físico para a campanha na Libertadores e, agora, é preciso reduzir a carga para não estourar todo mundo. Ninguém aguenta chegar ao limite físico e ficar por lá por muito tempo. Agora, será necessário administrar.

O Atlético-MG fez 29 finalizações  contra Santos (17) e Fluminense (12) nas últimas 2 rodadas e não tem esse problema. Também ficou no 0 a 0 contra o Tricolor carioca, mas por mérito da defesa do Fluminense, a melhor do campeonato ao lado exatamente do Atlético-MG, com 8 gols sofridos em 13 jogos.

Além de ter a melhor defesa, o Atlético-MG chega à 14ª rodada também com o melhor ataque da competição. Fez 25 gols em 182 tentativas, uma média de 1 gol a cada 7 tentativas.

Só para comparação, o Corinthians fez 13 gols em 181 finalizações, em média 1 gol a cada 14 finalizações, o dobro em relação ao Galo. É o "Custo Libertadores". Para o Corinthians valeu muito a pena pagar, basta sua torcida compreender o que está acontecendo.

O Atlético-MG faz sua parte (1 gol a cada 7 tentativas) e observa os rivais mais próximos. O mais perigoso é exatamente o Fluminense, com 1 gol a cada 6 tentativas. Contrariando as estatísticas, o Atlético-MG conseguiu segurar esse ataque no Engenhão. Foram 12 finalizações do Fluminense. Friamente, o Galo evitou 2 gols. Coincidentemente (ou não), Victor fez 2 ótimas defesas no Rio: aos 44 minutos do segundo tempo, espalmou no reflexo uma forte cabeçada de Wellington Nem e aos 12 minutos do segundo tempo, defendeu um chute de Fred da meia-lua.

O vice-líder Vasco tem um desempenho semelhante ao do Galo, 1 gol a cada 7 finalizações.

O Grêmio, 1 gol a cada 9 chances.

O Cruzeiro, 1 gol a cada 10 chances.

O Internacional, 1 gol a cada 9 chances.

E o São Paulo, 1 gol a cada 8 chances. Vem de trás. Não chegou no Paulista nem na Copa do Brasil.

Vamos ver quem fez a melhor programação física para a reta final do Brasileirão. Rogério Ceni voltou.

Veja no gráfico como cada equipe consegue suas conclusões em gol. Use o mouse. Clique no nome do clube e veja quantas finalizações cada um fez no total. O tamanho de cada barra representa esse total.