sábado, 8 de setembro de 2012

Jogo #220 Corinthians mostra por que conquistou a Libertadores, supera 'bullying' do Grêmio e vence com folga no Pacaembu

Com sangue frio e a cabeça no futuro, o Corinthians sofreu em silêncio no Pacaembu e derrotou o Grêmio por 3 a 1. Isso dentro de campo, onde suportou bravamente a violência sutil do Grêmio, manteve os nervos no lugar e mostrou que estará preparado caso os dois clubes voltem a se enfrentar no ano que vem na Copa Libertadores.

Já na arquibancada, o corintiano que permaneceu em São Paulo e começou a curtir a noite de sábado no Pacaembu vai ter muito o que contar na volta do feriado prolongado. Romarinho dar chapéu em Gilberto Silva, Danilo dar drible da vaca também no capitão gremista e Edenílson colocar a bola entre as pernas de Elano.

E viu Martínez tabelar com o adversário para finalizar (Werley não conseguiu cortar direito um passe de Martínez, e a bola voltou para ele mesmo chutar da meia-lua, mas o goleiro espalmou).

Uma forma elegante de responder a pisão de André Lima em Romarinho, a joelhada de Elano na cabeça de Martínez e à bolada doída de Zé Roberto no rosto de Ralf.

Ah, viu também o goleiro Júlio César fazer uma defesa sensacional em cobrança de falta fantástica de Elano, cheia de curva, no ângulo. O goleiro foi buscar. Linda cobrança de falta. Linda defesa.

Foi uma festa do começo ao fim do jogo, pois aos 10 minutos do segundo tempo, o Corinthians já vencia por 2 a 0. O time se impôs assim que a bola começou a rolar e chegou ao primeiro gol com muita facilidade. Aos 5 minutos, Edenílson levantou a bola, a defesa cortou, sobrou para Martínez cruzar da esquerda da grande área para Guilherme mandar para o gol. O goleiro Marcelo Grohe conseguiu evitar o gol, mas no rebote, Edenílson tocou para Ralf limpar a jogada e mandar para o gol.

O Corinthians manteve o ritmo, e Edenílson colocou ótima para Guilherme completar para o gol aos 10 minutos. Contra o Grêmio era necessário 2 gols de vantagem para, aí sim, "treinar sua defesa". Como tanto se viu no Campeonato Paulista, o Corinthians recuou e suportou bem a pressão adversária.

Essa "estratégia" corintiana ficou mais clara no segundo tempo.

Até os 15 minutos, o Grêmio fez 10 jogadas de ataque. O Corinthians, 1, pênalti não marcado de Edilson em Romarinho.

Mas aos 12 minutos, um mesmo raio caiu pela 6ª vez seguida em 6 jogos na defesa corintiana: Pará cruzou da direita para a esquerda da grande área, onde havia 2 jogadores em posição de impedimento, mas que não foram na bola. Outros três partiram de posição legal para fazer a jogada que teve muita cara de estar bem ensaiada. Marquinhos chegou quase na linha de fundo e tocou para trás, para Leandro mandar para o gol.

A partir daí, o Corinthians começou a sair para o jogo, sem descuidar da defesa e dos nervos. Até que aos 44 minutos do segundo tempo, Giovanni recebeu de Adilson e fez 1 golaço, chutando da esquerda da grande área no ângulo direito, sem chance para o goleiro.

Quem foi ao Pacaembu viu também Wallace (24 anos), Guilherme (21 anos), Edenílson (22), Romarinho (21), Guilherme Andrade (23), Giovanni (18) e Adilson (25) enfrentando com muita propriedade um dos melhores times do país e vencendo bem, no que deve ser a mais bem feita renovação de um elenco na história do Corinthians. O tempo vai dizer. Por enquanto, basta comemorar. Motivos não faltam.

Ps. "Pra não dizer que não falei das flores":

Foi o 5º gol que o Corinthians sofreu em 6 jogos seguidos com sua linha de impedimento sendo transformada em "linha burra". Isso, sem contar o gol anulado do Atlético-MG por impedimento mal marcado (seriam 6 gols em 6 jogos). Sem querer ensinar o Pai Nosso ao professor, me parece que Tite precisa fazer alguma coisa para reverter essa situação, pois a defesa corintiana virou refém de sua linha de impedimento, que já está manjada, e nem os bons resultados conseguem mais encobrir essa realidade.

A melhor linha de impedimento do Brasil colecionou mais 4 para sua coleção, todos bem marcados. Agora já são 107 impedimentos conquistados no Brasileirão em 23 jogos (quase 5 por partida).

Em relação aos impedimentos vale 1 registro: aos 37 minutos do segundo tempo, o ótimo auxiliar Márcio Eustáquio S. Santiago marcou impedimento em uma bola desviada pela defesa do Corinthians que voltou para Marco Antônio após ele mesmo cobrar escanteio. O árbitro se deu conta do erro e não confirmou a marcação do auxiliar, por isso, o erro não aparecerá no Índice Bandeira Branca, que só registra os impedimentos marcados. Ele marcou mais 5 impedimentos neste jogo, 4 certos e 1 duvidoso (sem replay). Agora, ele tem 29 certos, 8 duvidosos e 3 errados, eficiência de 90%, desconsiderados os duvidosos. Mesmo com desempenho excelente, cometeu um erro primário. Provavelmente, foi traído pela visão periférica: não percebeu que o desvio tinha sido feito por um defensor, pois um ótimo auxiliar foca o olhar no último defensor e marca a saída da bola pelo som da bola e a visão periférica, segundo contaram alguns dos melhores do país.

Internacional e Fluminense se enfrentam, Atlético-MG e Grêmio têm desafios contra paulistas, e São Paulo, clássico; Vasco pode encostar

O Grêmio já pode sonhar com a liderança, ainda mais levando em consideração que a ponta de cima da tabela tem ficado mais e mais concorrida e há confronto direto. No Pacaembu, vai enfrentar o Corinthians e sua linha de impedimento que desafia a atenção dos atacantes, que nas últimas 5 rodadas conseguiram superá-la (ainda que contra o Atlético-MG o gol tenha sido anulado por 1 impedimento mal marcado). Os 2 auxiliares-bandeirinhas escalados para essa partida são ótimos.

Novo líder, o Fluminense terá parada duríssima pela frente, e joga para ser a pedra no sapato do Rolo Compressor. Na minha opinião, Internacional x Fluminense é simplesmente a partida que reúne os 2 melhores elencos do país, seriíssimos candidatos ao título. Os 2 auxiliares escalados vêm com ótimo desempenho na competição.

Em busca de se aproximar dos líderes, o São Paulo vai à Vila Belmiro enfrentar o Santos. Fique de olho no auxiliar 1, à direita do vídeo. Ele errou 2 dos últimos 4 impedimentos que marcou e 3 dos últimos 7. Em 2 desses, beneficiou o Santos: apontou impedimento de Obina, do Palmeiras, contra o Santos e de Roger, da Ponte Preta. Ele ainda causou a anulação incorreta de 1 gol do Figueirense, aos 37 minutos do segundo tempo, no jogo Figueirense 2x2 Fluminense.

O Vasco tenta recuperar a regularidade de bons resultados contra o Bahia. No lado esquerdo do vídeo estará Roberto Braatz, que errou ao marcar 2 impedimentos do ataque do Corinthians na partida Vasco 0x0 Corinthians. Foram os 2 erros detectados nos últimos 10 impedimentos marcados por ele, mas 3 outros impedimentos aparecem como "duvidosos" porque a TV não repetiu os lances por um ângulo mais apropriado, o que é recorrente no caso de Braatz. De 37 impedimentos que marcou, a TV não repetiu 11. O auxiliar 2 é Danilo Ricardo Simon Manis, que ainda não errou neste Brasileirão, mas marcou apenas 7 impedimentos (5 certos, 2 duvidosos).

O Atlético-MG enfrenta a forte defesa do Palmeiras. Ronaldinho Gaúcho está de volta para tentar retomar a liderança perdida. Deve ser muito difícil para o Atlético-MG, mas como o Fluminense enfrenta o Internacional, há chances de recuperar a ponta da classificação. Os bandeirinhas escalados têm ótimo desempenho. Rodrigo Pereira Jóia marcou 39 impedimentos, sendo 32 certos, 3 errados e 4 duvidosos (3 deles a TV não repetiu por outro ângulo).

O Cruzeiro enfrenta o Sport no Recife, em um jogo que poderá ser duplamente complicado. As 2 equipes vêm de derrota, mas o Sport está pressionado pela zona de rebaixamento e tem obrigação de ganhar pontos em casa. Os auxiliares vêm de ótimo desempenho.





23a rodada


Sábado

18h30
Ponte Preta x Figueirense

Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliar 1: Tatiana Jacques de Freitas
Auxiliar 2:Cristhian Passos Sorence

Coritiba x Flamengo
Árbitro: Sandro Meira Rocci
Auxiliar 1: Altemir Hausmann
Auxiliar 2: Fabiano Pereira Ramires

21h
Corinthians x Grêmio
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliar 1: Márcio Eustáquio S. Santiago
Auxiliar 2: Rodrigo F. Henrique Correa


Domingo

16h
Internacional x Fluminense
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliar 1: Fabrício Vilarinho da Silva
Auxiliar 2: Guilherme Dias Camilo

Santos x São Paulo
Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza
Auxiliar 1: Márcio Luiz Augusto
Auxiliar 2: Anderson J. Moraes Coelho

Botafogo x Náutico
Árbitro: Jailson Macedo Freitas
Auxiliar 1: Bruno Boschilia
Auxiliar 2: Thiago Gomes Brígido

Vasco x Bahia
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliar 1: Roberto Bratz
Auxiliar 2: Danilo Ricardo Simon Manis

18h30
Atlético-MG x Palmeiras
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden
Auxiliar 1: Rodrigo Pereira Jóia
Auxiliar 2: Marcelo Bertanha Barison

Sport x Cruzeiro
Árbitro: André Luiz Freitas Castro
Auxiliar 1: Rogério Pablos Zanardo
Auxiliar 2: Herman Brumel Vani

Atlético-GO x Portuguesa
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Auxiliar 1: Carlos Berkenbrock
Auxiliar 2: Nadine Schram Câmara Bastos







sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jogo #215 Defesa do Palmeiras anula o Sport, e Tiago Real confirma atuação da estreia e desequilibra com gol em momento de tensão

Encaixou muito bem no time do Palmeiras o meia Tiago Real. No empate contra o Grêmio em 0 a 0, ele já havia conseguido 2 assistências e 1 bola levantada para finalizações e ele mesmo finalizou 3 vezes, ainda que não tenha acertado o gol.

Na vitória por 3 a 1 sobre o Sport, ele finalizou 2 vezes, fez 1 gol importante (1 minuto e meio depois de o Sport ter chegado ao empate), exigiu 1 defesa difícil do goleiro Magrão e ainda fez 1 assistência para Obina marcar o terceiro gol, que garantiu os 3 pontos, importantíssimos para o Palmeiras na luta contra o rebaixamento.

Palmeiras e Sport estão entre as 7 equipes que menos vezes finalizaram na competição. Para chegar à vitória, o Palmeiras apostou em uma marcação muito forte e não deixou o adversário jogar. Sem grandes talentos para criar algo diferente nessas situações, o Sport não jogou. Nas 3 finalizações que fez no primeiro tempo, o Sport só conseguiu assustar aos 45 minutos, quando Hugo cruzou da esquerda e Felipe Azevedo cabeceou para ótima defesa do goleiro Bruno.

Além dessa finalização, o Sport só conseguiu mais 1 chute no gol. Foi aos 16 minutos, quando o Palmeiras já vencia por 1 a 0, e Rivaldo chutou da intermediária, a bola fez curvas impossíveis e Bruno não teve qualquer chance. A bola bateu no travessão e entrou no gol. Foi só isso que o Sport conseguiu em toda partida.

Ainda assim, o susto durou 1 minuto e meio.

O Palmeiras se impôs defensivamente e partiu para o ataque. No primeiro tempo, fez 13 cruzamentos de um total de 20 jogadas aéreas e, ainda assim, as 6 finalizações que conseguiu surgiram de assistências, com a bola rolando (1 delas depois de a finalização bater na trave e Luan completar o rebote).

Provavelmente por perceber isso, o técnico Felipão mudou o jeito do time jogar no segundo tempo. De 13 cruzamentos no primeiro tempo, o Palmeiras fez apenas 2 no segundo tempo. E aí saíram todos os gols do jogo.

Aos 7 minutos, Valdívia tocou para Corrêa, que chutou forte da direita e o goleiro Magrão falhou, não conseguiu nem segurar nem colocar a bola para fora e ela acabou entrando no gol. #Frango.

Rivaldo conseguiu seu golaço aos 16 minutos e pairou pelo Pacaembu aquele sentimento conhecido de quem vê as coisas darem errado para o seu time mesmo quando joga bem, o adversário não consegue fazer nada em campo, mas acha seu gol do nada. E e um golaço, ainda.

Por isso foi tão importante quando Luan tentou passar a bola para Obina, a defesa cortou, e Luan levantou no reflexo para a entrada de Tiago Real pelo meio. Completamente livre, em seu segundo jogo pelo Palmeiras, teve muita tranquilidade para bater no meio do gol, tirando do goleiro Magrão.

A tranquilidade de Tiago Real passou para a arquibancada, que nem teve muito tempo para desanimar.

Mais 5 minutos, aos 22, Juninho recebeu na ponta esquerda, tocou na grande área para Tiago Real escorar para Obina bater no gol.

Com 2 gols de vantagem, o Palmeiras pode se dedicar ao que faz de melhor: se defender. Só foi voltar a finalizar em gol aos 41 minutos. Mas nem precisava. O ataque do Sport era facilmente anulado, assim como no primeiro tempo. E a torcida pode comemorar a vitória.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Jogo #214 Wellington Nem faz gol de cabeça no Santos, Samuel, golaço, e Fluminense assume a liderança com serenidade, finalmente

Entre um cliente e outro que ia embora, o porteiro da churrascaria ajeitava o minúsculo fone no ouvido direito. Discretamente. Na praça de alimentação, o balconista do quiosque de pão de queijo olhava constantemente para o relógio e garantia que o radinho de pilha ficasse bem escondido. O volume, baixinho. No Manoel & Juaquim, o garçom sempre dava um jeito de passar por uma das mesas e perguntar "cuméquitá?". Em casa, o seu Benedito não despregava o olho da TV, apesar de o seu São Paulo estar de folga. Todo mundo torcendo por uma vitória do Santos. Todos de olho grande, gigante, na liderança do Brasileirão.

No Engenhão, um jogo limpo, na maior parte do tempo, lento. As pouquíssimas faltas, a marcação à distância e a liberdade para arrancadas eventuais em contra-ataques fizeram lembrar os tempos em que paulistanos e santistas eram recebidos no Salão Nobre das Laranjeiras para um belíssimo jantar na noite anterior aos jogos. Talvez o uniforme retrô do Fluminense tenha despertado a memória de tempos registrados em preto e branco apenas no papel de imprensa. Mesmo fotos eram raras. Naqueles tempos, o Santos não vestiria azul de forma alguma. Talvez, nem no terno indispensável para o jantar nas Laranjeiras se permitiria azul, embora isso não seja verdade.

E no ritmo arrastado que só começou a ser quebrado em 1923, pelos amadores de fachada do Vasco, o Fluminense foi em busca da tão cobiçada liderança do Brasileirão-2012. O técnico Abel Braga deixou claro antes de a partida começar: "Nada de ansiedade". Assim foi. 

Quando o Fluminense empatava, assim foi.

Quando Bill mandou para o alto uma rebatida do goleiro apesar de o gol estar aberto, aos 11 minutos, assim foi.

Quando Wellington Nem perdeu um gol incrível, completando para fora de carrinho, da pequena área, assim foi.

E assim foi mesmo aos 20 minutos, quando Jean cruzou da esquerda da grande área, e Wellinton Nem conseguiu mandar para dentro do gol, de carrinho, da pequena área, de novo.

Aos 18 minutos, Gerson Magrão cruzou para André completar de carrinho para o gol. E assim foi, também no empate do Santos.

E assim foi nos contra-ataques desperdiçados, nos passes errados e até mesmo nos parcos cartões amarelos.

E por incrível que pareça, assim foi também aos 43 minutos do primeiro tempo, quando Wagner cruzou da ponta esquerda e o pequenino Wellington Nem teve espaço para marcar o segundo gol do Fluminense de cabeça. Sim, caro leitor, de cabeça. Eu mesmo vi. Ninguém me contou. E se tivessem contado, eu não acreditaria. Por dever de ofício. Foi a quinta finalização de cabeça de Wellington Nem no campeonato.

Seria necessário perguntar aos senhores de bigode que mesmo no verão carioca desfilam seus ternos pelas Laranjeiras se alguma vez Wellington Nem fez um gol de cabeça mesmo nos coletivos ou no rachão recreativo. Contra o Santos, ele fez. Eu vi. Você verá. Veremos todos.

Erga-se um busto alado no Engenhão e outro nas Laranjeiras em homenagem ao gol de cabeça de Nem.

Outro para Samuel, que recebeu na esquerda da grande área aos 32 minutos do segundo tempo, percebeu o goleiro Rafael adiantado e mandou a bola no ângulo aposto. Um golaço que acabou com a serenidade que pairava obediente sobre o Engenhão, expulsa pelo pó de arroz que tomou o céu.

E foi, foi, foi... Assim foi que o Fluminense chegou à liderança do Brasileirão-2012. Sereno como queria Abel Braga. Quem diria. Ele sabe: o Atlético-MG tem um jogo a mais por fazer. Agora, sob pressão.


Jogo #212 Figueirense supera a linha burra do Corinthians e goleiro Wilson faz milagres para garantir a 4ª vitória em 22 partidas

O Corinthians criou cobra para ser picado. A essa altura do campeonato, todos os clubes já sabem o que muito torcedor ainda não percebeu: o Corinthians virou refém de sua linha de impedimento.

Pelo quinto jogo consecutivo, o Corinthians sofreu um gol por confiar demais "na melhor linha de impedimento do Brasil". 

Contra o Atlético-MG, o gol foi incorretamente anulado pela marcação de um impedimento inexistente. O Corinthians venceu.

Mas confiando cegamente em sua capacidade de anular os ataques adversários deixando-os em impedimento, perdeu para Santos e São Paulo, empatou com o Fluminense, e, agora, foi derrotado pelo lanterna Figueirense, em Santa Catarina.

Aos 2 minutos do segundo tempo, Túlio recebeu na intermediária e colocou a bola entre dois corintianos para Helder chegar de trás e alcançá-la antes dos adversários na esquerda da grande área. Quando o lateral fez o passe, nada menos que 5 corintianos estavam praticamente em linha na grande área. A bola cruzou toda a pequena área, e Caio chegou de trás para chutá-la para o gol aberto.

Caía mais uma vez a "linha burra" do Corinthians.

"Você pode até dizer / Que eu tô por fora / Ou então / Que eu tô inventando..."

Mas vistos em conjunto, os 5 jogos mostram um padrão: os adversários aprenderam a lidar com a eficiente linha de impedimento do Corinthians. Agora, resta aos corintianos entenderem isso.

Aos 43 minutos do segundo tempo, Botti tentou o mesmo. Recebeu na intermediária esquerda e jogou na frente para Júlio César chegar de trás, passando entre Chicão e Wallace, em linha. Júlio César chegou antes de Wallace, mas ao passar para a direita, Chicão cortou. Aloísio ficou apontando para a frente. Queria a bola na pequena área. A jogada teria se repetido de forma muito semelhante.

Segundos depois, Botti rebeceu na esquerda e tocou por cima de Chicão. Aloísio chegou de trás e recebeu livre às suas costas, mas cabeceou como quem tenta dominar a bola. O goleiro já saía nele. Para sorte da defesa, Aloísio não tentou o gol com a cabeçada.

Pelo que jogou, o Corinthians poderia ter virado o placar e até mesmo goleado. 

O Figueirense fez 3 finalizações no segundo tempo. Certa, só a do gol. (no jogo todo foram 14 finalizações do Figueirense, 3 certas)

Já o Corinthians fez 10 finalizações, 8 certas e não evitou a derrota apenas porque o goleiro Wilson conseguiu defesas excepcionais: espalmou para escanteio uma finalização de Martínez no ângulo, saiu nos pés de Romarinho para bloqueá-lo após assistência de Guilherme, defendeu chute de Fábio Santos, evitou gol em finalização com a perna direita de Douglas (isso tudo com o jogo empatado em 0 a 0), fez uma defesa sensacional após finalização de Guilherme, a bola bateu no pé da trave e ele evitou outra finalização com um tapa, espalmou finalização de Guilherme, salvou um gol olímpico de Douglas e, se não bastasse isso tudo, aos 46 minutos e 51 segundos do segundo tempo, ainda fez grande defesa em uma pancada de Romarinho praticamente da marca do pênalti.

A 4ª vitória em 22 jogos foi garantida por Wilson, e o Figueirense deixou de ser o último colocado na classificação.

Ps. O auxiliar-bandeirinha Bruno Boschilia, disparado um dos melhores do Brasileirão, saiu ileso do confronto com a linha de impedimento do Corinthians. Marcou 4 impedimentos, 3 certos e 1 duvidoso, este no último lance do jogo, quando marcou impedimento de Wallace. A posição da câmera não permite saber se ele acertou, ainda que pareça ter errado. De qualquer modo, o goleiro chegou na bola antes de Wallace e, se errou, não interferiu no placar. Agora, ele tem a excelente marca de 37 impedimentos marcados, zero erro, 26 certos e 11 duvidosos (9 deles o impedimento não teve replay).

Jogo #210 Só Atlético-MG finaliza no gol no segundo tempo e Marcelo Lomba garante empate para o Bahia na única finalização certa

Sem dúvida, Ronaldinho Gaúcho faz falta para esse Atlético-MG. Jô também, assim como Júnior César e Danilinho, que não enfrentaram o Bahia. Mas apesar de tantas mudanças no time, o Galo foi praticamente o mesmo em campo. Criou suas chances da mesma forma, insistiu nas jogadas aéreas da mesma maneira de sempre e acertou pouco o gol assim como aconteceu contra o Vasco, o Cruzeiro e o Corinthians.

Futebol, né?

O Atlético-MG foi superior já no primeiro tempo, mas no segundo simplesmente não deixou o Bahia atacar. A partir dos 15 minutos do segundo tempo, só o Atlético-MG finalizou.

O Bahia teve 2 oportunidades com Hélder até os 3 minutos do segundo tempo, ambas para fora. A partir daí, foram 10 conclusões a gol do Galo. Todas erradas, menos 1, quando o goleiro Marcelo Lomba foi ao limite da grande área para abafar chute de Guilherme da meia-lua.

Em todo o jogo foram 2 finalizações certas do Bahia e 2 do Atlético-MG. Todas em cima dos goleiros.

Só isso.

PS. Fiz o jogo ao vivo, mas não consegui escrever antes de começar o São Paulo 1x1 Internacional, por isso o jogo #210 foi publicado depois do #211.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Jogo #211 Bandeiras acertam tudo, juiz atrapalha e empate entre São Paulo e Internacional acabou sendo ruim para ambas as equipes

Um grande jogo, como se esperava. Bandeiras que acertaram todos os 5 impedimentos que marcaram, como se podia imaginar. Uma arbitragem discutível, como quase sempre.

São Paulo e Internacional se alternaram em momentos de domínio. O Internacional foi mais intenso nos primeiros 6 minutos de jogo, tempo suficiente para Dagoberto conseguir 3 finalizações e 1 gol. Fabrício cruzou da esquerda, e Dagoberto fez um golaço chutando de primeira a bola no ângulo. Rogério Ceni se mexeu apenas depois de sentir passar o vento que a bola deslocou.

Então, o Inter recuou, deixou o São Paulo ocupar todos os espaços e foi inevitável o Tricolor conseguir o empate. Aos 17 minutos, os são-paulinos fizeram uma cobrança de falta tão rápida, que pegaram até mesmo o atacante Luís Fabiano de supresa. Quando Osvaldo chegou à linha de fundo, o artilheiro são-paulino mal tinha percebido que a falta já havia sido cobrada. Osvaldo cruzou, e coube a Maicon ir à pequena área para completar para o gol.

As equipes assimilaram seus erros, se organizaram em campo e acabaram com os espaços. As finalizações do São Paulo passaram a ser bloqueadas, e para conseguir chutar em gol, Luís Fabiano teve de sair da área. Aos 29 minutos, Maicon passou para ele chutar de frente da meia-lua, mas o goleiro Muriel foi buscar no ângulo para mandar para escanteio.

A marcação continuou justa no segundo tempo, o que só mudou depois de uma decisão polêmica do árbitro, que mostrou o segundo cartão amarelo e o vermelho para D´Alessandro, apesar de ele ter sido puxado (de leve) por trás aparentemente por Denilson.

Isso aconteceu aos 26 minutos do segundo tempo. A partir daí, com 1 jogador a mais em campo, o São Paulo dominou completamente as ações ofensivas e fez 6 finalizações em sequência.

Denílson, Osvaldo, Luís Fabiano 2 vezes e Jadson 2 vezes tentaram, mas não conseguiram vencer Muriel. E por muito pouco não pagaram caro por isso.

Em um lance perdido, o juiz marcou escanteio apesar de o goleiro Rogério Ceni ter feito de tudo para convencê-lo do contrário. Não adiantou. Na cobrança curta, esperava-se, como chegou a acontecer, que Fabrício ficasse prendendo a bola para o jogo acabar. Só que de repente Fabrício se livrou da marcação, entrou na grande área e foi derrubado por Willian José.

Pênalti claro, mas o juiz não viu. Com a expulsão de D´Alessandro e o pênalti não marcado, o Internacional teve motivos de sobra para reclamar da arbitragem. Os são-paulinos só têm a lamentar não terem conseguido fazer mais 1 gol nas 17 finalizações que conseguiu, 6 certas. O Internacional conseguiu 10 finalizações, apenas 2 certas.

No final, o 1 a 1 foi resultado ruim para ambas as equipes. Mas por motivos diferentes.