segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jogo #242 Náutico levanta a bola durante todo o jogo e consegue o gol da vitória sobre o Atlético-MG em cobrança rasteira de falta

Foi duro. Para o Náutico, para o Atlético-MG e para quem se dispôs a assistir ao jogo.

O Náutico passou praticamente o jogo todo levantando a bola da defesa para o campo de ataque, nada que trocar passes na defesa e correr o risco de perder a bola e sofrer um gol bobo. De certa forma, sem o mesmo talento, copiou a forma de jogar do Atlético-MG.

E aí já dá para imaginar o que foi o jogo: foram 90 (noventa!) bolas erguidas para o ataque, 44 do Náutico, 46 do Atlético-MG. A média do campeonato é cada equipe recorrer à jogada área 26 vezes.

Dessa forma, o Náutico conseguiu 20 finalizações, 5 certas. Fez o gol da vitória por 1 a 0, ironicamente, em uma cobrança rasteira de Souza. A barreira pulou e abriu, Souza bateu da direita da meia-lua com força e o goleiro Victor não conseguiu chegar na bola, aos 3 minuntos do primeiro tempo.

Foi difícil manter o resultado.

Aos 23 minutos, Araújo cobrou um pênalti cometido e defendido pelo goleiro Victor, que levou amarelo e deve enfrentar seu ex-clube, o Grêmio. Dizem que time que perde pênalti não ganha jogo, mas não desta vez.

O Atlético-MG fez 7 finalizações em toda a partida. Nenhuma delas, zero, foi em direção ao gol.

Jogo #241 Grupo do Palmeiras de Felipão não resiste à equipe do Corinthians de Tite e crise se agrava para delírio dos corintianos

Se não pode vencê-lo, torne a vitória dele sem graça. Demita o técnico e coloque como interino alguém sem familiaridade com o trabalho que vinha sendo feito. Mostre dias antes do jogo que não é o seu adversário que é extremamente competente, é você que não teve capacidade de formar, uma equipe de verdade.

Mas até nisso o Palmeiras fracassou. O Corinthians venceu por 2 a 0 com sobras e sua torcida está tripudiando a fase terrível do eterno rival, ameaçadíssimo pelo rebaixamento, que para alguns clubes foi um momento de limpeza, como no caso do próprio Corinthians e do Vasco, mas para outros, não.

O Corinthians mandou a campo o que tinha de melhor, não apenas este ou aquele jogador, mas uma equipe profissional, treinada. Depois de ganhar o Brasileiro do ano passado, com o preparo físico e a cabeça no projeto de ganhar a Libertadores, o Corinthians venceu, venceu, venceu e venceu novamente tanto no Paulistão quando na Libertadores por 1 a 0, mantendo viva nos seus adversários a esperança de achar o empate enquanto o Corinthians treinava sua defesa, praticava a concentração, aprendia a apanhar com resignação e a bater com inteligência, enquanto desmontava o emocional do seu adversário.

Mas existem mais coisas entre uma trave e outra do que sonha nossa vã filosofia.

O Corinthians com Tite revelou para quem quiser ver que Luiz Felipe Scolari é extraordinário para unir um grupo em busca de um objetivo. É quase imbatível nisso, a não ser que pegue a Grécia pela frente. Quando o regulamento debaixo do braço indica que as disputas são decididas em 180 minutos com desempate nos pênaltis, os grupos de Felipão se entregam mais do que o adversário e seguem em frente.

Felipão cria grupos. Tite vem criando equipes.

O Corinthians tem padrão de jogo, sua defesa é compacta e inteligente e, independentemente de quem esteja em campo, a bola rola de pé em pé até chegar onde a ordem manda chegar. Não importa muito quem está no ataque.

Contra o Grêmio, o Corinthians mostrou que tira de letra a agressividade do adversário. Não fica emocionalmente abalado por causa de pontapés ou provocações. E bate sem que se perceba que está batendo.

Quando Wallace pisou na panturrilha de Barcos, aos 20 minutos e 50 segundos de jogo, quase ninguém viu. Pareceu apenas que o juiz não deu uma falta no atacante do Palmeiras. Ao ser pisado, Barcos revidou ainda caído, se levantou e deu 1 joelhada em Wallace, que ainda pediu calma. O juiz viu, mas não fez nada.

O Corinthians fez: trocou passes, levou a bola ao ataque, a defesa cortou, Juninho achou que em um Palmeiras x Corinthians podia sair jogando na sua área defensiva, e Romarinho lhe tomou a bola e fez o gol.

Ao comemorar, Romarinho o fez voltado para a torcida do Palmeiras, que dominava as arquibancas por ter o mando de jogo. Malandragem? Nunca se saberá. Mas todos sabemos que Luan já tinha amarelo (porque depois de ser tocado por trás por Wallace, deixou a perna em uma tentativa de revide, aos 17 minutos) e ainda assim, partiu raivoso para cima de Romarinho para tomar satisfações.

Um árbitro emotivo como o Palmeiras de Felipão teria mostrado o amarelo para Romarinho por ter causado o tumulto em uma partida que já estava tensa havia 95 anos e também para Luan, que deveria ter sido expulso pelo que fez.

Um árbitro racional como o Corinthians do Século 21, que fora a torcida tem bem pouco do Corinthians do Século 20, deixaria os ânimos esfriarem. Bola pra frente. Foi o que fez o árbitro Marcelo Aparecido de Souza.

Mas apenas 2 minutos depois, Luan trombou com Guilherme Andrade, que inteligentemente se levantou e se colocou à sua frente, não se deixando intimidar. E Luan ergueu o braço na altura do pescoço do adversário. Incrível a esperteza de Luan. Só que ao contrário.

O Corinthians fez menos faltas: 15 contra 27 do Palmeiras.

O Corinthians levou 7 cartões amarelos: Romarinho (por comemorar gol), Martínez (pontapé), Cássio (demora para bater tiro de meta), Ralf (por deixar o pé em Artur ao saltar), Danilo (por carrinho na bola), Fábio Santos (por demorar para bater lateral esperando a substituição que o Corinthians ia fazer) e Guilherme Andrade (por deixar a perna em Valdívia).

O Palmeiras levou 4 cartões amarelos: Luan (por cavar um pênalti ou tentar acertar o adversário após cair), Barcos (foi nas pernas de Ralf), Artur (pontapé e sequência de faltas), Obina (chegou atrasado em lance). E o Palmeiras teve Luan expulso.

Aos 3 minutos do segundo tempo, Jorge Henrique passou de calcanhar, e Romarinho quase fez o segundo gol, passou perto. Aos 8, Marcos Assunção deu bola na fogueira para Juninho, que fez o mesmo para João Vítor, que perdeu para Danilo, que passou para o canhoto Douglas, que com a perna direita cruzou para a chegada de trás de Paulinho, que fez 2 a 0.

Com o time tão treinado e concentrado, tudo fica muito lento à frente do Corinthians. Foi só deixar o tempo passar.

A superioridade moral do Corinthians em campo era tão clara que, com o estádio tomado por palmeirenses, fez o juiz voltar atrás e anular 1 gol do Palmeiras que já havia sido confirmado: o auxiliar-bandeirinha Rogério Pablos Zanardo apontou falta de Obina em Paulo André, mas como não tinha muita certeza do que viu, levantou a bandeira e depois a abaixou. A defesa do Corinthians parou, Obina cruzou e Valdívia fez o gol. Quando o árbitro olhou, o assistente estava correndo para o meio do campo. É gol. Mas o Corinthians protestou, e o juiz acatou.


Dizem que a consciência da fraqueza é também 1 forma de força. 

Depois de Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Luiz Felipe Scolari e milhões de reais, o Palmeiras ainda não tem 1 equipe estruturada. Por que será?

sábado, 15 de setembro de 2012

Jogo #240 Abel Braga pilha sua equipe, Fluminense bate recorde de finalizações e perde em casa para o lanterna Atlético-GO

Com toda a imensa experiência que tem, o técnico Abel Braga já devia saber: em mantra que está ganhando não se mexe.

Rodada após rodada, o treinador do Fluminense vinha lembrando a equipe e declarando nas entrevistas: "Nós tivemos paciência para chegar ao primeiro lugar", "Vamos jogar com consciência, sem ansiedade, sem loucura". O mantra era lembrado o tempo todo.

Às vésperas do jogo contra o último colocado do campeonato, o discurso mudou: "Sabemos que no futebol brasileiro acomodou, morreu." Pediu atenção, falou que um dia poderia faltar sorte. Contra o lanterna, ao invés de pedir "paciência", "calma", "para controlar a ansiedade", Abel Braga pilhou seus jogadores.

Deu no que deu. O Atlético-GO conseguiu 2 gols no primeiro tempo, e o Fluminense não conseguiu nem empatar. Já tinha passado por isso ao empatar em 2 a 2 com o Figueirense, então lanterna, no início deste mês.

O Fluminense tem se caracterizado por ser uma equipe cirúrgica, das que menos finalizam no campeonato, mas que assim mesmo tem o melhor ataque. Pode ter sentido falta do cirurgião-artilheiro chefe, Fred, suspenso. Fred dá uma dupla tranquilidade ao time: além de estar em fase esplendorosa, fazendo 1 gol a cada 3 finalizações, ainda obriga a defesa adversária a redobrar a atenção sobre ele. Acaba sobrando espaço para os demais.

Sem o cirurgião-artilheiro, pilhado, o Fluminense fez 22 finalizações (6 certas) no jogo, um novo recorde da equipe neste Brasileirão. Antes, tinha no máximo chegado a 19, na vitória por 3 a 1 sobre o Santos.

Antes de começar a partida contra o Atlético-GO, a média de finalizações por jogo do Fluminense era de 11. A exata metade do que fez contra o lanterna, em Volta Redonda.

O Dragão conseguiu seu primeiro gol aos 17 minutos de jogo, com Diego Giaretta acertando uma pancadaça em cobrança de falta dois toques. Quando o goleiro Diego Cavalieri foi na bola, ela já tinha passado.

O segundo gol foi conquistado aos 41 minutos. Marcos bateu escanteio aberto, Reniê cabeceou para o alto, a bola fez uma curva improvável e caiu dentro do gol, no ângulo. Sem chance para o goleiro.

Aos 18 minutos do segundo tempo, após um bate-rebate, Michael fez o gol solitário do Flu, com o gol aberto. Mas depois, o goleiro Márcio fechou o gol, inclusive defendendo uma finalização de bicicleta de Michael aos 46 minutos do segundo tempo.

Pois é, Abel, devia ter levado em consideração uma das máximas do futebol: em mantra que está ganhando não se mexe...

Jogo do Fluminense é chance para Altemir Hausmann retomar a "bandeira branca" no Brasileirão

Ao criar o Índice Bandeira Branca, a ideia era conhecer um pouco melhor quem é quem entre os auxiliares-bandeirinhas. O impedimento dificílimo foi apenas mais um muito bem marcado por um bandeirinha de altíssimo nível técnico ou foi uma retomada no desempenho de quem não vinha muito bem.

Alguns auxiliares, mesmo renomados, podem estar passando por um momento ruim, como é o caso de Altemir Hausmann, que trabalha no jogo do Fluminense. Nos últimos 15 impedimentos que marcou, errou 4. Perdeu a bandeira branca.

O Futebol sem Chute considera "bandeira branca" aquele que acertou pelo menos 80% dos impedimentos que marcou. Os "bandeiras amarelas" são os que acertaram mais de 40% e menos de 80% de suas marcações. E os "bandeiras vermelhas" os que acertaram de 40% para baixo. São pouquíssimos.

Altermir Hausmann pode retomar sua bandeira branca. Chegou à 25ª rodada com desempenho de 79,5%.

Abaixo, o desempenho dos auxiliares que já marcaram impedimentos neste Brasileirão-2012.


25a rodada

sábado
18h30
Fluminense x Atlético-GO

Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Auxiliar 1: Altermir Hausmann
Auxiliar 2: Rafael da Silva Alves

São Paulo x Portuguesa
Árbitro: Paulo César Oliveira
Auxiliar 1: Vicente Romano Neto
Auxiliar 2: Danilo Ricardo Simon Manis


Domingo

16h
Cruzeiro x Vasco
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliar 1: Alessandro A. Rocha de Matos
Auxiliar 2: Bruno Boschilia

Coritiba x Santos
Árbitro: Roman Marques da Rosa
Auxiliar 1: Rodrigo Pereira Jóia
Auxiliar 2: Rodrigo F. Henrique Correa

Náutico x Atlético-MG
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliar 1: Fabrício Vilarinho da Silva
Auxiliar 2: Bruno Salgado Rizo

Bahia x Figueirense
Árbitro: Nielson Nogueira Dias
Auxiliar 1: Emerson Augusto de Carvalho
Auxiliar 2: Márcio B. Lopes Caetano

Palmeiras x Corinthians
Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza
Auxiliar 1: Marcelo Carvalho Van Gasse
Auxiliar 2: Rogério Pablos Zanardo


18h30

Flamengo x Grêmio
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliar 1: Fábio Pereira
Auxiliar 2: Carlos A. Nogueira Júnior

Ponte Preta x Botafogo
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Auxiliar 1: Roberto Braatz
Auxiliar 2: Kléber Lúcio Gil

Internacional x Sport
Árbitro: Héber Roberto Lopes
Auxiliar 1: Fabiano da Silva Ramires
Auxiliar 2: Luiz Carlos Silva Teixeira















sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Jogo #236 Linha de impedimento anula 3 gols da Ponte Preta e Corinthians consegue o empate aos 44 minutos do segundo tempo

Desconhecimento do adversário, inevitabilidade ou falta de treino específico?

A Ponte Preta teve 3 gols anulados por impedimentos, sendo 1 deles duvidoso porque a TV não mostrou se no momento do passe Nikão estava adiantado. No total, foram 7 impedimentos da Ponte Preta e 2 do Corinthians.

Mesmo jogando em casa, o Timão teve dificuldades para se livrar da marcação.

Até sofrer o primeiro gol, aos 22 minutos do segundo tempo, o Corinthians tinha conseguido apenas 5 finalizações, todas erradas.

Já a Ponte Preta, conseguiu fazer 1 gol válido na 11ª finalização validada. Foi apenas a 4ª finalização certa. Antes disso, o goleiro Cássio tinha feito apenas 1 defesa realmente complicada, aos 6 minutos do segundo tempo, quando Diego Sacoman levantou a bola da defesa e Nikão acertou um belo chute cruzado da direita. Cássio se esticou para evitar que a bola entrasse no ângulo.

Sem contar os gols anulados, 1 deles duvidoso, a Ponte marcou após falta levantada por Nikão da esquerda para Renê Júnior cabecear da direita para a esquerda da pequena área. Tiago Alves completou cabeceando para baixo, a bola quicou no gramado e entrou no ângulo.

De repente, tudo mudou. Até o fim da partida,  a Ponte Preta chutou apenas mais 1 vez ao gol, com Nikão. O Corinthians despertou.

De 5 finalizações em 67 minutos até o gol, o Corinthians foi a 16. Das 11 conseguidas em 26 minutos, 5 foram certas, mas até mesmo a do gol foi finalizada em cima do goleiro Edson Bastos, muito bem posicionado.

Aos 44 minutos do segundo tempo, a bola foi levantada da defesa, Paulo André desviou de cabeça da frente da meia-lua, e Emerson chutou. Edson Bastos saiu até bem da pequena área, deu um tapa, mas a bola subiu e caiu dentro do gol.

Em um jogo muito bem disputado, em que o árbitro Rodrigo Braghetto evitou marcar faltas cavadas e algumas cometidas e mostrou cartão amarelo até mesmo por faltas inexistentes, a festa da Fiel ficou para o final. Nos acréscimos, o Corinthians teve até mesmo chance de virar o placar. Não deu.

Ps.
Corinthians é tão condicionado a pedir impedimento que aos 6min56s do segundo tempo, 2 jogadores pediram impedimento da Ponte Preta após arremesso lateral. Vai que o bandeira está desatento, né?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Jogo #235 Grêmio usa jogadas aéreas para confundir o Náutico, chega à vitória com 2 assistências e segue na luta pelo título

O jogo com o Náutico, em casa, mostrou bem por que o técnico Vanderlei Luxemburgo diz que o Grêmio está em formação.

Apesar de não contar com Zé Roberto, a equipe conseguiu manter a bola rolando por 16 minutos. De pé em pé, da direita para o meio, do meio para a esquerda, da defesa, passando pelo meio-campo, pela intermediária, chegando ao ataque e voltando para trás se necessário. Tudo como manda o figurino das grandes equipes.

Em 16 minutos, o Grêmio conseguiu, trocando passes, 5 finalizações. Nenhuma delas certa.

E aí, para tentar afastar a pressão, o Náutico começou a mandar a bola para o alto e avante. E o Grêmio entrou no jogo. E praticamente não saiu mais dele.

Não fosse a objetividade, diria que a bola passou mais tempo no alto do que no gramado.

O Grêmio levantou a bola para o ataque 49 vezes durante a partida. O Náutico, 21. A imensa maioria aquelas bolas erguidas da defesa para a intermediária ofensiva, para evitar perder a bola na defesa. Jogo de segurança.

No melhor que conseguiu com as jogadas aéreas, aos 31 minutos do primeiro tempo, Elano bateu uma falta levantada da ponta direita, e Souza completou com o pé esquerdo, acertando o travessão.

Aos 39, voltou-se ao toque de bola: da direita, Kleber tocou para Marcelo Moreno escorar para Elano, que chegava de trás e bater no gol da frente da meia-lua. O goleiro Gideão defendeu.

No segundo tempo, o Grêmio insistiu ainda mais nas jogadas aéras, mas não foi assim que chegou ao gol. Aos 15 minutos, Marco Antônio recebeu de Gilberto Silva na intermediária, próximo ao meio-campo, arriscou um chutaço, a bola quicou na área e entrou no canto. O goleiro Gideão, escolhido pela arquibancada do Estádio dos Aflitos para ser o titular desde a 14ª rodada, não chegou na bola.

Apesar da vantagem no placar, a bola continou indo para o alto, apesar dos seguidos gritos de "calma, calma" do técnico Vanderlei Luxemburgo.

E se a bola pune, o Grêmio escapou por pouco. Aos 45 minutos do segundo tempo, Rogério recebeu na direita da grande área com liberdade, mas chutou para fora.

Então, o Grêmio resolveu trocar passes no ataque para esperar pelo fim do jogo. E com a bola indo de pé em pé, em 2 minutos, chegou ao segundo gol. Leandro fez o passe da esquerda da grande área, Elano o corta-luz abrindo as pernas, e Kleber dominou e girou para o gol.

Olhando, até parece fácil.

Ficou claro, também, por que o técnico Abel Braga vem repetindo que "o Fluminense chegou até aqui sem ansiedade". Na quarta-feira, a Portuguesa ergueu a bola 49 vezes. O Fluminene, que jogava como visitante, 26 vezes. E sem ansiedade venceu por 2 a 0.

Ansioso, o Grêmio tem uma das equipes que mais finaliza em gol; o Fluminense, das que menos finaliza.

E apesar das diferenças, as 2 estão disputando o título.

Jogo #234 Prejudicado em casa pela arbitragem e derrotado pelo Coritiba, Atlético-GO vai ter de suar sangue para ficar na Série A

Houve 2 pênaltis evidentes a favor do Atlético-GO que não foram marcados pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro, aos 6 minutos e 48 segundos (quando o jogo estava empatado em 1 a 1) e aos 30 minutos e 8 segundos (quando o Coritiba já vencia por 2 a 1, placar final do jogo).

Com um time esforçado, o que não é suficiente para a Série A, o Atlético-GO vai precisar de muito profissionalismo para manter a motivação se a arbitragem daqui para frente apitar como na derrota no Serra Dourada para o Coritiba.

Ter sofrido o gol mais rápido do Brasileirão já é um indicativo de que não anda fácil entrar em campo concentrado.

Logo de cara, Deivid tocou da direita da grande área para Robinho completar para o gol, aos 23 segundos de jogo.

Curiosamente, o gol mais rápido antes desse já era do Coritiba, marcado na segunda rodada do Brasileirão, contra o Botafogo, aos 28 segundos de jogo, quando Everton Costa tocou para Lincoln completar para o gol. A partida terminou Coritiba 2x3 Botafogo.

Desta vez, o Coritiba fez o gol mais rápido e venceu.

Patric até conseguiu o empate, aos 10 minutos do primeiro tempo, cabeceando da pequena área bola levantada por Ernandes, mas não conseguiu evitar a derrota no segundo tempo.

Aos 13 minutos, Deivid tocou para Gil, que avançou e mandou de volta para a grande área para Deivid chutar de primeira. Esse ele não perdeu.

Mas se o juiz tivesse marcado os pênaltis a favor do Atlético-GO, tanto este jogo quando o campeonato ficaram mais interessantes.


Teve ainda 1 impedimento não marcado em ataque do Coritiba que não resultou em gol porque o atacante Deivid muda de clube, mas continua desperdiçando chances, apesar de ter feito 1 assistência para o primeiro gol e ter marcado o segundo.

Aos 18 minutos, livre na grande área, chutou  para fora, rente à trave.

E não foi o único gol perdido por ele, não.

Poucos minutos depois, repetiu a dose. Aos 25 minutos do segundo tempo, Éverton Ribeiro tocou para Deivid na direita da grande área, o goleiro saiu nele, mas o atacante voltou a chutar para fora.

Como a arbitragem não deu os pênaltis, as chances perdidas não fizeram falta.