sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Jogo #286 Botafogo domina por 32 minutos, mas Muricy coloca Henrique, e Santos vence sofrendo apenas 1 finalização certa

Incrível que uma substituição transforme 1 jogo como aconteceu neste Botafogo 0x2 Santos.

Nos primeiros 32 minutos de jogo, o Botafogo conseguiu nada menos do que 10 finalizações, acertou 2 vezes a trave e exigiu 1 ótima defesa de Rafael, com o pé direito, aos 9 minutos, quando Andrezinho passou a bola para Elkeson finalizar, mas o goleiro saiu bem da pequena área para abafar o chute.

O Santos tinha feito 5 finalizações, 3 certas.

Então, aos 37 minutos, Muricy decidiu tirar Bernardo e colocar Henrique.

É raro acontecer substituição de jogadores no primeiro tempo. Para se ter ideia, de 1.640 já registradas no fSc, 78 ocorreram no primeiro tempo (4,76% do total). A imensa maioria em consequência de lesão. Treinador tem de confiar muito no seu taco para fazer isso. Dizem que queima o jogador que sai. Bernardo saiu tranquilo. Encarou com naturalidade a decisão do treinador.

E o resultado foi impressionante.

A partir daí, o Botafogo conseguiu apenas 4 finalizações, nenhuma certa (zero).

O Santos, por sua vez, fez 8, sendo 7 certas e 2 gols. Isso é que é leitura de jogo. Das bolas que não entraram, 3 exigiram defesas difíceis do goleiro e 1 o goleiro foi encoberto por Miralles, mas Márcio Azevedo conseguiu evitar o gol.

Os gols do Santos foram marcados no segundo tempo, aos 8 minutos do segundo tempo (escanteio cobrado por Felipe Anderson no primeiro pau, Ewerton Páscoa desviou de cabeça e André ficou livre para escorar para o gol, jogada repetida de forma idêntica aos 22 minutos) e aos 11 minutos (excelente passe de Felipe Anderson para Miralles entrar pela direita da grande área em velocidade bater rasteiro).

A partir daí, pareceu que o Botafogo começou a se poupar para o Campeonato Carioca.

Faz sentido. Com 13 pontos de vantagem para o Sport, que encabeça o rebaixamento, o Botafogo já pode pensar em 2013. Talvez volte a contar com Loko Abreu de volta descansado após ficar apenas no banco de reservas do Figueirense, que o liberará se for rebaixado; Renato ficou parado por lesão, o velocista Vitor Júnior está no banco de reservas, sendo preservado...

Com o Fluminense na Libertadores e a possibilidade de o Vasco também se classificar, o Botafogo pode reconquistar em 2013 o Estadual do Rio, que não ganha desde 2010. Como é ano terminado em 13, Zagallo ia comemorar demais!

Jogo #284 Pelo que jogou na vitória do São Paulo sobre o Vasco, se Rogério Ceni parar, o fSc sugere jogo de despedida só com goleiros


Rogênio Ceni não sabe brincar...

Com o privilégio de jogar em um clube que cultiva talentos e sabe prepará-los para brilhar em momentos específicos da competição, como é o caso de Osvaldo, que teve paciência para fazer sua preparação física enquanto aguardava no banco de reservas a sua vez, Rogênio Ceni vai prolongando sua carreira.

Ele ainda pensa em encerrar a carreira de atleta, como se cogitou enquanto Denis ia ganhando experiência e Ceni estava em tratamento e se preparava para a reta final do Brasileirão. Talvez a classsificação ou não para a Libertadores decida a questão. Ou não.

O que ele fez na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, em São Januário, indica que aos 39 anos, ainda tem condições de brilhar intensamente como goleiro de alto rendimento. Foi espantoso o que ele fez. Foram nada menos do que 6 grandes defesas, decisivas, além de 1 outra em que a bola quicou em cima dele no momento da defesa, e Ceni conseguiu evitar o gol como deu. 

Dessas 7 intervenções, 4 foram de Juninho Pernambucano, e o maior elogio que Ceni ouviu por sua atuação certamente foi o palavrão que Juninho gritou em seu ouvido após defesa sensacional aos 40 minutos do segundo tempo. Éder Luís fez a assistência da direita e Juninho acertou um chutaço de primeira da direita da grande área. O goleiro fez o que foi possível: deu um tapa e evitou que a bola entrasse no ângulo. Só que esse possível para todos os que viam parecia impossível, pelo menos improvável.

E de improvável em improvável, Rogênio Ceni prova que ainda pode fazer muito em campo. Mas como já provaram outros grandes, é importante saber parar quando se está no auge da popularidade. Ainda que muitos desaprovem.

Despedida

De qualquer modo, o Futebol sem Chute propõe um jogo especial de despedida para Rogênio Ceni, disputado apenas por goleiros da Série A do Brasileirão, 1 time só de canhotos contra 1 time só de destros, onde estaria Rogério Ceni. 

Em campo, 10 contra 10, sem goleiro, evidentemente, para ficar marcada a importância de todos eles e também simbolizar o vazio que Ceni deixará atrás de si, principalmente para os são-paulinos. 

Os destros têm direito a banco de reservas para aumentar as chances de Rogério Ceni ganhar a partida.

A convocação:

Destros: Rogério Ceni (São Paulo), Márcio (Atlético-GO), Marcelo Lomba (Bahia), Vanderlei (Coritiba), Fábio (Cruzeiro), Wilson (Figueirense), Felipe (Flamengo), Marcelo Grohe (Grêmio), Bruno (Palmeiras), Edson Bastos (Ponte Preta), Rafael (Santos), Magrão (Sport) e Fernando Prass (Vasco).

Canhotos: Victor (Atlético-MG), Jefferson (Botafogo), Cássio (Corinthians), Júlio César (Corinthians), Paulo Victor (Flamengo), Diego Cavalieri (Fluminense), Muriel (Internacional), Felipe (Náutico), Dida (Portuguesa) e Aranha (Santos).

Arbitragem: São Marcos, amigo de longa data de Rogério e que vai fazer sua despedida no dia 12/12/12.

#Ficaadica.

Com a vitória em São Januário, o São Paulo ficou a 1 ponto do Vasco e da Libertadores-2013. O time está voando. Luís Fabiano marcou aos 20 minutos de jogo completando assistência de Jadson, e logo aos 2 minutos do segundo tempo, quando o Vasco tentava pressionar, Luís Fabiano tocou para Osvaldo usar todo seu preparo físico: colocou na frente, deixou Auremir para trás, o esperou chegar, o driblou e bateu de curva da esquerda da grande área no ângulo direito. #Golaço!

Depois desse gol, o São Paulo só fez 3 finalizações em todo o segundo tempo. A impressão que ficou foi a de que o ataque ficou esperando por 1 falha de Rogério Ceni para fazer outro gol.

Aparentemente, se continuar esperando por isso, o São Paulo pode não fazer mais nenhum gol até o final do ano...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Jogo #283 Coritiba tem gol mal anulado, faz só mais 1 finalização certa e vence o Palmeiras, que também deu 1 chute certo no jogo

Gramado encharcado, o mandante Palmeiras que não podia perder e o visitante Coritiba que não precisava ganhar. Receita infalível para o jogo acabar 0 a 0.

Para completar, 1 ótimo auxiliar-bandeirinha em noite péssima. Antes de a partida começar, o Índice Bandeira Branca de Rodrigo F. Henrique Correa era de 94,9%, com 37 impedimentos certos e apenas 2 errados.

Mas aos 30 minutos do segundo tempo, Rafinha cruzou do bico direito da grande área, e Deivid cabeceou para o gol. Mas o auxiliar Rodrigo Correa anulou o gol apontando impedimento inexistente.

Parecia mesmo que o jogo ia para um inevitável 0 a 0.

Mas a fórmula infalível para o empate não funcionou devido a 1 falha grotesca de Correa. Victor Ferraz cruzou da direita e a bola ia para fora, mas ao invés de Correa cabeceá-la para a linha de fundo, cabeceou para trás, e Maurício Ramos acabou fazendo pênalti em Éverton Ribeiro.

Deivid, que tinha feito o gol mal anulado, cobrou o pênalti e marcou o gol da vitória do Coritiba. Foi a única, a única, finalização certa do Coritiba em toda a partida em apenas 7 tentativas, desconsiderando a jogada anulada pelo impedimento mal marcado, evidentemente.

Ameaçado pelo rebaixamento, o Palmeiras finalizou apenas 8 vezes em todo o jogo. Apenas 1 no gol, com Henrique, aos 9 minutos do segundo tempo, completando passe de João Denoni.

Muito, mas muito, pouco para quem luta contra o rebaixamento e mandava o jogo. Nem Marcos Assunção salvou. A luta continua, palmeirense.

Impedimentos


O gol mal anulado de Deivid não foi o único erro do auxiliar Rodrigo F. Henrique Correa na partida.

Aos 25 minutos do segundo tempo, Victor Ferraz recebeu um passe de peito em posição legal entrando pela direita da grande área, mas foi marcado impedimento.

No primeiro tempo, já tinha marcado impedimento de Marcos Assunção em um lance estranho. O volante bateu um escanteio da esquerda, a defesa cortou (e só se aparecer 1 imagem mais clara que mostre o contrário para desmentir, mas tudo indica que foi uma meia branca que tocou na bola), e Marcos Assunção saiu da posição de impedimento para pegar a bola. O bandeira deve ter interpretado que o toque havia sido do ataque, mas o árbitro devia ter corrigido.

Curiosamente, na rodada passada, o árbitro Jailson Macedo Freitas confirmou 1 impedimento apontado pelo auxiliar Rogério Pablos Zanardo após arremesso lateral. Desta vez ou ele não viu que foi o defensor quem cortou ou estou vendo errado a cor da meia que toca na bola. Acredito que a arbitragem tenha errado.

Aos 22 minutos do segundo tempo, o Palmeiras teve 1 gol anulado, mas o impedimento de Obina foi bem marcado pelo auxiliar Fabiano da Silva Ramires.

Jogo #282 Internacional se impõe sobre o Atlético-MG, que escorrega em Porto Alegre, faz só 1 finalização certa e no final perde pênalti

Com um gramado molhado e escorregadio, conforme apontaram as 2 equipes no intervalo, o Internacional jogou mal no primeiro tempo, pouco produziu, conseguiu apenas 2 finalizações certas para 2 ótimas defesas do goleiro Giovanni, que substituiu muito bem Victor, convocado para amistosos da seleção brasileira.

Mas no segundo tempo, o Internacional teve seus lampejos de Rolo Compressor, principalmente depois da entrada de Dagoberto em campo, aos 19 minutos, quando o placar era ainda de 0 a 0. Ele não participou do primeiro gol, mas nos outros 2 foi fundamental e acabou com as chances do Atlético-MG de se recuperar na partida.

Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio curto e cruzamento de Lucas Lima da ponta direita na pequena área, Giovanni socou, a bola ficou com Fred, e o chute foi em cima de Jackson, que cortou o marcador e chutou no ângulo. Giovanni ainda conseguiu tocar na bola, mas não o suficiente.

Nada do que o Atlético-MG fez em campo foi suficiente. Nem mesmo 1 cobrança de pênalti de Jô, quando a partida já estava 3 a 0. Considerando que pênalti defendido não é finalização certa, em toda a partida o Galo conseguiu apenas 1 conclusão certa, aos 15 minutos do primeito tempo, quando Bernard tentou encobrir o goleiro Muriel e não conseguiu.

Sem poder ofensivo, o Atlético-MG se tornou uma presa fácil. Aos 34 minutos, Josimar cruzou da ponta direita, Dagoberto desviou de cabeça da esquerda da meia-lua para Fred dominar, cortar Júnior César com a perna esquerda e bater no gol também com a esquerda por baixo do goleiro.

Aos 41, Dagoberto atraiu a marcação e o goleiro para a esquerda da grande área, virou e cruzou na cabeça de Cassiano que completou para o gol entre dois marcadores, com muito espaço.

O Atlético-MG ficou 9 pontos atrás do Fluminense e ainda pode perder a vice-liderança para o Grêmio. Perder para o Internacional foi normal, muito mais normal do que perder para o Náutico, empatar com o Bahia e com  Atlético-GO, as verdadeiras causas dos problemas do Galo.

O que não é normal é o desempenho do Fluminense. Está muito difícil para o Atlético-MG conseguir chegar do ao título, mas o futebol brasileiro é tão imprevisível...

Faltou no Atlético-MG a liderança de Ronaldinho Gaúcho, suspenso pelo Superior Tribubal de Justiça Desportiva (STJD) sem ter recebido nem cartão amarelo do árbitro Heber Roberto Lopes por ter levantado demais o pé e acertado o peito de Kléber, do Grêmio, aos 20 minutos do segundo tempo do jogo em Belo Horizonte, pela 26ª rodada. Aos 6 minutos do segundo tempo da mesma partida, Ronaldinho Gaúcho tinha levado de Gilberto Silva uma joelhada por trás na coxa esquerda e o jogo teve de ser paralisado. O árbitro deve ter entendido que os 2 lances faziam parte do clima do jogo. O tribunal puniu Ronaldinho Gaúcho, que só havia ficado fora do time em 1 partida, no empate por 0 a 0 contra o Bahia.

Em quais outros casos, além do envolvendo Ronaldinho Gaúcho, houve punição do STJD?

Em Internacional 1x2 Botafogo, Vitor Júnior solou a coxa de Dagoberto, na 5ª rodada; em Portuguesa 0x2 Cruzeiro, Rogério chutou a bola e solou a panturrilha de Diego Renan, na 10ª rodada (Rogério, da Portuguesa, foi a julgamento por "ato desleal" por ter sido expulso nesse jogo por um pênalti cometido em outro lance e acabou absolvido pela 5ª Comissão Disciplinar); em Ponte Preta 1x2 Fluminense, André Luís foi forte com a sola em Wellington Nem, na 11ª rodada; em Vasco 0x0 Corinthians, Alecsandro solou a barriga de Alessandro, na 14ª rodada; em São Paulo 1x2 Grêmio, Kléber chutou a bola e solou a barriga de Casemiro, na 16ª rodada; em Cruzeiro 1x3 Botafogo, Márcio Azevedo deu um bico na bola e levantou a sola até acertar no rosto de Souza, na 22ª rodada; em Palmeiras 0x2 Corinthians, Juninho deixou o pé o mais alto que pode, no peito de Romarinho; em Internacional 3x1 Bahia, houve confusão após Fahel solar Fabrício, na 26ª rodada.

Procurei e não encontrei punições semelhantes para esses casos.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Jogo #281 Bahia acerta 2 vezes a trave, perde gols feitos e Fluminense fica ainda mais perto do título do Brasileirão

Realmente, nada parece capaz de parar o Fluminense. Foram 5 jogos sem perder em Salvador, mas o Bahia não resistiu. Começou muito bem, desperdiçou 2 chances incríveis, com Jussandro, aos 6 minutos, e Gabriel, aos 7 minutos do primeiro tempo, ambos livres na frente do goleiro Diego Cavalieri. Jussandro chutou para fora; Gabriel, em cima do do goleiro.

O Fluminense foi ao ataque, não assustou, e o Bahia voltou à carga com 6 finalizações seguidas dos 18 minutos aos 36 minutos de jogo. Neto acertou o travessão, e Gabriel chutou 2 vezes em cima do goleiro.

Quando os times voltaram do vestiário, até parecia que a pressão do Bahia ia continuar. Em 27 segundos, Zé Roberto rebeceu na direita da grande área e mandou uma pancada rasteira, em cima do goleiro, que colocou para escanteio.

O maior problema, ao que parece, é que o Bahia acreditou demais que conseguiria manter a pressão até chegar no ataque, principalmente porque Fred estava sendo bem anulado. Em 2 finalizações, o cirurgião-artilheiro chutou para fora e foi bloqueado.

Fahel foi ao ataque, Neto foi ao ataque, os 2 conseguiram finalizar, mas não acertaram o gol.

E aos 13 minutos, a casa caiu.

Gum recebeu no meio-campo, levantou a bola para Bruno na direita, ele tocou de cabeça sobre o primeiro marcador, deu o drible da vaca em Titi e mandou para o gol entre as pernas do goleiro Marcelo Lomba.

Mais 1 vez, o Fluminense atraía o adversário para o ataque e o surpreendia em velocidade. Mas a possibilidade de vencer o grande Fluminense parece ser sedutora demais e os adversários não resistem. Se entregam ao ataque, e acabam abatidos.

Apenas 2 minutos depois do gol do Fluminense, Neto acertou novamente a trave, completando passe de Zé Roberto.

Foi demais. A partir daí, o Flu tomou conta do jogo. O Bahia não tinha mais forças.

Dos 20 minutos até o final do segundo tempo, o Bahia conseguiu 1 finalização. O Fluminense fez 8. Na terceira, conseguiu o segundo gol.

Carlinhos cruzou da ponta esquerda, a defesa cortou e Rafael Sóbis mandou para o gol com muita tranquilidade e 1 chute poderoso no meio do gol, que bateu no travessão e entrou.

Não foi dia de Fred: conseguiu 3 finalizações, mas nenhuma delas acertou o gol.

Agora, para os outros faltam 9 jogos, mas como diz Abel Braga, para o Flu faltam 8 para o título. (Após a derrota do Atlético-MG para o Internacional, faltam apenas 7 jogos para o título do Fluminense, devido ao número de vitórias do Grêmio, que ainda pode chegar a 83 pontos e 26 vitórias. Com mais 6 vitórias, o Fluminense chegaria a 83 pontos e 25 vitórias e poderia ser superado se perdesse os jogos seguintes.)

Ps. Na pressa de querer fazer também o jogo do Atlético-MG depois de acabado este, acabei deixando de colocar algumas informações ligadas à apresentação da partida.

Disciplinarmente, o árbitro Raphael Claus foi bem no jogo, ainda que não consiga se impor aos jogadores, o que talvez seja o que mais o incomode e faça passar dos limite em algumas situações. Mostrou 4 amarelos no primeiro tempo para o Bahia e se exagerou, foi ao mostrar amarelo para o goleiro Marcelo Lomba, que deixou a área para reclamar de uma falta não marcada antes da falta apontada contra o Bahia. Quando Fred e outros foram falar com ele, não tomou a mesma atitude. Mostrou mais 2 amarelos para o Fluminense. 1 deles não apareceu na transmissão, mas foi mencionado, para Deco. A súmula vai solucionar a questão.

A maior questão é que, na minha opinião, houve pênalti de Marcelo Lomba em Wellington Nem, aos 6 minutos do segundo tempo, quando Lomba claramente derruba Nem na grande área. Errou aí.

Mencionei que o fato de o time do Bahia não conseguir impedir impedimentos poderia comprometer seu desempenho contra a organizada defesa do Fluminense. Não deu outra. Aos 3 minutos do segundo tempo, Lulinha teve 1 gol anulado por estar em impedimento, bem marcado. Cerca de 1 minuto antes, bandeira errou ao marcar impedimento de Lulinha, que ia ficando sozinho contra o goleiro Diego Cavalieri. Foram 4 impedimentos marcados contra o Bahia. Só.

Fluminense enfrenta como visitante o vice-líder do segundo turno e emotividade do árbitro Raphael Claus deixa o jogo mais imprevisível

O Bahia tem potencial para se tornar uma pontuda pedra na chuteira do Fluminense nesta quarta-feira, em Salvador.

Embora seja a única equipe com melhor campanha no segundo turno do Brasileirão do que o Bahia, o Fluminense vai jogar fora de casa. Embora o cirurgião-artilheiro Fred esteja em uma forma exuberante, o Bahia tem o mesmo número de gols marcados (14) que o adversário.

Se futebol é momento, o do Bahia é ótimo, assim como o do Fluminense. Um resultado positivo do Bahia (e contra o atual Fluminense um empate já é muito positivo), não pode nem ser considerado zebra.

Nos 9 jogos do segundo turno, 8 jogadores diferentes fizeram gols pelo Bahia: Cláudio Pitbull, Fahel, Gabriel (2), Hélder (3), Jones Carioca (2), Kléberson, Neto e Souza (3).

Curiosamente, no Fluminense também 8 jogadores marcaram nas últimas 9 partidas: Digão, Fred (5), Jean, Leandro Euzébio, Michael, Rafael Sóbis, Samuel e Wellington Nem (3).

No Fluminense, os garçons foram Bruno, Deco, Jean, Thiago Neves (3), Wagner (2) e Wellington Nem (2). Foram 3 gols em rebatidas e 1 jogada individual.

No Bahia, houve 1 gol de falta direta (Neto), 1 aproveitando passe errado e 2 após rebatidas da defesa. Os garçons foram Elias, Hélder, Jones Carioca, Jussandro, Kléberson, Lulinha, Neto (2) e Souza (2).

O que pode atrapalhar o Bahia é o fato de seu ataque ser o mais flagrado em impedimentos em toda a competição. Apenas no segundo turno, em 9 partidas foram 31 impedimentos. Ainda assim, foram 12 apenas contra o Santos, na Vila Belmiro, e a equipe saiu com a vitória por 3 a 1.

O Fluminense é a 6ª equipe que mais deixou adversários em impedimente neste Brasileirão: 75 vezes, sendo 28 apenas no segundo turno.

A partida tem um componente explosivo no apito: Raphael Claus. Ele é muito imprevisível e não parece preparado para uma partida dessa importância.

Em 8 jogos, mostrou 42 cartões amarelos e 3 cartões vermelhos.

Apitou nas rodadas 1, 4, 6, 7 e 8.

Na 1ª rodada, não puniu solada de João Vítor, do Palmeiras, em Henrique, da Portuguesa, aos 34 minutos do primeiro tempo. Disse que o palmeirense acertou a bola, mas na verdade tinha pego em cheio na canela de Henrique.

Na 7a rodada, trabalhou em Portuguesa 0 a 0 Santos e se perdeu completamente. Em certo momento do primeiro tempo, acabou cercado por jogadores da Portuguesa, que exigiam cartão amarelo para Neymar por 1 falta dura não punida por ele. Mostrou cartão amarelo para faltas não tão duras e depois precisou manter o critério, punindo mesmo lances em que não houve falta, como 1 cartão para Léo Silva em que não encostou em Neymar. A rigidez excessiva durou só até o intervalo: mostrou 7 cartões amarelos no primeiro tempo e apenas 1 amarelo no segundo tempo, mesmo ocorrendo outras tantas jogadas ríspidas e acúmulo de faltas dos jogadores, como 1 cotovelada de Moisés em Juan e um pisão de Boquita em Neymar. Depois, puniu Boquita por puxar o braço de Neymar.

Na 8ª rodada, apitou Botafogo 3 a 0 Bahia e houve tumulto logo aos 18 minutos: Souza ergueu demais a sola e ao girar ainda acertou forte o rosto de Antônio Carlos com o braço. Antônio Carlos partiu para cima do adversário. Os 2 só receberam o amarelo.

Depois dessa partida, ficou 14 rodadas sem apitar na Série A, mas foi adicional, atrás do gol, nas rodadas 18, 19 e 22.

Só voltou ao apito nas rodadas 23, 26 e 28.

Na rodada passada, a 28ª, acabou ele mesmo causando a expulsão do zagueiro Gustavo do Atlético-GO, aos 21 minutos de jogo. Gustavo derrubou Carlos Alberto, do Vasco, pelas costas, em um lance em que Carlos Alberto não fez a menor questão de se manter em pé. Se deixou cair. O zagueiro não gostou da marcação da falta, mas ao invés de mostrar o cartão amarelo ou pedir calma, como fazem os árbitros experientes em lances no começo do jogo em que não há violência, Raphael Claus partiu para cima do zagueiro, que ficou parado. Os 2 ficaram nariz com nariz, mas foi o árbitro que causou isso, o que faz toda a diferença. Sentindo-se desrespeitado, mostrou o amarelo para Gustavo, que então soltou 2 mega palavrões. Perdeu a razão e foi expulso. Mas foi o árbitro quem criou a situação.

Imprevisível o que poderá acontecer com ele em campo em Bahia x Fluminense. Aparenta ser inseguro.

Pelo menos de auxiliares-bandeirinhas a partida está muito bem servida.

Veja abaixo quem trabalha em cada jogo e o Índice Bandeira Branca dos auxiliares que  já marcaram impedimentos. Estão destacados os bandeirinhas que trabalham nesta rodada.

Use o mouse! Arraste a barra de rolagem para ver nomes que estão escondidos. Coloque a seta sobre as barras para visualizar mais informações.

Mais abaixo, outro gráfico mostra as características das equipes em relação aos impedimentos. Os da defesa, em laranja, se referem às vezes em que cada equipe deixou adversários em impedimento.

Bom jogo!

29ª rodada

Quarta-feira

19h30

Botafogo x Santos
Árbitro: Wagner Reway
Auxiliar 1: Guilherme Dias Camilo
Auxiliar 2: Paulo César Silva Faria

Cruzeiro x Portuguesa
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Auxiliar 1: Márcia Bezerra Lopes Caetano
Auxiliar 2: Márcio Gleidson Correia Dias (estreante)

Bahia x Fluminense
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliar 1: Kléber Lúcio Gil
Auxiliar 2: Thiago Gomes Brígido

Ponte Preta x Náutico
Árbitro: Paulo H. Godoy Bezerra
Auxiliar 1: Ediney Guerreiro Mascarenhas
Auxiliar 2: Luiz Antônio Muniz de Oliveira

Figueirense x Atlético-GO
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira
Auxiliar 1: Ivan Carlos Bohn
Auxiliar 2: Celso Luiz da Silva

22h

Corinthians x Flamengo
Árbitro: Fabrício Neves Correa
Auxiliar 1: Tatiana Jacques de Freitas
Auxiliar 2: Marcelo Bertanha Barison

Vasco x São Paulo
Árbitro: Elmo Alves Resennde Cunha
Auxiliar 1: Fabrício Vilarinho da Silva
Auxiliar 2: Fábio Pereira

Internacional x Atlético-MG
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliar 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos
Auxiliar 2: Rodrigo Pereira Jóia

Quinta-feira

21h

Sport x Grêmio
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento
Auxiliar 1: Lilian da Silva Fernandes Bruno
Auxiliar 2: Marrubson Melo Freitas

Palmeiras x Coritiba
Árbitro: Jailson Macedo Freitas
Auxiliar 1: Rodrigo F. Henrique Correa
Auxiliar 2: Fabiano da Silva Ramires





terça-feira, 9 de outubro de 2012

Jogo #277 Pressão insuportável do Grêmio no 2º tempo causa 2 erros da defesa do Cruzeiro e 1 de auxiliar que dá impedimento em lateral


Quem nunca jogou futebol não consegue ter ideia do desgaste mental que a movimentação dos adversários causa em quem se propõe a fazer uma marcação defensiva séria. Evidentemente, quem já jogou futebol, mas só se preocupou com o ataque, também não faz ideia do que se trata.

Não é à toa que equipes como o atual Fluminense aproveitam a vantagem no placar para recuar e exercitar a defesa. Enquanto suportam a pressão do adversário, se condicionam. E cada vez mais o futebol brasileiro, sem abrir mão da qualidade ofensiva, sua característica internacional, exige aplicação defensiva. É o que difere os clubes que têm condições de ser campeões dos que não têm.

É um caminho sem volta.


E a insuportável pressão que o Grêmio fez no segundo tempo do confronto contra o Cruzeiro, no Olímpico, deixou esgotado até mesmo quem só assistia à partida. O que dizer então da defesa cruzeirense e, pior, muito pior, do auxiliar-bandeirinha Rogério Pablos Zanardo e do árbitro Jailson Macedo Freitas.

A começar pelo pior, muito pior.

Aos 9 minutos e 34 segundos do segundo tempo, com o Grêmio perdendo por 1 a 0 em casa, o estádio abarrotado e o Grêmio já exercendo sua pressão, que já tinha causado 2 cartões amarelos para os cruzeirenses Léo e Thiago Carvalho por faltas em Kléber depois do intervalo, Anderson Pico levantou a bola da esquerda da intermediária, e o auxiliar Rogério Pablos Zanardo não marcou impedimento do atacante.

A defesa cruzeirense se recuperou, desarmou Kléber e se voltou para o auxiliar, que parece ter sentido a pressão.

Apenas 17 segundos depois, Zanardo marcou impedimento de Kléber ao receber um arremesso lateral (só para lembrar, não existe impedimento em arremessos laterais). Para piorar, muito piorar, o árbitro Jailson Macedo Freitas confirmou o impedimento. E, aí, foi o time do Grêmio que se revoltou.

Enquanto Zanardo gesticulava que se concentrava na posição da linha de impedimento do Cruzeiro, o árbitro se deu conta do que havia feito e deu bola ao chão.

Lamentável.

A pressão era tamanha que nesses quase 10 minutos, o mais longe que a bola esteve da defesa do Cruzeiro foi a linha do meio-campo ou pouco depois dela. Só dava Grêmio no ataque, Grêmio no ataque, Grêmio no ataque.

E assim continuou, com exceção de 1 bola levada ao ataque pelo Cruzeiro, prontamente devolvida, e de 1 paralisação do jogo, aos 7 minutos, quando Leandro caiu sobre o tornozelo direito de Pará, um lance que acabou mudando o jogo. Aos 11 minutos, Pará teve de ser substituído e em seu lugar entrou Diego Renan.

A pressão deu resultado aos 21 minutos, quando foi a vez de a defesa cruzeirense errar a marcação de 1 impedimento. Os defensores saíram em bloco para deixar Marcelo Moreno impedido pela direita, mas Diego Renan, que tinha entrado 10 minutos antes, ficou parado e deu condições de jogo para Marcelo Moreno receber bola levantada por Marco Antônio da direita da intermediária, entrar livre na grande área e tocar por cima do goleiro Fábio, que saía da pequena área, mas parou no meio do caminho. Golaço de Marcelo Moreno.

Mesmo com o empate, o Grêmio continuou encurralando o Cruzeiro. Em momentos assim, os defensores agem apenas por condicionamento. Não há o que pensar. Cada um marca seu espaço e garante estar sempre em uma posição melhor que o adversário, em melhores condições para chegar primeiro na bola.

Mas aos 32 minutos, Marquinhos levantou bola da defesa, ela foi para Marcelo Moreno na intermediária central, Léo conseguiu mais 1 vez chegar primeiro. Marcelo Moreno persistiu, chegou antes e com o corpo ganhou de Everton. Léo deu outro bote, mas errou. Foi fatal.

O toque de Léo foi nos pés de Leandro, que avançou pela direita e bateu cruzado tirando do goleiro Fábio, que caiu e deu um tapa na bola, mas o rebote ficou na medida para Marquinhos, que tinha começado a jogada lá no campo defensivo e acompanhou toda a evolução da jogada. Com o pé esquerdo, quase passando da bola, Marquinhos tocou para o gol vazio.

Para quem gosta de destacar a importância de Elano e Zé Roberto neste time do Grêmio (como é o meu caso aqui no fSc), o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo mostrou que apesar de isso ser verdade, a equipe está preparada para enfrentar dificuldades sem eles, também.

Foi o que aconteceu na vitória de virada por 2 a 1, sob forte chuva, contra o Cruzeiro, no Olímpico. Quando Elano saiu, o placar era de 0 a 0, mas quando Zé Roberto foi substituído, o time já perdia por 1 a 0. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Anselmo Ramon recebeu na ponta esquerda, dominou, fez um giro e acertou um chutaço. O gramado estava encharcado, e a bola quicou abaixo do goleiro Marcelo Grohe, surpreendido pela violência do chute.

Elano deixou o campo logo aos 10 minutos de jogo e foi substituído por Marquinhos, e Zé Roberto foi substituído no intervalo por Leandro.

E junto com toda a pressão dos companheiros, os 2 substitutos decidiram o jogo, mostra evidente de que a equipe está muito bem preparada para a reta final.

Próximos jogos do Grêmio no Brasileirão:

Sport (f)
Botafogo (c)
Fluminense (f)
Coritiba (c)
Bahia (f)
Ponte Preta (c)
São Paulo (c)
Portuguesa (f)
Figueirense (f)
Internacional (c)