domingo, 27 de maio de 2012

Jogo #2 Nem Patrik conseguiu dar vitória ao Palmeiras sobre a Portuguesa

Em uma noite em que Barcos pouco fez no ataque palmeirense, que parece estar guardando suas forças para a Copa do Brasil, Luan fez o único gol de sua equipe, mas foi praticamente só isso que fez.

Chamou mais a atenção as chegadas de Patrik, sempre pelo lado direito do ataque. Aos 7 minutos de jogo, tabelou com Barcos e da grande área chutou fraco, em cima do goleiro Wéverton.

Já no segundo tempo, e com o Palmeiras vencendo por 1 a 0, aos 28 minutos recebeu assistência de Mazinho e da grande área mandou uma pancada em cima do goleiro, que rebateu. Aos 38, a jogada mais elaborada e deixou claro que tudo havia sido muito bem ensaiado: Mazinho recebeu na intermediária central, Maikon Leite se deslocou para o meio da grande área e levou junto toda a marcação. Patrik ficou livre para da grande área acertar um chutaço, mas o goleiro Wéverton conseguiu evitar o gol.

Depois que o Palmeiras sofreu o gol de empate, aos 41 minutos do segundo tempo, recaiu sobre Patrik a responsabilidade de conseguir o gol da vitória. A equipe insistiu pelo seu lado, com Maikon Leite cruzando 2 bolas e cobrando 1 escanteio por ali.

Aos 46 minutos, Maikon Leite cruzou da ponta direita para o lado esquerdo, onde Juninho desviou de cabeça para a direita da grande área, Cicinho fez a assistência para Patrik finalizar prensado. A bola sobrou para Maikon Leite, que da direita da grande área acertou a trave.

A Portuguesa teve o mérito de lutar até o fim, mas o que chamou a atenção foi ter finalizado 19 vezes em gol, mas em apenas 3 realmente ameaçou o gol de Bruno, que evitou um gol de Luís Ricardo aos 18 minutos do primeiro tempo dando um tapa na bola, e outro aos 31 minutos, após finalização de Raí. Só não conseguiu defender a cabeçada de Rodriguinho, que completou da direita da grande área um cruzamento preciso de Léo Silva, da ponta direita. A bola quicou, matou o goleiro e entrou no canto esquerdo. A equipe teve outras duas chances, também de cabeça, mas as finalizações foram fracas e em cima do goleiro Bruno.

Jogo #1 Cotovelada de Vágner Love marcou empate entre Sport e Flamengo

O Flamengo pode não ter começado bem o Brasileirão ao estrear apenas com um empate contra o Sport, apesar de jogar fora de casa. Mas Vágner Love mostrou logo na primeira rodada que não está para brincadeiras.

Em 3 finalizações, 1 foi para o espaço, de fora da área pelo lado direito, aos 25 minutos do primeiro tempo; perdeu 1 gol feito, aos 19 minutos do segundo tempo, após receber passe de peito de Deivid e completamente livre na esquerda da grande área chutar por cima quando o Flamengo já perdia por 0 a 1; e fez o gol de empate, com muita tranquilidade, após assistência precisa de Kléberson.

Ainda assim, para quem não é flamenguista, o que chamou atenção mesmo foi a cotovelada que deu e abriu o supercílio de Tobi, aos 19 minutos do primeiro, no meio-campo. Como Love ficou deitado no chão reclamando ter sido chutado por trás pelo adverário, nem cartão amarelo recebeu. Mas em um jogo fraco, foi o destaque. Negativo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mogi Mirim brilhou sem precisar levantar demais a bola

Quando comecei este blog, sugeri o Troféu Barcelona de Toque de Bola para o clube que menos recorresse às jogadas aéreas pelo simples fato de que menos de 2% dessas centenas e centenas de jogadas resultam em gol. Ou seja, levantar a bola pode ser uma estratégia, mas normalmente é sinal de desespero.

Para tratar a questão tenho de confessar um certo fracasso. Não consegui assistir a TODOS os jogos do Campeonato Paulista, por uma série de fatores "extra campo". Por isso, ao invés de poder dizer "o Mogi Mirim recorreu menos ao jogo aéreo", tenho de dizer "dos 8 classificados para a fase final, o Mogi Mirim foi o que menos recorreu ao jogo aéreo".

Para reduzir ao mínimo possível os desvios, recorri à manjada média de ações por jogo.

Separei bolas levantadas frontalmente, cruzamentos, escanteios e faltas levantadas sobre a área adversária, depois somei tudo para termos uma ideia aproximada de em que condições cada equipe levanta a bola.

Espero ser mais preciso no Campeonato Brasileiro. Abraço.



sábado, 12 de maio de 2012

Índice Bandeira Branca: quem é quem na marcação de impedimentos no Paulistão

Um dos momentos mais polêmicos do futebol, a marcação correta de impedimentos preserva a paz entre as torcidas ao final dos jogos.

Vem daí o nome de "Índice Bandeira Branca" (da paz nos estádios) para medir a eficiência dos "bandeirinhas" na marcação de impedimentos.

Só são considerados acertos ou erros o lances em que se tem certeza. Se a TV não repete o lance com imagem de uma câmera que tire a dúvida sobre a marcação, lance é considerado "duvidoso" e não faz parte da medição da eficácia, do percentual de acerto.

Os lances duvidosos são usados como critério de desempate, já que quanto menos lances duvidosos, menor a chance de ter cometido erros.

Foram analisados 155 jogos dos 200 jogos realizados no Paulistão-2012 para elaborar esta lista.

Só fazem parte dela os auxiliares que marcaram pelo menos 10 impedimentos. No total, 60 auxiliares tiveram o trabalho avaliado.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Conheça os piores na arte de marcar impedimentos no Paulistão


Marcar impedimentos é uma arte difícil de ser dominada. Que o digam Patrícia Carla de Oliveira e Leandro Almeida dos Santos, os auxiliares de pior desempenho entre os que marcaram pelo menos 10 impedimentos segundo o levantamento do Futebol sem Chute.

Patrícia Carla de Oliveira marcou 11 impedimentos, sendo 2 certos, 3 errados e 6 duvidosos, e teve o pior desempenho entre os auxiliares que marcaram pelo menos 10 impedimentos. O trabalho dela foi analisado nos jogos Catanduvense 1x1 Ponte Preta (6a), Guarani 2x0 Mirassol (14a), Linense 0x2 Mogi Mirim (15a), Mogi Mirim 3x1 Paulista (17a).

Nessa triste lista está acompanhada de Leandro Almeida dos Santos, que dos 14 impedimentos que marcou, foram 4 certos, 6 errados e 4 duvidosos nos jogos São Caetano 1x0 Ponte Preta (1a rodada), São Paulo 1x1 Guarani, São Paulo 2x0 Catanduvense (16a) e São Caetano 2x1 Santos (18a).

O número de impedimentos duvidosos é usado como critério de desempate, mas a dúvida é favorável

Considerando todos os analisados, independentemente do número de impedimentos marcados, o pior foi Rodrigo Soares Aragão, com aproveitamento de 20%. Marcou 6 impedimentos, 1 certo, 4 errados e 1 duvidoso.

É necessário criar um número mínimo de impedimentos para a formulação do ranking para minimizar a possibilidade distorção em relação a quem são os melhores ou piores, já que quem marcou menos impedimentos ficou mais sujeito a ter um 100% positivo ou negativo.

Dos 60 auxiliares analisados, 22 não erraram nenhum dos 166 impedimentos que marcaram no total. Foram 125 certos (75,3%) e 41 duvidosos (24,7%).

Entre os demais, 37 falharam em algum momento. Ele marcaram 446 impedimentos, 260 certos (58,3%), 77 errados (17,3%) e 109 duvidosos (24,4%).

Auxiliares mais precisos ficam fora da reta final do Paulistão


Levantamento exclusivo do Futebol sem Chute aponta os auxiliares Fábio Luiz Freire e Bruno Salgado Rizo como os mais precisos do Paulistão após análise de 155 dos 198 jogos da Série A-1, sem contar o Torneio do Interior.

Para fazer parte do levantamento, o auxiliar precisa ter marcado pelo menos 10 impedimentos. Dos 60 "bandeirinhas" que tiveram o trabalho avaliado, 29 marcaram menos de 10 impedimentos.

Entre eles está Marcelo Carvalho Van Gasse, que será o auxiliar 1 da finalíssima Santos x Guarani, no próximo domingo. Van Gasse acertou todos os 9 impedimentos que marcou nos 6 jogos acompanhados (Oeste 2x3 São Paulo, Corinthians 1x0 Linense, Santos 6x1 Ponte Preta, Corinthians 2x1 Palmeiras, Corinthians 2x3 Ponte Preta, Guarani 3x1 Ponte Preta).

O auxiliar 2 da finalíssima será Vicente Romano Neto, que em 9 jogos analisados marcou 7 impedimentos certos, 2 errados e 4 duvidosos, com aproveitamento de 78% e a 25a colocação no ranking.

O árbitro da decisão será Paulo César de Oliveira, que apitou São Paulo 1x3 Santos nas semifinais, um jogo muito difícil para a arbitragem e no qual se saiu bem.

Líderes do ranking de auxiliares, Fábio Luiz Freire e Bruno Salgado Rizo não erraram nenhum impedimento entre os que marcaram, mas nenhum deles trabalhou das quartas de final em diante da Série A-1.

Fábio Luiz Freire marcou 11 impedimentos certos e 2 duvidosos em 4 jogos, Palmeiras 1x1 Portuguesa (2a rodada), Corinthians 1x1 Bragantino (5a), Portuguesa 0x2 Corinthians (9a) e Guarani 2x1 Linense (16a). Ele foi auxiliar 1 em todos esses jogos, .

Os lances duvidosos são considerados como critério de desempate. Quanto menos lances duvidosos, menor a chance de ter cometido erro, mas o auxiliar tem o benefício da dúvida.

Bruno Salgado Rizo marcou 11 impedimentos certos e 6 duvidosos em em Portuguesa 2x1 Guaratinguetá (3a rodada), Mirassol 1x2 Paulista (4a), Ponte Preta 1x3 São Paulo (5a), Comercial 0x2 Guarani (8a), Palmeiras 1x1 Oeste (9a) e São Paulo 2x0 Mogi Mirim (18a). Ele foi auxiliar 2 em todos esses jogos.

Entre os auxiliares com 100% de precisão, foram os que marcaram mais impedimentos e, portanto, estavam mais expostos a erro.

Outro auxiliar que não errou nos jogos analisados foi Osny Antônio Silveira, que marcou 10 impedimentos certos e 4 duvidosos. Trabalhou em Botafogo 2x1 XV de Piracicaba (2a rodada), São Caetano 0x1 Guarani (5a), Paulista 0x1 Botafogo (9a), Corinthians 1x0 XV de Piracicaba (16a).
Ele foi auxiliar 1 nessas partidas.

Danilo Ricardo Simon Manis marcou 10 impedimentos certos e 5 duvidosos em XV de Piracicaba 1x1 Santos (1a rodada), XV de Piracicaba 2x1 Oeste (5a), Linense 2x1 Bragantino (8a), Palmeiras 3x3 São Paulo (10a), Santos 1x0 Corinthians (12a), São Paulo 4x1 Bragantino (quartas de final).

Dos 60 auxiliares analisados, 22 não erraram nenhum dos 166 impedimentos que marcaram no total. Foram 125 certos (75,3%) e 41 duvidosos (24,7%).

Entre os demais, 37 falharam em algum momento. Ele marcaram 446 impedimentos, 260 certos (58,3%), 77 errados (17,3%) e 109 duvidosos (24,4%).

domingo, 6 de maio de 2012

Ganso só supera Danilo Sacramento nas finalizações

Canhoto, Danilo Sacramento fica bem com a camisa 10 do Guarani, que já usou 1 vez neste Paulistão, na vitória por 2 a 1 sobre o Catanduvense no campo do adversário.

Disputou 19 jogos, com 11 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, aproveitamento de 63,2%.

Mais uma vez, a onda é que com tantos talentos, o Santos já é o campeão paulista. Para Danilo Sacramento isso é ótimo. Ainda que pareça difícil, não é impossível o Guarani surpreender. E sem Fumagalli, Danilo Sacramento é a pessoa certa para buscar essa superação. Ele já está acostumado a seguir tentando.

Nenhuma finalização aconteceu em 12 faltas que ele levantou em áreas adversárias e em 9 bolas que levantou frontalmente. Mas ele não se abateu em nenhum momento.

De seus escanteios e cruzamentos saíram 3 gols e mais 1 foi marcado após uma assistência dele. Mas ele mesmo não conseguiu fazer gol algum.

Já Ganso fez gols, 3 para ser mais específico. E neste Paulistão, apesar de já ter demonstrado um grande potencial, pouco mais fez. Um sinal também de que o Santos não tem dependido dele.

Mas se hoje precisar, ele irá corresponder?

Confira a comparação entre esses meias:
Em azul no que um foi mais eficiente e em vermelho aquilo em que foi superado.

Danilo Sacramento
19 jogos, com 11 vitórias, 3 empates, 5 derrotas - Aproveitamento de 63,2%
7 amarelos
7 assistências para finalizações, resultaram em 1 gol
9 bolas levantadas, 0 finalização, 6 a defesa adversária cortou
46 cruzamentos, com 7 finalizações que resultaram em 2 gols
47 escanteios, com 8 finalizações que resultaram em 1 gol
12 faltas levantadas e nenhuma finalização, 8 a defesa adversária cortou
3 faltas diretas, 1 certa
36 finalizações, 11 certas e nenhum gol
8 impedimentos, 1 mal marcado


Ganso
14 jogos, com 10 vitórias, 1 empate, 3 derrotas - Aproveitamento de 73,8%
zero amarelo
5 assistências para finalizações não resultaram em gol
2 bolas levantadas, nenhuma finalização
2 cruzamentos, nenhuma finalização
3 escanteios, com 1 finalização e nenhum gol
2 faltas levantadas, 1 finalização e 1 gol
2 faltas diretas, nenhuma certa
18 finalizações, 3 gols
2 impedimentos