quarta-feira, 18 de julho de 2012

Equipes que lutam contra o rebaixamento são as que mais finalizações fazem em gol

O tamanho das barras indica quantas finalizações cada equipe fez no Brasileirão, e as cores mostram como foi originada essa finalização.

Quantidade, neste caso, não significa necessariamente qualidade. Ao contrário, indica mais desespero.

Atlético-GO, Bahia, Figueirense e Portuguesa estão se desdobrando para deixar as últimas colocações da tabela de classificação têm as equipes que mais vezes concluíram em gol.

Use o mouse e clique no nome dos clubes para saber o número total de finalizações.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Jogo #87 Defesas titulares superam ataques reservas de Santos e Internacional

Com Bolívar e Índio na zaga, o Internacional lança jovens jogadores desde 2005 ao mesmo tempo em que se posiciona como um dos principais clubes do país. O volantão Guiñazu passou a reforçar o time nos Brasileiros em 2007. O lateral-direito Nei, em 2010.

No Santos, o mundo gira torno do Homem Invísivel, o volante Adriano, que joga Brasileiros desde 2006 pelo Santos. O zagueiro Durval e o volante Arouca, desde 2010.

A disputa se apoiou aí.

Sem D´Alessandro, Oscar e Leandro Damião e com Dagoberto recuado, os jovens Otávio (17 anos), Mike (19 anos), João Paulo (21 anos) e Lucas Lima (22 anos) tiveram oportunidade. O Internacional não forçou demais a defesa do Santos, também não permitiu que os jovens atacantes do Santos mostrassem o que sabem.

E o que sabem os jovens do Santos foi suficiente para Muricy Ramalho falar em permanecer no Santos após as saídas de Allan Kardec, Borges, Elano e Rentería.

Além de 3 pontos e 1 campeonato, eles competem em revelar novos talentos. O empate refletiu como a disputa se dá.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jogo #86 Time da torcida do Cruzeiro é completamente envolvido pelo Grêmio em Belo Horizonte

Um juiz com pouca experiência, um time mandante mal armado, uma torcida impaciente e uma equipe visitante bem treinada, uma mistura explosiva para um jogo como a vitória do Grêmio por 3 a 1, no estádio Independência, em Belo Horizonte, sobre o Cruzeiro.

Primeiro o Grêmio.

Jogou como se estivesse em seu estádio. Não deu qualquer chance ao Cruzeiro, mesmo jogando o segundo tempo todo com um jogador a menos. Marcou tão bem no campo de defesa que inviabilizou o toque de bola do Cruzeiro. Se tivesse forçado, teria goleado. Fez apenas 7 finalizações em toda a partida, 3 certas e 3 gols.

Gilberto Silva foi uma parede durante toda a partida. Com Elano, Zé Roberto se movimentando na defesa e no ataque, se tornou uma equipe muito forte. Deve crescer durante a competição porque está com uma defesa muito bem organizada, como é o normal no times de Vanderlei Luxemburgo.

Marca das equipes do treinador, o Grêmio fez apenas 9 jogadas aéreas. Para comparação da diferença, o Cruzeiro tentou 57 jogadas aéreas (volto ao tema no final). O Grêmio fez 2 cruzamentos, 1 deles, de Elano, virou o primeiro gol, aos 25 minutos de jogo. Elano foi na ponta direita e cruzou para Marcelo Moreno marcar de cabeça.

Aos 28, Léo recebeu na direita, esticou até a linha de fundo, foi atrás e passou para Marcelo Moreno na pequena área dar um toquinho para Kleber completar para o gol por baixo do goleiro.

Aos 19 do segundo tempo, Pará avançou pela ponta esquerda, foi ao fundo, retornou com a bola para a intermediária acompanhado de perto pela marcação. Ele tocou para Zé Roberto, que tocou para Souza no meio. Como a marcação acompanhou Pará pressionando-o para voltar, Souza avançou pela esquerda, às costas do marcador, passou por Leandro Guerreiro com a bola dominada, foi até o fundo e tocou para Marcelo Moreno limpar e bater rasteiro para o gol.

O Grêmio não deu show porque não precisa.

Depois o árbitro.

O árbitro Marcelo Aparecido R. de Souza faz o tipo que mostra muitos cartões para tentar garantir a ordem em campo, coisa que árbitros como Paulo César Oliveira não precisam fazer. Mostrou 8 cartões amarelos e 1 vermelho (sem contar o segundo amarelo para Werley, indevido).

Na 8a rodada, ele apitou Ponte Preta 1x0 Palmeiras, em Campinas, e mostrou 7 cartões amarelos, 3 para a Ponte Preta e 4 para o Palmeiras, todos aceitáveis.

Nesta 9a rodada, foram 5 amarelos e um vermelho para o visitante Grêmio e 3 amarelos para o Cruzeiro.

Curiosamente, o amarelo para Gilberto Silva foi um exagero, porque ele fez falta por trás em Wellington Silva sem qualquer tipo de violência ao tentar pegar a bola. Pouco depois, puxou o mesmo adversário pelo ombro, aos 39 minutos do primeiro tempo, e não recebeu o segundo amarelo e o vermelho.

Pouco depois, aos 42, Werley chegou primeiro na bola, tocou na bola, limpo, e depois trombou com o adversário, mas foi expulso por isso. Já tinha um amarelo por impedir que o goleiro saísse jogando. O árbitro demonstrou não ter critério, além de ter errado, claramente.

Aos 46 minutos do segundo tempo, Marquinhos pulou em direção ao gramado para cortar uma finalização e levou a mão à bola. Claramente, o árbitro faz sinal com as mãos para o jogo seguir, mas voltou atrás após a reclamação dos cruzeirenses.

Aí, a torcida.

Com o Cruzeiro perdendo por 0 a 3 em casa e um pênalti que não resolveria nada, o torcedor passou a gritar o nome do goleiro Fábio para a cobrança. Uma homenagem, talvez, por serviços prestados. Na transmissão foi dito que ele já teria manifestado o desejo de fazer um gol. Wellington Paulista pegou a bola para cobrar o pênalti, e o estádio explodiu em vaias, que ficaram mais fortes quando ele fez o gol. Incrível, mas prevísivel, principalmente porque aos 22 minutos do segundo tempo, já com 0 a 3 no placar, a torcida do Cruzeiro começou a gritar "olé" durante a troca de passes do Grêmio...

A torcida tem sido um desafio extra para a montagem do time, uma tarefa penosa e que exige paciência. Contra o Figueirense, na 5a rodada, os torcedores vaiaram insistentemente o volante Amaral ainda no primeiro tempo e pediram em coro a entrada de Leandro Guerreiro. Na volta do intervalo, o técnico Celso Roth colocou Guerreiro no lugar de Amaral. E o Cruzeiro venceu por 1 a 0.

Contra o Grêmio, isso se repetiu, com um novo personagem. Com os 2 primeiros gols do Grêmio acontecendo pelo lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, a torcida passou a vaiar Everton quando ele tocava na bola. No intervalo, ele foi substituído por Souza.

Aos 17 minutos do segundo tempo, com o Cruzeiro perdendo por 0 a 2, o técnico Celso Roth chamou do aquecimento o lateral-esquerdo Gilson. Seria a última substituição do time mineiro. Imediatamente, passou a ecoar pelo estádio o grito de "burro" e, logo em seguida de "Anselmo". Aos 24 minutos, Celso Roth tirou o estreante Borges e colocou Anselmo Ramon.

Então, o Cruzeiro.

Foi por falta de entrosamento e, por isso, parece ter sido 1 erro de Celso Roth colocar Borges para jogar com Wellington Paulista. Diversas vezes os 2 ocuparam o mesmo espaço e irem ao mesmo tempo na bola, por reflexo, claro. Mas contra o Grêmio não se pode errar assim.

Com os 2 em campo, Montillo foi facilmente anulado. O time não conseguia sair jogando pela direita e passou a ser obrigado a levantar a bola (8 vezes) da defesa direto para a intermediária de ataque, ficando fácil para a defesa do Grêmio. Mesmo Montillo, quando voltou para a defesa para tentar a armação, teve de levantar a bola para o ataque. Tinga e Souza quase bateram cabeça (literalmente) ao ir em uma mesma bola. No total, foram 23 bolas levantadas frontalmente (2 finalizações), 19 cruzamentos (3 finalizações), 11 escanteios (1 finalização) e 4 faltas levantadas (1 finalização).

Totalmente envolvida pela marcação imposta por Luxemburgo, o Cruzeiro não conseguiu trocar passes e sofreu em casa da mesma forma que aconteceu contra o São Paulo. Ainda que tenha bons jogadores, não tem estrutura defensiva e no nível atual do futebol brasileiro, isso é fundamental. Vai ter de trocar as rodas com o ônibus andando enquanto o motorista faz média com o público. Azar dos ótimos passageiros.

domingo, 15 de julho de 2012

Jogo #85 Palmeiras consegue anular as assistências do São Paulo e arranca empate apesar de expulsão

Deve ter sido o frio, mas quando olhei a escalação do São Paulo e vi no banco de reservas João Filipe com a camisa 21 e João Felipe com a 36, bateu uma saudade muito grande de quando eu via nos jornais e na Placar Serginho Chulapa, César Maluco, Chiquinho, Pita, Beto Fuscão e outros tantos apelidos que evitavam esse tipo de coisa. Estou louco para assistir um jogo com João Filipe e João Felipe em campo.

Acabado o jogo, fiquei em dúvida se esperava mais do São Paulo ou se esperava menos do Palmeiras. Ou as 2 coisas. Ou não. Felipão conseguiu mobilizar o time do Palmeiras, que foi inteligente ao fazer uma marcação muito acirrada, dando poucos espaços, com é hábito nos times do gaúcho.

E o São Paulo estranhou bastante o que encontrou pela frente. E não deve ter sido o frio. Quando entrou em campo para enfrentar o Palmeiras em Barueri, o São Paulo já tinha feito 102 finalizações no Brasileirão, sendo 56 a partir de assistências (aquele passe de um companheiro para outro finalizar em gol) e 19 em jogadas aéreas (bola levantadas, cruzamentos, escanteios, faltas levantadas e até lançamentos). Não vai nem ser preciso cansar o leitor com percentuais.

Em média arredondada, o São Paulo finalizou 13 vezes por jogo nas primeiras 8 rodadas. Contra o fechadinho e determinado Palmeiras, os são-paulinos conseguiram apenas 6 finalizações. E 1 única em assistências. Não resta dúvida sobre o que faltou para o São Paulo fazer o que se esperava dele. O Palmeiras quase anulou Jadson, e o São Paulo sentiu muita falta de Lucas. Esses 2 foram responsáveis por 20 das 56 assistências até a semana passada. Bastante, né?

Mas "quase" não resolve. Se não aconteceu por baixo, foi por cima. Logo aos 12 minutos, Jadson cobrou uma falta da direita da intermediária, Luís Fabiano entrou sem marcação às costas da defesa e tocou com facilidade para o gol.

Com a vitória parcial e sua criação estrangulada, o São Paulo se fechou na defesa e deixou o Palmeiras correr. Foram 11 finalizações palmeirenses no primeiro tempo (4 certas) e 3 são-paulinas (1 certa, 1 gol).

Para um jogo tão diferente no segundo tempo, no qual o volante Henrique foi expulso logo aos 7 minutos por uma entrada criminosa em Douglas, o desempenho foi muito semelhante: 10 finalizações do Palmeiras (4 certas, 1 gol) e 3 finalizações do São Paulo (1 certa).

Mesmo com um jogador a menos (um bom marcador ainda por cima), o Palmeiras conseguiu manter estrangulada a fluência dos passes do São Paulo, teve um pênalti a seu favor desperdiçado por Valdívia, chegou ao empate com Mazinho, o goleiro Dênis fez 1 defesa fantástica e Maikon Leite ainda foi muito fominha aos 44 minutos e desperdiçou um contra-ataque chutando em cima do seu marcador.

Deve ter sido o frio.

Jogo #84 Fellype Gabriel teve nos pés a chance do Botafogo de vencer jogo defensivo do Fluminense

O futebol do Fluminense já está manjado, muita marcação e ataques só nas bolas boas. Foram 9 finalizações, 2 certas e 1 gol.

E o Botafogo fez o jogo do adversário. Conseguiu 8 finalizações, 3 certas e 1 gol.

Um jogo muito cadenciado, não de dar sono, mas de se lamentar muito que as equipes que lutem pela liderança o façam de forma tão pouco ofensiva. Ou talvez seja melhor falar em "tão pouco criativa".

Ficaram levantando bola para o ataque e cruzando bolas sobre a área um do outro. Foram 35 jogadas áereas do Fluminense (5 finalizações e 1 gol). E 28 jogadas aéreas do Botafogo (2 finalizações e 1 gol).

Entre os que foram ao estádio, se deram bem os que comeram sua pipoca, beberam seu refrigerante e encontraram seus amigos. Foi o que valeu.

Fred completou de cabeça um escanteio cobrado por Thiago Neves aos 7 minutos do segundo tempo, e Andrezinho fez o mesmo aos 21 minutos, após um cruzamento de Márcio Azevedo, que foi bem na partida.

Aos 30 minutos, Elkeson tocou para Fellype Gabriel, que estava livre na direita da grande área, mas chutou nas pernas do goleiro Ricardo Berna. Quem sabe o final da partida ganharia um pouco mais de movimentação. Fica para a próxima.

Jogo #82 Gavião, Corinthians brinca com seus adversários como se fossem ratinhos, vence Náutico e voa em campo

Desde o Campeonato Paulista, com seriedade, o Corinthians brinca com seus adversários, domina seus jogos e garante a emoção das partidas enquanto treina sua defesa. Se há Gaviões na arquibancada, em campo parece jogar contra ratinhos.

Contra o Náutico, aos 44 minutos do segundo tempo, essa postura resultou em uma bola no travessão após uma saída ruim da área do goleiro Cássio e por muito pouco o Náutico não chegou ao empate.

O Corinthians venceu por 2 a 1, mas não há nada que garanta que se tivesse levado esse gol, o jogo terminaria empatado.

A partida terminou como começou, com o Náutico exercendo uma falsa pressão ofensiva, cobrando seguidos escanteios e cruzando bolas sobre a área do Corinthians, que esteve quase sempre bem posicionado.

Dos 44 minutos aos 48 minutos do segundo tempo, foram 9 bolas sobre a área do Corinthians. Só nessa citada Cássio saiu mal da área, socou em cima de Romero, que teve muita tranquilidade no bico esquerdo da grande área para olhar Cássio voltando para o gol e esperar a bola estar na melhor posição para encobrir o goleiro, mas acertou o travessão.

Coincidentemente, nos primeiros 5 minutos de jogo, o Náutico também levantou 9 bolas sobre a área do Corinthians, principalmente com Souza. Conseguiu 1 finalização, de Araújo, que a defesa cortou antes de chegar ao gol.

Falar em pressão do Náutico por isso seria um exagero. É melhor dizer que nesses momentos, o Corinthians se posicionou defensivamente e esperou. Tanto que dos 6 minutos aos 20, o Corinthians conseguiu 8 conclusões (1 falta direta) e o Náutico, 2.

A diferença é que o Corinthians levou quase nenhum perigo nesses ataques, mas nessa segunda finalização, o Náutico fez o primeiro gol do jogo: Souza recebeu na lateral esquerda, levou para o meio, passou para Elicarlos, que errou o passe, mas Chicão cortou mal, e a bola voltou para Elicarlos bater da meia-lua no canto direito. Sem chance.

Foram necessários apenas 1 minuto e 15 segundos para o Corinthians empatar. Paulinho cruzou da intermediária direita, Danilo recebeu nas costas de Alessandro, dominou, a bola quicou e ele emendou um chutaço cruzado. Sem chance para o goleiro Felipe.

O Corinthians forçou um tiquinho e conseguiu seu gol, da mesma forma que no início do segundo tempo. Logo aos 4 minutos, Emerson deu 3 pedaladas pela esquerda, cruzou, Ronaldo Alves errou a tentativa de corte, a bola bateu na trave esquerda, Paulinho pegou o rebote, mandou uma bomba no travessão, Fábio Santos tocou de cabeça e Danilo mandou para o gol.

Se você se lembrou do gol de Basílio que deu o título do Campeonato Paulista para o Corinthians em 1977, você ainda está sob forte influência da conquista épica da Libertadores e da entrega das faixas pela equipe campeã paulista daquele ano. Faz bem. Aproveite ao máximo esse momento histórico.

O jogo seguiu com essa sensação, de que o Corinthians continua jogando o necessário para manter o adversário vivo nos jogos e, assim, treina sua concentração para estar sempre ligado e triunfar nos momentos realmente críticos, como mostrou fez na Libertadores.

Foram 24 finalizações do Corinthians, 8 certas. O Náutico finalizou 7 e apenas 1 foi certa, a do gol. O desnível é abissal.

sábado, 14 de julho de 2012

Jogo #81 Solidariedade dá e tira a vitória do Figueirense e Atlético-MG se mantém na liderança com grande virada

Algumas decisões no futebol devem ser difíceis de ser tomadas... Figueirense e Atlético-MG fizeram um jogaço até os 30 minutos do segundo tempo, quando o Atlético-MG conseguiu virar o jogo e garantiu a liderança do Brasileirão por mais uma rodada.

Em noite de estreia de Loco Abreu, o Figueirense demonstrou uma solidariedade impressionante, tanto na defesa quanto no ataque. Atrás, Jô não teve espaço em nenhum momento do jogo. Na verdade, ninguém teve espaço. A marcação era tão justa, que aos 15 minutos, Doriva acabou fazendo pênalti em Marcos Rocha. Ronaldinho Gaúcho bateu muito bem para fazer 0 a 1 em Florianópolis.

O Figueirense manteve a pressão que exercia desde o início do jogo, com cruzamentos, bolas levantadas, escanteios e, aos 37 minutos, Doriva cobrou na intermediária uma falta levantada, colocou na direita da grande área para Fred tocar de cabeça para Anderson Conceição acertar o travessão, mas a bola quicou dentro do gol. A pressão continuou e, aos 45 minutos, Almir mandou rasteira para Loco Abreu tocar de primeira para Júlio César, que driblou o goleiro Victor e teve muita tranquilidade para chutar com a perna esquerda, da direita da grande área, no canto esquerdo.

Almir saiu no intervalo e em seu lugar entrou Ronny, que deu ainda mais velocidade ao ataque do Figueirense, se deslocando por todos os cantos do ataque. Aos 14 minutos, Júlio César recebeu na direita, puxou com ele toda a marcação do Atlético-MG e ele tocou para Ronny, que chutou forte, em cima do goleiro Victor, que não conseguiu pegar. Aparentemente, a bola desviou de leve em Leonardo Silva e matou o goleiro.

O placar mostrava 3 a 1 para o Figueirense. Um jogaço disputado em muita velocidade. Mas aos 18 minutos, o técnico Argel Fucks decidiu tirar Loco Abreu e colocar Aloísio, teoricamente para aproveitar com sua velocidade e por estar descansado, os espaços que o Atlético-MG teria de dar para buscar o empate. Parece ter quebrado o encanto do time do Figueirense, animado com a estreia de Loco.

Méritos para o Atlético-MG, quem mesmo perdendo mostrou ser uma equipe muito organizada e, também, solidária. Manteve sua forma de jogar e decidiu a partida um jogo coletivo de causar inveja.

Logo aos 19 minutos, Ronaldinho Gaúcho bateu falta e Leonardo Silva cabeceou para o gol contando com uma falha incrível do goleiro Wilson, que saiu atabalhoadamente do gol em cima dele, mas chegou atrasado para fazer o corte. Ainda deu um soco em Leonardo Silva ao tentar acertar a bola.

E aos 21 minutos, o lance decisivo da partida: como se podia imaginar, o Atlético-MG deu espaço, uma bola foi lançada para o ataque, Leonardo Silva, que tinha levado um soco 2 minutos antes, falhou feio, e a bola sobrou para Aloísio, na frente do goleiro, da direita da grande área, chutar a bola quase na bandeirinha de escanteio esquerda. Nada mais deu certo para o Figueirense.

E a solidariedade, então, decidiu o jogo para o Atlético-MG. Aos 25, Jô disparou pela esquerda e cruzou precisa para Bernard entrar completamente livre pela direita e marcar de cabeça já na pequena área.

A fantástica virada se consumou aos 30 minutos: Serginho recebeu e da direita da grande área e tocou para Guilherme completar para o gol, completamente desmarcado. O Figueirense ficou desnorteado.

Daí para a frente, nenhum dos dois times conseguiu 1 finalização útil que fosse, e o Atlético-MG saiu com uma vitória sensacional mostrando ter uma equipe muito consistente para enfrentar as dificuldades que virão pela frente.