quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Jogo #231 Na cabeça e na coragem, Atlético-MG nocauteia o São Paulo no Independência e mantém campeonato sob seu controle

O Atlético-MG se entregou de cabeça e alma e, assim, derrotou por 1 a 0 o São Paulo, que desde os 27 minutos do primeiro tempo teve 1 jogador a menos no Independência. Douglas foi expulso em uma tremenda infelicidade: ao dispuatar um lance com Leandro Donizete, escorregou e entrou no meio do adversário.

Pressionado pela vitória do Fluminense sobre a Portuguesa, pouco antes, o Atlético-MG mostrou ser cabeça dura. Por nada menos que 3 vezes, o jogo teve de ser interrompido porque atleticanos literalmente bateram cabeça contra a cabeça de são-paulinos.

Aos 15 e aos 18 minutos do primeiro tempo, Réver cabeceou a cabeça de Casemiro. Aos 22 minutos do segundo tempo, Leonardo cabeceou a cabeça de Rafael Tolói. Neste último caso, os 2 ficaram estirados no gramado de tal forma, que o árbitro teve de parar o jogo imediatamente.

A intensidade do jogo do Atlético-MG foi tão grande que aos 44 minutos do segundo tempo, os companheiros Júnior César e Leandro Donizete trombaram forte no meio-campo ao disputar a bola ao mesmo tempo.


Ciente da derrota no primeiro turno, o Atlético-MG usou toda a sua energia e encurralou o São Paulo, que só conseguiu 2 finalizações em todo o jogo, 1 certa, e disputou cada lance como se fosse o último. 


Insistente, o Galo fez 17 finalizações e 7 foram certas. E como diz o ditado, em adversário mole a cabeça dura tanto bate que sua defesa fura.

Não deu outra.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Bernard cruzou da ponta direita na medida para Leonardo subir de cabeça e mandar a bola para o gol. O goleiro Rogério Ceni ficou sem ação.

Com a cabeça no lugar, o Galo está apenas 2 pontos atrás do líder Fluminense, mas tem um jogo a mais para disputar e a desvantagem ainda pode ser revertida.

Acabada a partida contra o São Paulo, não restam dúvidas: o Atlético-MG vai para as cabeças.

Jogo #230 Fred não tem nenhuma chance de gol, mas Fluminense suporta forte pressão da Portuguesa e fatura mais 3 pontos

Para exercer sua precisão, o cirurgião-artilheiro Fred precisa de oportunidades. Contra a Portuguesa, no Canindé, não teve nenhuma. Mas Fred está tão cirúrgico neste Brasileirão, que mesmo sem finalizar, o gol saiu.

A Portuguesa pressionou, atacou, acertou a trave, teve gol bem anulado por impedimento, não conseguiu  transformar em gol nenhuma das 26 finalizações, 8 certas e errou muito para quem jogava contra o líder, apesar de ter anulado Thiago Neves e não ter permitido que a bola chegasse em Fred nas áreas.

O Fluminense, como vem fazendo, jogou fechado, suportou a pressão do adversário, teve tranquilidade e ainda deu muita sorte.

O primeiro gol do Fluminense saiu aos 28 minutos do segundo tempo. Rafael Sóbis cruzou da ponta direita, a defesa cortou, e Jean pegou o rebote de fora da área. Dida ficou vendido após leve desvio.

No minuto seguinte, Ananias passou para Luís Ricardo, que mandou uma pancada no meio do gol, mas Diego Cavalieri conseguiu rebater. A bola ficou limpa para Ananias, que chutou para o alto.

Ao invés de sofrer o gol, o Fluminense ficou com o tiro de meta. Cavalieri bateu, Fred desviou de cabeça na intermediária, Gustavo foi mal na bola, deu um toquinho ao invés de um chutão, Wellington Nem tomou a bola, driblou o goleiro e bateu no canto.

No lance seguinte, Ananias cruzou, Cavalieri foi mal a dar um tapa na bola, que ficou para Bruno Mineiro, livre, chutar para fora. Diego Viana consertou e fez o gol, mas estava impedido.

Não tem jeito: tudo dá certo para o Fluminense.

Atacante da Ponte tem 3 impedimentos a menos que o Corinthians inteiro, e bandeirinha do jogo já errou muito; veja outros jogos

Desde o jogo contra o São Paulo, na 18ª rodada, o atacante Roger não começa jogando pela Ponte Preta. Na rodada passada, Roger entrou aos 25 minutos do segundo tempo, contra o Figueirense. Sozinho, Roger já foi flagrado em 31 impedimentos no Brasileirão-2012, apenas 3 a menos do que toda a equipe do Corinthians.

Hoje, as 2 equipes se enfrentam. O Corinthians é a equipe que mais deixa adversários em impedimento, e a Ponte Preta está entre as que mais são pegas em impedimento, principalmente por responsabilidade de Roger. No primeiro turno, Roger foi pego em 3 impedimentos.

Hoje, para aumentar a tensão, está escalado como auxiliar 2 Bruno Salgado Rizo que marcou 7 impedimentos na competição e errou 4, um dos piores desempenhos da temporada entre os bandeirinhas. O auxiliar 1 será Danilo Ricardo Simon Manis, que não errou nenhum até agora.



Nos demais jogos, estão escalados auxiliares com melhor aproveitamento.

Para manter a liderança, o Fluminense terá um ótimo desafio. A Portuguesa não perde em casa desde 18 de julho (Cruzeiro 2 a 0). Venceu Náutico, Figueirense, Palmeiras e Coritiba e empatou com Botafogo e Internacional. A partida terá ótimos auxiliares, sendo que Márcio Eustáquio não errou nenhum dos últimos 10 impedimentos que marcou. Fabiano da Silva Ramires errou 1, mas foi o único em 17 marcados.

Se o Fluminense tropeçar no Canindé, o Atlético-MG poderá retomar a liderança. Joga em casa, mas contra um adversário muito mais forte, mas irregular atuando como visitante, o São Paulo. Nas bandeiras, Roberto Braatz, que já errou muito neste Brasileirão, mas não nos últimos 10 impedimentos que marcou. Diferentemente de Bruno Boschilia, que errou pela primeira vez (em 40 impedimentos marcados) na rodada passada. Anulou um ataque do Náutico quando o Botafogo vencia por 2 a 1. No lance, o goleiro do Botafogo errou a saída do gol e fez pênalti. Mas a jogada já tinha sido incorretamente paralisada.

Na busca por se aproximar da ponta, o Grêmio recebe o Náutico. Nenhum dos 2 bandeiras escalados cometeu qualquer erro nos impedimentos que marcaram até aqui, sem contar os lances duvidosos, em que não há certeza sobre se acertaram ou não.

Para seguir o G4, uma constante desde o ano passado, mesmo sem técnico, o Vasco terá Dedé para tentar segurar Barcos. Uma das armas do Vascão para segurar os adversários é deixá-los livres. É a 4ª equipe que mais deixa adversários em impedimento (81 vezes), mas o ataque do Palmeiras não é dos mais flagrados em impedimento (12º lugar). Os auxiliares para essa partida têm desempenho muito bom.

Abaixo, você vê o desempenho dos auxiliares nas 23 rodadas anteriores. Mais abaixo, o número de impedimentos de cada equipe. Os impedimentos na defesa são os que favorecem as defesas (impedimentos dos ataques adversários).

24a rodada

Quarta-feira

19h30

Portuguesa x Fluminense
Árbitro: Jailson Macedo Freitas
Auxiliar 1: Márcio Eustáquio S. Santiago
Auxiliar 2: Fabiano da Silva Ramires

Figueirense x Cruzeiro
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliar 1: Rodrigo Pereira Jóia
Auxiliar 2: Rodrigo F. Henrique Correa

Corinthians x Ponte Preta
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliar 1: Danilo Ricardo Simon Manis
Auxiliar 2: Bruno Salgado Rizo

20h30

Sport x Bahia
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Auxiliar 1: Thiago Gomes Brígido
Auxiliar 2: Carlos A. Nogueira Júnior

Atlético-GO x Coritiba
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliar 1: Fábio Pereira
Auxiliar 2: Guilherme Dias Camilo

22h
Vasco x Palmeiras
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliar 1: Altemir Hausmann
Auxiliar 2: Rafael da Silva Alves

Santos x Flamengo
Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Auxiliar 1: Fabrício Vilarinho da Silva
Auxiliar 2: Kléber Lúcio Gil

Atlético-MG x São Paulo
Árbitro: Sandro Meira Ricci
Auxiliar 1: Roberto Braatz
Auxiliar 2: Bruno Boschilia


Quinta-feira
Botafogo x Internacional
Árbitro: Elmo Alves Rosende Cunha
Auxiliar 1: Marcelo Carvalho Van Gasse
Auxiliar 2: Ivan Carlos Bohn

Grêmio x Náutico
Árbitro: Héber Roberto Lopes
Auxiliar 1: Ediney Guerreiro Mascarenhas
Auxiliar 2: Luiz Antônio Muniz de Oliveira


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Jogo #224 Bahia e Vasco param de jogar aos 24 minutos do segundo tempo, logo após o Bahia fazer 4 a 0 em São Januário

Um chute de Douglas, aos 33 minutos do primeiro tempo, e outro de Nilton, aos 5 do segundo tempo, foi tudo o que o Vasco fez na partida contra o Bahia.

O mais incrível, é que logo após o Bahia marcar seu 4º gol, as duas equipes pararam de jogar, e o torcedor foi embora do estádio. O jogo acabou ali. Apenas o árbitro teve de esperar mais 20 minutos para encerrar o martírio.

Agora, Cristóvão Borges já não é mais o técnico do Vasco e a pergunta que se ouve é se a derrota foi para derrubá-lo. Mas por que o 4º colocado do campeonato faria isso?

Na últimas 7 rodadas, o time perdeu 4, empatou 2 e ganhou 1.

O Bahia, que não tinha nada com isso aproveitou o momento. Souza marcou aos 40 do primeiro tempo e aos 24 do segundo; Jones Carioca, aos 3 minutos e aos 12 minutos do segundo tempo.

Enquanto deixava o estádio, vascaínos gritavam "olé" para a troca de passes do Bahia, que não chutou mais nenhuma vez no gol após o 4º gol. Nem o Vasco.

Jogo #223 Velocidade de Bernard faz a diferença e Atlético-MG consegue 3 gols com apenas 5 finalizações certas contra o Palmeiras

Com Bernard não tem bola perdida e ele mostrou isso novamente contra o Palmeiras. Como seus companheiros já sabem disso muito bem, apostam nele bolas que seriam impossíveis. Bernard marcou 2 dos 3 gols do Atlético-MG, ambos em jogadas de velocidade.

Os gols saíram apenas no segundo tempo, depois de uma primeira etapa muito truncada, de muita marcação. A diferença maior foi a eficiência do Galo.

No primeiro tempo, o Atlético-MG conseguiu 5 finalizações, 2 certas, mas não fez gol.

No segundo tempo, o Galo fez 9 finalizações, 3 certas e 3 gols.

Bernard quase marcou o primeiro gol aos 13 minutos, venceu o goleiro, mas Thiago Heleno salvou.

Só aos 7 minutos do segundo tempo o Galo foi mexer no placar. Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio, e Leonardo Silva subiu entre 2 marcadores para cabecear no gol.

O Palmeiras aumentou a pressão trocando passes enquanto o Atlético-MG repetia suas características jogadas de bola levantada, mas foi em dois lances de velocidade que acabou com o jogo.

Aos 38 minutos, Leonardo fez um passe excepcional do meio-campo, e Bernard arrancou alucinado para a direita para bater cruzado na saída do goleiro.

E no último lance do jogo, aos 47 minutos, Victor deu um bico para a frente, Leandro Amaro protegeu mal o goleiro, Bernard deu um drible da vaca em Bruno e tocou para o gol vazio.

A "assistência" de Victor no último lance de jogo coroou sua atuação, já que a vitória só foi conquistada porque o goleiro teve outra noite de gala: foram 16 finalizações do Palmeiras, 6 certas e 5 defesas fantásticas do goleiro atleticano, além de 1 outra, mais fácil.

Aos 39 minutos do primeirto tempo, Luan cabeceou da pequena área, e Victor salvou com um tapa, no reflexo. No segundo tempo, fez outras 4 ótimas defesas: chute de Juninho da esquerda da grande área (32 minutos) -- com o placar em 1 a 0 --, chute de Corrêa após tabela com Obina (41), cabeçada de Leandro Amaro (41) que salvou sobre a linha do gol com um tapa, e falta batida por Corrêa (45) que ainda bateu na trave depois de ele dar um tapa.

Em casa, o Atlético-MG mostrou sua força e que vai lutar ponto a ponto com Fluminense e Grêmio (e quem mais aparecer pela frente) pelo título deste ano.

Jogo #222 De cada 3 conclusões, atacante Fred acerta 2 e faz 1 gol, exatamente o que fez na vitória do Fluminense sobre o Internacional


Maiz uma vez, Fred foi cirúrgico. O atacante finalizou 3 vezes, 2 certas e fez 1 gol, o da vitória.

Em todo o campeonato, Fred fez 33 finalizações, 21 certas e 11 gols (3 de pênalti). Impressionante o desempenho dele. Está difícil de pará-lo, assim como está difícil segurar o Fluminense.

O Flu entrou fechado, perdeu Wagner logo no primeiro minuto de jogo, com uma lesão no tornozelo direito, mas explorou com muita inteligência a velocidade de Wellington Nem, que fez 2 finalizações erradas, puxou 2 cartões amarelos e 1 vermelho (Nei) para adversários, sofreu 1 pênalti não marcado e, o mais importante de tudo, fez a jogada e a assistência para o gol de Fred, aos 28 minutos do primeiro tempo. Wellington Nem recebeu na intermediária defensiva e disparou para o ataque e da direita tocou para Fred completar para o gol da esquerda da grande área.

Foi um jogo complicado.



É comum afirmarem que a arbitragem brasileira é muito ruim, mas o futebol no Brasil e disputado de uma forma que torna apitar um jogo um trabalho "semi-impossível".

Internacional 0x1 Fluminense foi um desses jogos. Disputado sob chuva, teve 4 lances em que foi aberta discussão se o árbitro errou ao não marcar pênalti.

Aos 11 minutos, Fred, do Internacional, entrou driblando pela esquerda e foi para cima de Leandro Euzébio, como se pudesse passar através do corpo do adversário. Lances semelhantes são recorrentes no Brasileirão, em que quem tem a posse de bola joga a bola de lado, como se fosse dar um drible da vaca, e ao invés de contornar o adversário, corre no meio do peito dele. O que seria uma falta do atacante muitas vezes se torna um amarelo para o defensor.

Aos 15 minutos, Fred, do Fluminense, fez uma finta na direita da grande área e Rodrigo Moledo o persegue. Fred tropeça na própria perna. Nem com replay em câmera lenta é possível ver se Moledo o toca, mas sendo Fred o jogador experiente que é, na dúvida a arbitragem manda seguir.

Aos 26 minutos do segundo tempo, Bruno, do Fluminense, entrou pela direita e caiu à frente de Índio. Por maior que seja a diferença entre o porte físico de ambos, o contato não pareceu suficiente para ele cair.

Assim como Dagoberto não fez esforço para permanecer em pé aos 22 minutos do segundo tempo, quando Carlinhos chegou atrasado e acabou pisando na ponta da chuteira de Dagoberto.

Isso tudo com o gramado molhado. Todos lances de interpretação.

Todos eles muito diferentes do que aconteceu a 1 minuto do segundo tempo, quando Wellington Nem entrou na grande área com a bola dominada e foi derrubado por Muriel, que chegou atrasado. Um erro claro do árbitro Wilton Pereira Sampaio, mesmo com Wellington Nem tendo tocado a bola de lado quando o goleiro chegava. Foi pênalti.

Com tantos lances duvidosos, a transmissão passou a destacar que era o 7º jogo de Wilton Pereira Sampaio como árbitro e que ele não tinha marcado nenhum pênalti na competição. Então, a questão passa a ser "nos jogos em que Wilton Pereira Sampaio trabalhou houve pênaltis que ele deixou de marcar?"

Sim, houve. Ele já errou em outros jogos.

Na 12ª rodada, não marcou pênalti de Edílson, do Grêmio, em Fábio Braga, uma gravata enquanto a bola viajava em cobrança de falta levantada. Deu falta no goleiro, que aconteceu depois, em Grêmio 1x0 Fluminense.

Na 16ª rodada, não marcou pênalti de Thiago Carvalho, do Cruzeiro, em Fahel, em Bahia 0x1 Internacional. Após cobrança de falta levantada, Fahel foi abraçado por trás pela cintura e caiu. Reclamou. Então, Wilton Pereira Sampaio se atrapalhou feio. Mostrou o cartão amarelo e o vermelho para Fahel, mas então percebeu que Fahel ainda não tinha recebido o amarelo e anulou o vermelho que tinha mostrado. Uma cena rara no futebol.

Os clubes conhecem os árbitros; os árbitros conhecem os jogadores. Cada jogo vira uma tensão como esse Internacional 0x1 Fluminense.



domingo, 9 de setembro de 2012

Em ritmo clássico de festa de domingo, jogo acaba empatado e solteiros chutam 1 bola no gol dos casados em 93 minutos de jogo

Nada com um feriado prolongado. Ponto alto da festa, no domingo, casados e solteiros foram a campo aplaudidos pela audiência. As famílias dos casados colaram o nariz no alambrado para assistir ao jogo e esperava-se que fizessem bonito.

Na hora dos cumprimentos, sorrateiramente ofereceu-se aos solteiros um acordo: "vocês não fazem gol na gente, nós não fazemos gol em vocês, não damos pontapés e deixamos 5 caixas de cerveja pagas no bar para vocês depois do jogo."

Para garantir que nada desse errado, os solteiros correram, se esforçaram, trombaram, fizeram umas faltinhas e chutaram a bola para todos os lados, menos no gol. Diante da correria, a torcida aplaudiu enquanto bebia a sua cervejinha, gritando o nome dos conhecidos, rindo dos tombos e das trombadas peculiares desses jogos.

Em 93 minutos, os solteiros chutaram 1 bola no gol em 12 tentativas. Aos 42 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta que o goleiro chegou fácil na bola, mas depois de tanta cerveja e tanto sol, o lance pareceu muito mais difícil.

Os casados, fizeram bonito para a família, mesmo com os amigos caçoando de algumas barrigas à mostra. Amigo é para isso mesmo. E os casados chutaram mais no gol. De 11 tentativas, 5 foram no gol, mas não chegaram a dar trabalho real para o goleiro dos solteiros, que já tinha treinado em clube grande antes de sofrer uma séria lesão no braço e ser dispensado. Para jogos festivos, o histórico não atrapalhava.

Para deixar tudo mais emocionante, 1 jogador dos casados acabou sendo expulso, apesar de ter sido pisado pelo adversário. Nem discutiu com o juiz. Quando o jogo acabou, puderam dizer que se não fosse a expulsão, teriam vencido a molecada, que devia treinar um pouco para o jogo do feriado do ano seguinte ao invés de sair na noite.

Quando acabou, a churrasqueira já ardia em brasa, cada um fez seu prato e garantiram que nenhuma garrafa ficasse cheia. Depois, foram assistir a Santos x São Paulo, pelo Brasileirão-2012. Tiveram certeza de que  o jogo deles foi muito mais animado. Está gravado, é só ir lá ver.